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Festival de Inverno

Recolher, armazenar e transformar

Troupe Azimuth encenou peça para um mundo melhor

(Foto: Costa Neto)

(Foto: Costa Neto)

Por Leidson Ferraz

De perfil assumidamente didático, o espetáculo “Tudo vira tudo”, da Troupe Azimuth, de Garanhuns, com texto, direção e música de Julierme Galindo, preferiu apostar na consciência de cada espectador diante das mensagens de valorização ao meio ambiente postas em cena, entremeadas pelo universo lúdico do teatro para a infância. Marcada por canções no ritmo do maracatu e do rap, a apresentação contou com um público atento nesta manhã de quinta-feira, 25, no Palco Cultura Popular do 23° FIG, que acompanhou a trama cujos protagonistas são um saquinho de pipoca, uma lata de refrigerante, uma garrafa de vidro e uma folha de jornal.

Dando vida a estas personagens inanimadas, a história faz valer a importância do transformar, repassando informações sobre a possível decomposição de tudo o que usamos no dia a dia, inclusive daqueles produtos não biodegradáveis, como o vidro, que pode durar até 4 mil anos. A solução, então, é conscientizar cada ser humano da importância da coleta seletiva, que necessita dos descartáveis separados em duas categorias: os secos e os úmidos. E, assim, a transformação para reutilização dos mesmos será possível. O conflito maior se estabelece com a presença do Sr. Tudo é Lixo, que teima em manter os materiais amontoados nos lixões, algo bastante prejudicial à Natureza.

Uma verdadeira rebelião, então, é proposta pela turminha da Patrulha do Recicla Pernambuco, que acaba despertando a consciência de cada material abandonado. Fica a dica para que o ser humano também colabore. A apresentação teve emoção a mais porque foi dedicada ao ator Adevair Galdino, de 18 anos, falecido dois dias antes. Sua personagem, o Sr. Tudo é Lixo, não contou com nenhum substituto, e apenas sua voz foi irradiada, já que a peça possui trilha sonora gravada. Ao final, bolas de sopro brancas foram distribuídas à plateia, com o elenco prestando homenagem ao amigo.

“Adevair não passou despercebido nos três anos de convivência conosco. E virou um exemplo, por ser amável, carinhoso. Essas bexigas brancas que trouxemos representam a pureza da sua alma”, finalizou o diretor Julierme Galindo. Estiveram ainda no palco, Diogo Honorato, Duvennie Pessôa, Eliwelton de Farias, Joesile Cordeiro, Márcia de França, Raphael Inácio, Suzana Galindo e Valéria Barbosa, todos bastante emocionados.

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