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Festival de Inverno

Noite negra fechou o 23⁰ Festival de Inverno de Garanhuns

Afrika Bambaataa (Foto: Eric Gomes)

Afrika Bambaataa (Foto: Eric Gomes)

Por Ana Elisa Freire

Foi uma noite mais que especial, foi a última do FIG 2013. Reunir grandes nomes da música negra brasileira e internacional num mesmo palco, no FIG, foi daqueles eventos que não se podia deixar de ver nem fazendo chuva, como fez. Nem fazendo frio, como fez também. Com a Esplanada Guadalajara lotada, se apresentaram na última noite do FIG, neste sábado, 27, Karla Rafaela, Zé Brown, Afrika Bambaataa, Mart’nália e Arlindo Cruz. Todos consagrando seus maiores sucessos e levando jovens, adultos a dançar.

Apesar de apresentarem ritmos diferentes no palco, cada um deles soube agradar o seu público presente. Zé Brown, recifense, e Afrika Bambaataa, americano, trouxeram a veia do hip hop para a Guadalajara, que retribuiu mostrando que sabe, conhece e dança muito rap em Garanhuns. Cada vez mais, a cidade surpreende os artistas que vem por aqui, seja por ter um público fiel de roqueiros, de funkeiros ou rappers, ritmos que não estão na boca das grandes massas, mas que tem fãs próximos e seguidores.

(Foto:Eric Gomes)

(Foto:Eric Gomes)

Zé Brown, rapper, veio para o palco mostrar o que sabe fazer de melhor, suas junções entre rap e hip hop, com ritmos completamente nordestinos como repente, forró e embolada. Junções que à primeira vista não tem muito em comum entre si, mas que ao analisar cada um deles, se observa semelhanças na forma do “cantar falado”, característico nesses ritmos. No FIG, Zé Brown não só vestiu a camisa, como relembrou Dominguinhos, falecido na última semana, mostrando um medley de composições do sanfoneiro, onde em cima compôs um rap falando da obra dessa“referência nordestina”, como cantou na própria música.

Afrika Bambaataa, a grande atração internacional do FIG, veio de Nova York mostrar que ainda é o rei do hip hop. Mesmo após mais de 31 anos do lançamento do seu maior sucesso “Planet Rock”, o ritmo continua se renovando a partir da nova geração de rappers, que o DJ apoia através da Zulu Nation. No palco, acompanharam cantando o rapper King Kamonzi, Zé Brown, Gilmar Bola 8 (Nação Zumbi), Tiger (Faces do Subúrbio), entre outros, além do público, que subiu no palco e mostrou que sabe dançar hip hop.

Encerrando a última noite do FIG, dois feras do samba brasileiro. Mart’nália, que trouxe seu último disco “Não tente compreender”, com músicas que saem um pouco do samba e adentram pelo pop, rock e mpb. Logo depois, Arlindo Cruz, que apresentou seus maiores sucessos e composições suas, só que mais conhecidas na boca de outros intérpretes. Foi uma grande “roda de samba”, como mesmo definiu Arlindo.

Mart’nália não resistiu também e cantou seus sambas mais conhecidos, além de sucessos do pai, Martinho da Vila, Dominguinhos, e de “Dja”, como chama Djavan, produtor desse seu último cd. Já Arlindo, trouxe uma verdadeira escola de samba para o palco. Ao mesmo tempo em que distribuiu cds com 2 novos sucessos, o músico falou com o público sobre o festival e convidou todo mundo a espantar os males. “Vai embora tristeza, eu preciso sambar”, cantou Arlindo que fechou a última noite do 23⁰ FIG no principal palco do festival, na Praça Guadalajara.

O 23⁰ Festival de Inverno de Garanhuns foi um evento realizado pelo Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, em parceria com a Prefeitura de Garanhuns e contou com diversas atrações em todos os tipos de formais culturais.

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