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Festival de Inverno

Palco Instrumental encerra atividades no FIG 2015 com muito blues

Por: Paulo Costa

A última noite no Palco Instrumental foi marcada pelo blues de Garanhuns, pelas harmonias de Jehovah da Gaita, Renato Bandeira e Bráulio Araújo e pelo experimentalismo da Frevotron, com Maestro Spok, DJ Dolores e Yuri Queiroga. Inesquecível, talvez seja o adjetivo mais preciso para descrever o que se passou neste sábado, 25/7.

No começo da noite, o guitarrista Cláudio Lins fez o parque transitar entre a pré-história do rock, o berço blues, e a contemporaneidade da música. O universo ficou blues e o público aplaudiu a boa música que ressoava pelo parque.  “Acho que o blues me achou em 2003 quando toquei com o filho de Muddy Waters (lendário guitarrista). Garanhuns tem uma tradição instrumental. O Palco Instrumental é uma escola de música que começou com o Quinteto Violado, que fundou esse espaço. Pra gente daqui, de Garanhuns, o festival é importante para trocarmos experiências”, ressaltou Cláudio.

A segunda atração começou sambando com jazz, passando por Pixinguinha, Heitor Villa Lobos e Astro Piazzolla, entre outros clássicos da música instrumental. Acordes, notas musicais, linguagem do mundo, que comunicaram com a plateia, que se protegeu da chuva entre as árvores do parque.

“O FIG só vem provar o valor do manancial de música de Pernambuco, acredito que temos a maior matriz sonora do mundo. Só Guerra Peixe, por exemplo, passou 30 anos estudando maracatu e não concluiu, não estudou todo o universo dessa nossa música. Tenho mais de 50 anos de música e fiquei impressionado e orgulhoso, como recifense, de ver a banda anterior tocando blues. o FIG garimpa em um veio difícil, o veio da música de qualidade”, declarou Jehovah da Gaita.

O encerramento do Palco Instrumental foi uma explosão musical. Uma pedrada sonora na noite. Uns diziam que era jazz, outros, que era free music, world music ou simplesmente música sem carimbo, música boa. Esse foi o som da Frevotron que liquidificou sensações e ritmos, do samba a tudo, na última noite do palco instrumental. E teve bis, e pediram outro bis…

“Nosso projeto Frevotron é tão novo que a gente não teve tempo de batizar as músicas. É música número 1, 2, 3.. Uma coisa totalmente nova e variada. Com a cara desse Festival de Inverno”, declarou maestro Spok.

“O grande diferencial do festival é diversificar as atrações para todos os gostos, para todas as idades, tem espaço para todas as pessoas”, comentou Angélica Miranda, 41 anos, do Recife.

“O Festival de Inverno é um estímulo à cultura e traz investimentos para região.” Nilton Jurandir, 56 anos, de Lajedo.

“Os jovens estão acostumados a ouvir uma ditadura musical, o FIG traz muita coisa nova pra gente ouvir e ver.” Vitcória Eduarda, 15 anos, Lajedo.

“É uma oportunidade para pessoas vivenciarem toda a cultura de Pernambuco e muita coisa do mundo em um só lugar”. Andrea Soares, 42, Garanhuns.

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