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Festival de Inverno

Free jazz, solos de piano e violas caipiras na primeira noite do Palco Instrumental

(foto: Ricardo Moura)

(foto: Ricardo Moura)

Um dueto de violas, acompanhadas de baixo acústico e percussão foi o ponto alto da primeira noite do Palco Instrumental, nesta sexta-feira (19), no bucólico Parque Ruben Van Der Linden. O tradicional reduto da sofisticação musical foi testemunha de shows de primeira categoria, como o do compositor Hugo Linns, notório defensor do uso da viola caipira na música contemporânea.

“É um instrumento estigmatizado como rural”, criticou o artista, antes de apresentar a música “Martelo de Aço”, escrita em homenagem a Adelmo Arcoverde, tido por Linns como um expoente do instrumento, em suas palavras, “o maior violeiro do Brasil”.

Durante a apresentação, marcada por composições de seu segundo álbum (“Vermelhas Nuvens”), Linns tocou viola dinâmica (com detalhes metálicos) e também a tradicional, de madeira. Interagiu bastante com o público, (“a primeira vez que estive em Garanhuns foi em 1997, mas esta é a primeira vez mostrando meu trabalho autoral”) e convidou o percussionista Gilú, líder da Orquestra Contemporânea de Olinda, para uma participação especial.

Linns e Gilú fazem parte da Wassab, trio que se completa com o guitarrista Juliano Holanda e se apresenta no Palco Instrumental na próxima quarta-feira (24), com Jam da Silva. Três talentos de uma nova geração de músicos pernambucanos nos palcos do FIG.

Sozinho no palco, Vitor Araújo impressionou pelo domínio do instrumento, pontuado por efeitos vocais que evocam ambientes etéreos, quase oníricos. Seu repertório, praticamente todo autoral, ficou ainda mais interessante com a participação do quarteto de cordas da Orquestra Experimental de Câmara, regida pelo músico João do Cello. Ao final, o músico deixou o palco vazio, mas sua voz ficou, em camadas digitalizadas por um efeito “delay”, que deram ao parque uma atmosfera fantasmagórica.

Entre árvores e barracas montadas para o FIG, o público compareceu e curtiu a programação à vontade, cada um do seu jeito. Bem à maneira do pólo Pau Pombo, o mais charmoso e introspectivo dos palcos do festival.

A noite começou com o Fahrenheit, virtuoso quinteto de free jazz made in Garanhuns. E encerrou uma performance virtuosa do maestro Nenéu Liberalquino. Neste sábado (20) o Palco Instrumental volta com Estação Brasil, A Trombonada, Paulo Rafael e Banda Estuário.

CPM no FIG – Na Catedral de Santo Antônio, a programação especial preparada pelo Conservatório Pernambucano de Música teve início às 16h, com performance do grupo Allegretto, um dos representantes da tradicional escola mantida pelo Governo do Estado. O grupo teve origem em 1996, a partir de uma classe de prática de flauta doce do Conservatório, focada em música medieval, barroca e renascentista.

(Foto: Ricardo Moura)

(Foto: Ricardo Moura)

Além dos músicos, que também tocam alaúde, vihuela e guitarra renascentista, atores com figurinos de época interpretam e cantaram um repertório de 17 composições. A programação do CMP no FIG segue até a segunda-feira, dia 22.

19/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

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