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Festival de Inverno

Festival celebra uma das artes mais antigas do mundo

(Foto: Renata Pires)

(Foto: Renata Pires)

Por Luiza Falcão

Aviso: esta matéria não é sobre a localização dos polos no FIG. Mas se você se perder em Garanhuns e quiser achar o circo, é só seguir o burburinho excitado das crianças e o sorriso contido, porém ofegante, dos pais. Essa é a dica perfeita pra não perder os espetáculos de uma das artes mais antigas do mundo.

Quem abriu a temporada circense no FIG 2013, na sexta-feira (19/7), foi a trupe pernambucana Circo Bambolê, com o espetáculo “Acrobatas aéreos”. Composto por três gerações de uma mesma família, a Dantas, o espetáculo é singelo e muito tradicional, mas com algumas inovações bem típicas da cultura POP.

Quando a apresentação começa, você acha que se perdeu e entrou no palco errado. Um cover de Michael Jackson faz todos os integrantes da trupe virarem estátua ao som de “Thriller” para, depois, ir libertando um a um, que saem do palco em forma de zumbis.

A primeira atração após a abertura mostra o porquê do nome dado à apresentação. Dois irmãos rodopiam em uma escada giratória suspensa no ar, trocando malabarismos com objetos de plástico e até tochas de fogo. O espanto da criançada é patente, mas a admiração também. Pais, mães e outros adultos trocam olhares infantis e maravilhados, provando que não existe idade para admirar o circo.

O próximo número é o de uma garotinha de apenas 8 anos chamada Evelyn, que é levantada pelos cabelos a mais de 5 metros do chão. Fazendo piruetas no ar, Evelyn mostra que o talento da família está renascendo ainda mais forte nos pequenos. Os números que se seguem vão trazendo um novo fôlego ao espetáculo. São palhaços, acrobatas, mágicos e contorcionistas. Todos da mesma família.

Shirleyde Albuquerque, 46 anos, é bailarina áerea do Circo Bambolê e sente o maior orgulho dos quase 30 anos que já dedica a ele. “Antes de entrar no picadeiro, sempre sentimos uma emoção, um nervosismo. Estar lá é como recarregar as nossas vidas”, explicou.

Quem assistiu, independente da idade, gostou muito do que viu. Dona Maria Alice, 63 anos, disse que sempre vem para trazer as netas, mas não escondeu que também agora vê-los. Jenovan de Morais, 45 anos, mora em Garanhuns há três e sempre traz seu pequeno, de quatro anos, para ver as apresentações. “Quero criá-lo conhecendo, valorizando e admirando uma das artes mais antigas e simbólica dos homens”, ressaltou.

Todo dia tem circo no FIG, acompanhe a programação.

21/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

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