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Festival de Inverno

Espaço do Artesanato promove cultura, renda e sustentabilidade no FIG 2015

Horário de visitação é das 14h às 22h, no Parque Euclides Dourado.

Por: Paulo Costa

O Espaço do Artesanato do FIG 2015, no Parque Euclides Dourado, tem como principal objetivo reunir artesãos de diversas técnicas e de várias regiões de Pernambuco, em um só espaço, para comercializarem seus produtos. Nele, o público pode conhecer e adquirir peças da nossa arte popular. O espaço fomenta o intercâmbio de experiências, de opiniões e ideias sobre políticas públicas para o artesanato, além de promover a sustentabilidade.

Normando Siqueira

Normando Siqueira

Espaço conta com produtos de artesãos de todos os cantos do estado

“Isso aqui é uma janela de grande dimensão que abre possibilidades infinitas. A gente não quer guardar nossas técnicas só pra gente, quer compartilhar com mais e mais artesãos. Nosso trabalho com quenga de coco é também promoção da sustentabilidade. Estima-se que 70% do lixo do litoral brasileiro são formados por cocos. Nossa arte mostra que isso não é lixo. É fonte de renda e cultura”, explica Viviane Locatelli, artesã de Porto de Galinhas.

O Espaço do Artesanato traz como novidade a presença de dois mestres da escultura em madeira: mestre Nido, da Mata Sul, que pela primeira vez vem ao Festival de Inverno de Garanhuns, e mestre Luiz Benicio, do Vale do Catimbau, Buíque.

Normando Siqueira/Secult-PE

Normando Siqueira/Secult-PE

Tradicional polo de comercialização do artesanato pernambucano durante o FIG

“Esse espaço representa uma grande oportunidade de negócios porque expomos nosso trabalho praticamente para o mundo todo. E nos enriquecemos com a troca de informações, um artesão vê o que o outro cria e faz intercâmbio de conhecimentos”, diz o mestre Luiz Benicio.

Breno Nascimento, assessor de artesanato da Secretaria de Cultura de Pernambuco, comenta a importância do polo: “É uma ação multicultural porque temos instrumentos musicais que atraem músicos para, por exemplo, comprar uma rabeca. Daí já improvisam um show com outros artistas que estão vendo ou comprando instrumentos de percussão. O Mamulengo, que foi reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasileiro, atrai brincantes que chegam aqui e fazem apresentações espontâneas. É bom para os artesãos, que tem mais consumidores; bom para outros artistas que dão mais visibilidade a sua arte; e bom para o público que tem em um só espaço várias expressões da nossa cultura. E como vem pessoas de quase todo o Brasil e até do exterior, o Espaço Do Artesanato é um caminho do artesão para o mundo.”

“Desde o primeiro FIG que mostro minha arte aqui. Foi importante pra ampliar meu trabalho e fortalecer nossa associação de mamulengueiros. Já vendo pra gente de São Paulo e tenho encomendas até pra os Estados Unidos. O FIG faz o artesão se encontrar com um mundo de pessoas”, José Edivan, o Bila, mestre mamulengueiro de Glória do Goitá, Pernambuco.

A diversidade é a marca do Espaço do Artesanato. Tem mamulengo, peças em couro e madeira, esculturas em miniaturas e até instrumentos musicais.

“Dou suporte aos músicos, que encontram instrumentos da nossa cultura que não são vendidos em loja. Os artistas chegam aqui, grupos de cavalo marinho, rabequeiros e tantos outros, e também tocam, aqui sempre tem show”, diz Abílio Sobral, artesão de instrumentos musicais, do Recife.

Armazém do SEBRAE

Milhares de pessoas que visitam o Parque Euclides Dourado durante o FIG, também podem encontrar expressões da cultura popular no Armazém SEBRAE de Artesanato. São 27 estandes com maior presença de expositores do Agreste Meridional. Para muitos artesãos e artesãs o Armazém virou ponto tradicional durante o Festival de Inverno.

“Há sete participo do Armazém SEBRAE. E foi tudo de bom pra mim e pra minha arte, com vendas, palestras e cursos. Acredito que é bom pra todo mundo que tá aqui, artesão e público”, comemora Adriana Veiga, artesã de Garanhuns.

“Esse lugar traz a diversidade da cultura de Garanhuns e das cidades circunvizinhas. Pra minha família é muito bom, a gente vê e pode comprar muita coisa bonita e mostrar nossa cultura para os filhos”, comenta a visitante Eliane Moraes, de Garanhuns.

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