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Festival de Inverno

26º FIG deixa sementes nas artes cênicas do Agreste

por Márcio Bastos

O Festival de Inverno de Garanhuns tem, há 26 anos, movimentado a cidade do Agreste com várias apresentações culturais e atividades de formação. É um período de efervescência, com muita festa, mas também muito intercâmbio de experiências que reverberam pelos anos seguintes. Um exemplo disso fico claro no sábado (30), no encerramento da Mostra de Teatro Alternativo, que teve sua primeira edição realizada em 2016.

Após a apresentação de (In)Cômodos, espetáculo baseado em contos de Cícero Belmar e estrelado por Cleyton Cabral, Hilda Torres e Luciana Pontual, o público se reuniu para o debate mediado por Rodrigo Dourado, prática que aconteceu após as encenações da Mostra, reforçando um caráter pedagógico da ação. Porém, dessa vez a conversa tomou caminhos mais aprofundados, que saíram do âmbito do espetáculo em si para falar da importância do evento, de políticas públicas para o teatro no interior e das vivências dos artistas locais.

Juarez Ventura

Juarez Ventura

Público acompanhou movimento de teatro que prolifera no Recife

Como observou Jorge Clésio, coordenador de Artes Cênicas da Secult-PE, a execução da Mostra de Teatro Alternativo foi possível graças à articulação do movimento artístico que desde 2014 tem buscado alternativas às possibilidades de se fazer teatro, tanto em termos de espaço quanto de estética. “O governo esteve muito sensível à demanda dos artistas, mas o mérito é todo da classe por se articular e apresentar a viabilidade do projeto”, pontuou.

Rodrigo Dourado, que encabeçou a demanda junto com outros artistas, reforçou ainda que essa primeira experiência foi muito positiva e clamou pela continuidade da ação, inclusive com sua expansão, podendo, nos próximos anos, inclusive abrir espaço para que grupos de todo o Estado se inscrevam na programação.

“Esse primeiro momento foi muito positivo para mostrarmos a necessidade de abrir esses espaços e também reforçar que há um público ávido para consumir esse tipo de teatro”, disse.

Da parte do público, artistas e espectadores, principalmente de cidades vizinhas a Garanhuns, reforçaram o impacto que a mostra teve, abrindo a perspectiva deles para outras formas de exibir suas produções tendo em vista que muitas cidades fora da Região Metropolitana do Recife não possuem teatros ou, quando os têm, os mesmos se encontram sucateados.

“É muito bom poder entrar em contato com trabalhos que vão nos possibilitar chegar em nossas cidades e escoar nossa produção em casas, galpões ou espaços alternativos”, reforçou Alex Ricardo, ator de Palmeira dos Índios.

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