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Festival de Inverno

Karina Buhr, a mulher que gosta de curvas (e do FIG)

(Foto: Pri Buhr)

(Foto: Pri Buhr)

Cantora frequenta o festival desde a primeira edição. Em 2013, Karina fará três participações entre shows e uma exposição na Galeria das Artes

Por Guilherme Gatis

“Sobre o FIG… É amor antigo. Vim muitas vezes, desde o primeiro. No primeiro vim pra farrear e fazer oficinas. Acho que no segundo também fiz oficinas, de bonecos com Marcondes Lima, de teatro com Carlos Carvalho… E vim pra tocar com Comadre Fulorzinha, Eddie, Bonsucesso Samba Clube, DJ Dolores, Afoxé Ile de Egba, Antônio Nóbrega, Véio Mangaba, o show do ‘Menti pra você’ e agora o ‘Longe de onde’”.

O depoimento de Karina Buhr sobre o Festival de Inverno de Garanhuns foi enviado via SMS pela cantora, enquanto ajustava os últimos detalhes de sua exposição e resolvia pequenas correrias pré-show. Esta noite ela sobe ao Palco Guadalajara às 23h20.

Mais do que o amor pelo festival, a mensagem de Karina também transparece uma trajetória artística plural. Se nesta sexta (19/7) ela é a Karina da música, que sobe ao Guadalajara para apresentar pela primeira vez as canções do álbum ‘Longe de onde’, todos os dias do FIG 2013 ela também é a Karina artista plástica, que expõe pinturas e desenhos de mulheres e curvas na Galeria das Artes.  É também a mesma Karina Buhr do palco que celebrará, na outra sexta-feira (26/7), os dez anos do Original Olinda Style, disco da Eddie no qual participou da gravação.

Os três momentos de Buhr neste FIG são também uma prova da facilidade que a artista tem de transitar entre diferentes linguagens. “Faço tudo ao mesmo tempo, menos o teatro, que parei por exigir uma dedicação mais específica”, comenta, pontuando que respeita o tempo que cada atividade lhe pede. “Chega uma hora que bate a mazela e eu paro. Cada trabalho tem uma mazela específica e eu respeito isso”.

Pane no Pântano

A exposição que ocupa uma das salas da Galeria das Artes reúne alguns dos desenhos originais feitos por Karina, que tem uma relação bastante livre com essas obras.

“Eu tanto posso fazer meus desenhos ao acaso, como também parar um tempo só para fazer isso”. Suas obras visuais começaram a se destacar entre as fotos de shows e bastidores publicados em seu perfil no Instagram. “De vez em quando postava uma imagem lá e as pessoas foram conhecendo e gostando”. Os “likes” ajudaram e Karina já fez duas exposições na rede Sesc de São Paulo e tem obra exposta no Inhotim, em Belo Horizonte. O disco “Menti pra você”, por exemplo, também imprimiu um de seus desenhos.

Nos desenhos, poucos e sinuosos traços formam figuras femininas. “Gosto muito de desenhar mulheres, gosto da curva, mas esse é um direcionamento meramente estético, não tem muita filosofia aqui, não”, comenta, enquanto se organiza para fazer as fotos que acompanham este texto e  resolve as últimas logísticas antes de subir ao palco, onde irá brincar com os laços amorosos que vem tecendo há 23 anos.

19/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

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