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Festival de Inverno

Teatro de objetos faz a alegria de crianças e adultos

Com muita técnica, os atores Ezequiel Rosa e Mariza Basso colocam objetos para dar vida a personagens circenses

Apresentação do espetáculo “O Circo de Objetos” no Teatro Souto Maior. (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Apresentação do espetáculo “O Circo de Objetos” no Teatro Souto Maior. (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Por Diego Gouveia

O Teatro Luiz Souto Dourado, recebeu, na noite da terça-feira (17/7), durante o 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), a Companhia Mariza Basso Teatro de Formas para uma apresentação bastante especial. Dessa vez, dois atores dividiram o palco com baldes, mochilas, tecidos. Nas mãos de Mariza Basso e Ezequiel Rosa, tudo pode dar vida a um personagem. “O Circo dos Objetos” apresentou números de circo bastante familiares. Pratos e bandejas deram vida a um bravo leão. A mulher do atirador de facas era um espanador. Já o atirador, uma estranha, mas bastante carismática, vassoura. Em vez de facas, pentes foram lançados numa sincronia perfeita.

O espetáculo foi concebido com técnicas do teatro de animação e não recorre à ajuda de texto para identificação dos personagens. São mantidas as características originais dos objetos. São utilizados predominantemente utensílios com cores primárias. O grande diferencial está na relação dos manipuladores com os bonecos. “Tem que haver cumplicidade e poesia na hora de trabalhar”, diz Mariza, que também dirige o espetáculo. A técnica na hora de entrar em cena é adquirida com horas de ensaios diários. São quatro a seis horas todos os dias. A Companhia Mariza Basso Teatro de Formas pesquisa bonecos desde os anos 2000 e em 2004 estreou o espetáculo, que se apropria também das referências circenses.

Junta-se um balde e um snorkel e está pronto o apresentador. Espanador e roldana revelam a alma da equilibrista na perigosa travessia de uma trena. De um penico e um tapete surge a alegria do circo: o palhaço. Ora por duas, ora por quatro mãos, com muita criatividade a dupla leva alegria para o público.

Na plateia, muitas crianças no colo dos pais. Aline Soares, 6 anos, saiu de casa bem agasalhada para não perder a peça. O pai Rogério Soares, 34, divertiu-se tanto quanto a filha. “Foi um espetáculo para toda a família. Teho certeza de que a partir de hoje minha filha olhará para os objetos dentro de casa diferente. Posso imaginar que as bonecas dela vão ganhar novos amigos”, analisou.

Nesta quarta-feira (18/7), estará no Teatro Luiz Souto Dourado:

Teatro (quarta-feira, 18/7)

19h – Meire Love

Os ingressos devem ser retirados gratuitamente na bilheteria do teatro, das 9h às 12h e das 14h às 17h. A disponibilidade está sujeita à quantidade de assentos na sala.

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