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Festival de Inverno

Mistura sonora marcou segunda noite de shows no palco Dominguinhos

Por: Paulo Costa

Pará, Jamaica, Luiz Gonzaga… A mistura de ritmos e sonoridades que marcam a música brasileira deu o tom da segunda noite de shows no Palco Mestre Dominguinhos. A programação agregou com maestria a diversidade sonora de Léo e Banda, Ska Maria Pastora, Fafá de Belém e Banda Calypso. Praça, camarotes e vizinhanças do palco ficaram pequenos para tamanha animação. Gente das mais variadas origens cantando, dançando e mostrando que é na praça, é na rua que a identidade musical de um povo vai se firmando.

Normando Siqueira/Secult-PE

Normando Siqueira/Secult-PE

Mais de 50 mil pessoas assistiram ao show da banda Calypso no FIG 2015

Léo e banda, mais conhecidos e queridos pelo público de Garanhuns, agradaram também quem veio de longe curtir o Festival de Inverno. As pessoas acompanharam os “covers” de sucesso levados pela dupla, em clima de som de barzinho.

Ska Maria Pastora entrou com tudo, dando nova roupagem a músicas de Dominguinhos e do mestre Lua, entre tantas que sempre costumam sacudir a plateia. Com sua levada própria, misturou em um só caldeirão sonoro a cultura regional com os ritmos da Jamaica. O público vibrou e acompanhou em coro espontâneo: “Que falta eu sinto de um bem, que falta me faz um xodó”. Luiz Gonzaga também foi chamado à festa pelos instrumentos de sopro da banda. E teve ainda o pé-de-serra pisando firme e diversificado na batida do ska, xote, baião e de outros sons nordestinos com tempero jamaicano.

Deco Trombone, integrante do grupo, desabafou com alegria: “Foi um desafio encarar um público tão variado, com gente de todo canto, e tocar Dominguinhos com levada Ska. E a plateia entendeu o som e cantou junto com a gente!” Um show bem dançante que teve ainda a participação mais que especial da cantora Isaar. “Já é uma parceria antiga que faço com a Ska Maria Pastora, uma felicidade só. E fazer meu show ontem (16) e hoje tá aqui de novo… Eu amei!”, comemorou.

Terceira atração da noite, Fafá de Belém contagiou até quem estava nos bastidores do maior palco do festival. Entrou como grande estrela, jogando cabelos para cima, acenando para todo mundo e distribuindo sua gargalhada típica. Veio acompanhada pela dupla de instrumentistas do Pará, Manoel e Felipe Cordeiro, pai e filho. “Amo Pernambuco, me sinto sempre em casa, é uma alegria tocar aqui”, vibrou Felipe, instigado com a guitarra na mão. A cantora tem uma energia que impulsiona a multidão, que pulou aos primeiros acordes das guitarras com sabores paraenses. Fafá brilhou, cantando com o público: “Aí Moreno, aí Moreno…” Desfilou todos os seus sucessos de décadas para fazer muita gente dançar agarradinha ao som de suas mais românticas canções. Não faltou dança, música, alegria e gente fazendo pouco do frio. A alma do FIG.

Normando Siqueira/Secult-PE

Normando Siqueira/Secult-PE

Fafá trouxe Manoel e Felipe Cordeiro para show em homenagem à música do Pará

A temperatura subiu ainda mais, foi ao máximo, com palco, camarotes e a praça tremendo ao swing da Banda Calypso. Pessoas sentaram nos ombros de outras para disputar o melhor ângulo do show. Todo mundo se apertando para ficar mais perto de Joelma, com suas coreografias, e de Chimbinha, com seus solos cheios de ritmos sensuais. O público, que àquela altura já tinha curtido toda a multiplicidade sonora da noite, cantou, gritou e dançou. Balões em forma de coração se aproximaram de Joelma pelas mãos de fãs apaixonados. Paus-de-selfies captaram na hora a lembrança dos ídolos. Sucessos da banda vararam a noite  e quando Joelma parou de cantar, foi aí que a multidão aumentou o volume, fez coro e encheu a praça de energia. Paixão e fidelidade, público e artistas em um mesmo encanto de alegria democrática. “É uma honra pra qualquer artista subir neste palco. O FIG É um presente!”, resumiu Joelma, emocionada.

Nos bastidores, Marcelino Granja, secretário de Cultura de Pernambuco, sintetizou, em meio à agitação da noite, a energia que marca o FIG 2015: “O lance desse festival é ser a grande festa da cultura que se comunica com diversas identidades, transmitindo alegria e esperança para as pessoas daqui e de todo o Brasil, gente de idades, raças e classes sociais diferentes que aqui chegam pra confraternizar com a gente.”

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