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Festival de Inverno

Múltiplas sonoridades atraem multidão ao palco Pop do FIG

Por: Paulo Costa.

Uma noite de sonoridades que, para muitas pessoas presentes no Palco Pop, só o FIG poderia proporcionar, tamanha a diversidade: ritmos do leste europeu, coco, rock e pop. O cardápio de variedades musicais do Festival de Inverno harmonizou especiarias para os gostos mais variados nas apresentações de Milena Raimer, Coutto Orchestra, Silvério Pessoa e Tiê, ontem 24/7.

Acordes distorcidos de guitarra abriram caminhos para Milena Raimer, cantora de Garanhuns que lançou o primeiro disco ano passado. A voz madura da jovem intérprete atraiu pessoas que passeavam pelo Parque Euclides Dourado. A seleção musical foi variada e incluiu Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e versões de clássicos, como Honey baby (Vapor barato), na voz firme de Milena Raimer. A plateia curtiu e pediu bis.

“Acho imprescindível para os talentos da terra (Garanhuns) e da região um festival como esse, porque pode abrir muitas oportunidades”, ressaltou Milena Raimer. A cantora disse ainda que “minha paixão pela música nasceu comigo. Aos cinco anos meus pais perceberam isso e me deram o primeiro violão. E até agora não parei mais de cantar. Antecipo aos fãs que no final do ano devo lançar meu segundo disco e planejo uma turnê pelo Nordeste.”

“Estou aqui com minha mulher e meu filho porque tem cultura pra todos os gostos, e movimenta a cidade. Além de estarmos sempre no Palco Pop, fomos a quase todos os outros polos, e meu filho adorou o circo e o teatro de mamulengo”, ressaltou Marcondes Xavier, 43 anos, de Garanhuns.

A segunda atração da noite no Palco Pop foi a Coutto Orchestra, de Aracaju. Iniciou a apresentação com sons de viola nordestina e um canto semelhante a um aboio, só que sampleado. O vocalista Alisson encarnou uma personagem meio cigano, meio armorial. Com sua banda interpretou, entre outros, Luiz Gonzaga, com bits de computador, além de apresentar ao público seu repertório autoral, que mistura música tradicional do Nordeste do Brasil com influência techno. Tem sonoridades diversas como um acordeon que levou a plateia em uma viagem pela música do leste europeu, enquanto a bateria marcava ritmo de house, música eletrônica. Som com a cor da caatinga e com toques de misticismo cigano e batidas de computador. As pessoas, curiosas, ficaram atentas à originalidade da Coutto Orchestra para, em seguida, dançar incansavelmente.

“A Orchestra tem cinco anos de formação e estamos pela segunda vez no FIG. Estamos gravando nosso segundo álbum. Paramos tudo no estúdio para vir ao festival, pela dimensão que ele tem, que vai além do Nordeste, e por causa da sua diversidade estética”, salientou Alisson Couto, vocalista da Coutto Orchestra.

“É a segunda vez que vejo a Coutto Orchestra. Eles têm um som diferente, inusitado, um regional eletrônico. Muito bom esse pessoal. O festival está de parabéns por trazer esse tipo de som diferenciado. Venho ao festival há 11 anos. É um exemplo a ser seguido por outros lugares”, disse George Santos, 42 anos, de Aracaju.

O terceiro ato da noite ficou a cargo de Silvério Pessoa, que subiu ao palco com sua interpretação cheia de personalidade. O show deu ao público um passaporte para embarcar no universo de Jackson do Pandeiro. As pessoas caíram no samba de coco e a plateia virou algo semelhante a um forró tradicional em sala de reboco. Gente de todas as idades bateu o pé no chão, dançando no passo miudinho, fazendo jus ao refrão de Jackson do Pandeiro, “O coco é bom, é social.”

“Talvez esse seja o festival mais autêntico do Brasil. Aposta na diversidade, é menos óbvio na programação, que é rica de gente de fora e de talentos pernambucanos. Essa noite, fiz o quarto show do meu novo projeto, Silvério Canta Jacskon do Pandeiro. Depois do FIG vou correr o Brasil com esse show”, destacou Silvério Pessoa.

A última apresentação da noite foi a da cantora Tiê. Palco pop totalmente tomado, gente até por entre os eucaliptos do Parque Euclides Dourado. Tiê começou o show com seu violão e com a banda detonando um som muito pesado. A plateia, mesmo espremida, ainda conseguiu pular muito, gritou e acompanhou em coro quase todas as músicas. Os versos de Tiê saíram sublinhados pela levada pop rock da banda, traduzindo o sentimento da cantora diante da multidão: “Maravilhoso, maravilhoso!” Conexão total entre artista e público. Até quando Tiê dizia obrigado, o “tiêtismo” retribuía, gritando.

“Acho essa mistura do festival superespecial e é reconhecido pelo público. Quando confirmei que viria para Garanhuns, recebi milhares de mensagens das pessoas comemorando antecipadamente nosso show aqui”, revelou Tiê. A cantora, que abriu uma gravadora recentemente, disse também que já tem disco novo para ser lançado no próximo ano.

“Desde que o festival existe que eu o acompanho, estando aqui ou pela internet. Gosto demais por causa da diversidade de atrações.” Silvio Freire, 32 anos, de Cascavel, Paraná.

“Vi um monte de coisa legal. Gostei mais do parque (Euclides Dourado) porque vejo as atrações com meu pai. É a primeira vez que venho e achei legal porque tem atrações pra todas as idades”, ressaltou Alice Freire, nove anos, de Cascavel Paraná.

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