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Festival de Inverno

Música popular com talento e sofisticação no Palco Pop

Por André Dib

 

Felipe Cordeiro apresentou músicas do álbum “Kitsch pop cult” (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)

Felipe Cordeiro apresentou músicas do álbum “Kitsch pop cult” (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)

Abordagens sofisticadas para a músicas da cultura popular deram o tom da noite desta quinta (19/7) no Palco Pop do 22º Festival de Inverno de Garanhuns. Terreiro Cibernético, Curumim, Renata Rosa e Felipe Cordeiro deram ao público energia para seguir em frente. A ligação com o programa do Palco Guadalajara, que encerra a programação do dia com Reginaldo Rossi, foi total.

Um pouco antes de seu show, o cantor Felipe Cordeiro, do Pará, disse que só não iria assistir ao show do rei do brega porque se comprometeu em discotecar na festa Baile Tropical, promovida pelo DJ Patrick Tor4 no Bar Escritório. No palco Felipe apresentou músicas do álbum “Kitch Pop Cult”. Perguntado se ele se incomoda com o rótulo “brega cult”, pelo qual é classificado pela imprensa, ele responde que o brega é apenas uma das suas referências.

“Não gosto dessa palavra, cult, parece que estou higienizando. O título do CD tem a ver com um pouco de ironia, das pessoas quererem transformar o brega em cult”, disse o artista, que quando subiu no palco, colocou todos para dançar.

O mesmo pode ser dito sobre a rabequeira paulista Renata Rosa, que logo após tocar a primeira música, lembrou que há 11 anos ela estreava no palco do FIG. Em seu trabalho, elementos da cultura nordestina dialogam com suas origens, como a música árabe, ibérica e africana. O resultado é uma música forte, que convoca o público a algo bem próximo ao transe. Em um dos melhores momentos, centenas de palmas e pés batendo no chão colocaram à prova a resistência do tablado de madeira do Palco Pop.

Curumim deu um show de talento e competência (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)

Curumim deu um show de talento e competência (Foto:Edmar Melo/Secult-PE)

Segunda atração da noite, o paulista Curumim impressionou pela energia e provou que é um dos bateristas mais talentosos e requisitados do Brasil. Tocando no centro do palco, ladeado por baixo e guitarra, eis o mais instigante power trio do 22º FIG. Montado na hora, de acordo com a vibe do momento, ele conciliou diferentes gêneros da música, como a black music, reggae, samba e até um frevo, que ganharam ares contemporâneros. Não bastasse, cantou no melhor estilo rapper.

A programação do Palco Pop começou com a banda de rock Terreiro Cibernético, de Garanhuns.

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