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Festival de Inverno

FIG sediou encontro de cineclubes do Agreste Meridional

Márcia Félix e Fabiana Vital (Cineclube UAG/UFRPE) ao lado de Zácaras Garcia e Yanara Galvão, da Fepec, após redação da carta do agreste meridional. (Foto: André Dib)

Márcia Félix e Fabiana Vital (Cineclube UAG/UFRPE) ao lado de Zácaras Garcia e Yanara Galvão, da Fepec, após redação da carta do agreste meridional. (Foto: André Dib)

Por André Dib

O último dia do 23º Festival de Inverno de Garanhuns foi especial para o movimento cineclubista. O clima de despedida não foi impedimento para reunir 26 representantes do poder público e da sociedade civil, entre eles Leonardo Barbosa, do programa + Cultura, mantido pelo MinC. Quem coordenou o encontro foi Yanara Galvão,  especialista em cinema e educação e vice-presidente da  Federação Pernambucana de Cineclubes e Zácaras Garcia, do Cineclube Difusora e um dos diretores da Fepec. Ao longo do sábado (27), foram feitas apresentações especiais e a exibição do conjunto de entrevistas sobre a memória do cineclubismo pernambucano, realizado pela Fepec.

A presença de Barbosa é importante no sentido de retomar a estruturação dos 46 cineclubes pernambucanos selecionados pelo edital do MinC, em parceria com a Fundarpe, em 2011. Na transição entre os governos Lula e Dilma, o programa + Cultura passou por instabilidades, o que o impediu de concluir a entrega dos kits multimídia que equipariam os pontos de exibição. “O Governo do Estado cumpriu o compromisso de oferecer as oficinas de capacitação, mas os equipamentos nunca chegaram”, conta Yanara.

Esta é apenas uma das reivindicações que constam em carta escrita ao fim da reunião deste sábado (27). Outros pontos são o incentivo à criação de acervos audiovisuais; a promoção de encontros, seminários, mostras e atividades que facilitem a articulação entre cineclubes dos municípios do agreste meridional; o fomento de políticas públicas de incentivo à produção local; a expansão da atividade cineclubista como objeto de estudo nas escolas; e a participação da região na próxima Jornada Nacional de Cineclubes, de 15 a 21 de novembro, na Ilha de Itaparica, Bahia.

Hermano Figueredo, veterano cineclubista e realizador de cinema, também esteve no encontro, onde pode traçar um histórico do movimento nas últimas quatro décadas, da total ilegalidade proclamada pelos generais da ditadura militar, ao atual incentivo dos governos federal e estadual. “É ótimo contar com o apoio do estado, mas precisamos encontrar outros meios de sustentação do movimento”, diz Yanara.

Duas representantes do cineclube da Universidade do Agreste demonstraram interesse especial em trazer informações e atividades para a região. “Realizamos sessões com esforço, recursos e equipamentos próprios”, diz a professora Márcia Félix, que promove sessões semanais de cinema com foco em literatura e questões sociais. Além deste projeto, Garanhuns conta com o cineclube da Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns (Aesga). Outro, mantido pela prefeitura no espaço cultural (ao lado da Esplanada Guadalajara) conta com equipamento completo, mas está inativo.

À noite, Severino Pessoa, presidente da Fundarpe e Carla Francine, coordenadora de cinema da instituição, se reuniram com Leonardo Barbosa para definir o futuro da parceria entre Governo do Estado e MinC na implementação do programa + Cultura.  Aos poucos, o movimento cineclubista volta a ocupar seu espaço, historicamente ligado à resistência cultural e política. Após encontros realizados em Goiana, Arcoverde, Caruaru e Salgueiro, Garanhuns testemunha esta retomada.

9/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

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