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Festival de Inverno

O dia em que a Mata Norte subiu ao Magano

Mestre Grimário no Magano (Foto: Costa Neto)

Mestre Grimário no Magano (Foto: Costa Neto)

Cavalo Marinho Estrelas do Amanhã desceu do Palco de Cultura Popular para se apresentar no Magano, onde o Mestre Grimário, do grupo, ministrou uma oficina esta semana de cavalo marinho

Por Igor Jatobá

As fantasias coloridas trajadas pelos jovens que desciam de um ônibus fretado já sugeriam aos moradores do pacato bairro do Magano, em Garanhuns, que aquela não seria uma tarde como as outras. Foi o som de ganzás e zabumbas vindo da Escola Municipal Ranser Alexandre Gomes que trouxe a confirmação. Atraídos pela curiosidade, os moradores do entorno aos poucos ocuparam o pátio da escola para assistir à apresentação do Cavalo Marinho Estrelas do Amanhã, que trouxe para o Agreste Meridional a dança e a música típicas da Mata Norte.

De acordo com o oficineiro Mestre Grimário, a ideia inicial era levar os alunos da oficina “A história do vaqueiro no alto do cavalo marinho” pra assistirem à apresentação do grupo no Palco de Cultura Popular, no Centro. No entanto, acabou acontecendo o contrário: foi o grupo que desceu diretamente do palco para subir ao Magano.

O Estrelas do Amanhã surgiu em 2006, na cidade de Condado, a partir de um projeto de aulas de cavalo marinho voltado a crianças da comunidade, tendo à frente o mestre Antônio Teles. Atualmente, o grupo é composto por 25 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 18 anos, faixa etária bem próxima à do grupo de mais de dez jovens que participou da oficina no Magano neste festival.

A ação, realizada em parceria entre a Diretoria de Formação e a Coordenadoria de Cultura Popular da Diretoria de Políticas Culturais da Secult/PE, foi acompanhada também por Pedro Vasconcelos, diretor de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, e Marcelo Nóbrega, coordenador geral de Acompanhamento e Fiscalização do órgão. “O Ministério da Cultura está muito bem impressionado com o que vimos aqui hoje, que é um processo muito consistente e muito sério de envolver a comunidade de Garanhuns num processo formativo cultural diverso, com várias expressões, linguagens e tecnologias sociais que efetivamente produzem transformações na sociedade”, disse Pedro.

Magano

A Escola Ranser Alexandre Gomes é um dos dez espaços de Garanhuns que recebem as 80 atividades de formação cultural do FIG 2013. No entanto, este polo se diferencia dos outros por ter atividades voltadas especificamente para as demandas da comunidade do bairro. Além do cavalo marinho, o Magano também recebeu esta semana as oficinas de confeitaria, xilogravura, artesanato em barro, percussão e malabares, com participantes de todas as faixas etárias.

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