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Festival de Inverno

Mestres da música no Palco Instrumental

Pri Buhr

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Público acompanha música em homenagem a Ariano Suassuna

A imagem de uma criança de seis anos de idade dançando um chorinho sob a garoa da Parque Ruber Van Der Linden sintetiza o espírito da noite de quarta (24) no Palco Instrumental. Também conhecido como Pau-pombo, o local é um ponto de encontro privilegiado, onde música e natureza atraem diferentes “tribos” e gerações, que convivem sem sobressaltos.

Por volta das 20h, a nobre presença de Zé da Velha e seu trombone é recebida com aplausos. Ele cumprimenta o público e, ao microfone, diz que está recomeçando. Quem, aos 72 anos, pode dizer o mesmo? Estendendo a mão esquerda, Zé também conta que a parceria com o trompetista Silvério Pontes completou 28 anos. E emenda com o choro “Casa nova”, de Pedroca, ícone do piston dos anos 1950.

Foi naquela época que José Alberto Rodrigues Matos tocou com Pixinguinha, Donga e João da Bahiana, ganhando a alcunha de Zé da Velha Guarda. Tinha apenas 17 anos. Depois veio a parceria com Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo e Paulo Moura. Com o tempo, ficou conhecido como Zé da Velha. Durante o show, toda essa linhagem esteve ali, nele representada.

Pri Buhr

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Zé da Velha e Silvério Pontes se apresentam no Palco Instrumental

Acompanhada por bateria, baixo, violão e acordeon, a dupla ganhou ares de big band. Clássicos se sucedem: de Jacob do Bandolim, “Receita de samba”; de Cachimbinho, “Catita”; e em homenagem a Dominguinhos, o maxixe “Saudade do Guará”. A interação entre trompete e trombone refletiu a intimidade da dupla. Em solos simultâneos ou fazendo a base um para o outro, os instrumentos se mostraram amigos de longa data.

Um pouco antes, Beto do Bandolim convocou o público para uma homenagem a Ariano Suassuna, ao tocar a marcha-de-bloco “Madeira que Cupim Não Rói”, de Capiba. “Numa festa ele me perguntou (imitando a voz de Ariano): ‘ô garoto, você sabe tocar essa’? Era a música que ele mais gostava”. O show de Beto ainda evocou outros mestres, abrindo com “Disparada”, de Geraldo Vandré, “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e duas músicas escritas pelo próprio bandolinista: “Tango para Piazzola” e “Tema para Racine”.

Pri Buhr

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Beto do Bandolim fez homenagem a Ariano Suassuna

A noite começou com o jazzista de Garanhuns, Roberto Lima, que apresentou um tributo ao free jazz dos anos 1980. O Palco Instrumental continua nesta sexta (25) e sábado (26). Confira a programação:

Sexta-feira, 25/07
18h – Arthur Medeiros
19h – Bráulio Araújo
20h – Ademir Araújo

Sábado, 26/07
18h – Lulinha Trumpet
19h – Hugo Linns com participação de Renata Rosa
20h – Escalandrum (ARG)

 

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