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Festival de Inverno

Música erudita é gosto popular em Garanhuns

Por: Paulo Costa

Até a próxima quinta-feira (23), o Polo de Música Erudita do FIG estará ocupando a Igreja Santo Antônio com apresentações gratuitas de renomados musicistas brasileiros e internacionais. Para celebrar os 25 anos do Festival de Inverno de Garanhuns, o tradicional polo traz obras que atravessaram gerações de apaixonados pela boa música e que tocam o coração e a alma das pessoas até hoje. Gente de todas as idades e em todo o mundo. Sonoridades e estilos de interpretação variadas marcam os concertos: canto, piano, acordeom, cordas, trios e orquestras são compartilhados com todo o público do festival que já admira ou ou que deseja conhecer o lado erudito da musicalidade universal.

Normando Siqueira/Secult-PE

Normando Siqueira/Secult-PE

Trio Mosaico Recife: Levi Guedes (Piano), Frederica Bourgeois (Flauta) e Wilson Pimentel (Trompete) em apresentação nesta sexta (17)

“Estas apresentações reportam à elevação da alma, valorizando músicos da terra, dando oportunidade  a pessoas de todas as idades e de várias classes sociais de ouvirem música de qualidade. Hoje, tinha até crianças gritando bravo”, diz Sandra Rios, professora de ioga, Recife.

O Conservatório Pernambucano de Música de Pernambuco abre a programação erudita e dá o tom das apresentações até segunda-feira, 20/7. Sempre às 16h30 e depois às 21h. O XI Virtuosi da Serra assume a batuta na terça-feira, 21/07, e conduz esse verdadeiro encantamento sonoro até quinta, 23/7, sempre a partir das 21h.

“Isto aqui, nesta Igreja, é formação de plateia. Isso move a gente: levar música erudita a um público diversificado, que fica sabendo, entre outras coisas, que música erudita não é música antiga, é música de virtuosismo e de alta técnica. Apresentamos, aqui, músicos e temas novos”, explica Roseane Hazin, gerente geral do Conservatório Pernambucano.

Programação do Polo de Música Erudita

Sexta-feira, 17/7

16h30 – Noise Viola
21h – Trio Mosaico Recife: Levi Guedes (Piano), Frederica Bourgeois (Flauta) e Wilson Pimentel (Trompete)

Sábado, 18/7.
16h30 – Orquestra Retratos do Nordeste
Solistas: Guilherme Calzavara (Violão) e Antônio Carlos Nóbrega
21h – André Mehmari (Piano)

Domingo, 19/7
16h30 – SaGRAMA e Beto Hortis
21h – Rosana Lamosa (Soprano) / Denise de Freitas (Mezzo-Soprano) / Sonia Rubinsky (Piano)

Segunda-feira, 20/7
16h – Orquestra de Câmara de Pernambuco (Concerto Aula)
21h – Orquestra de Câmara de Pernambuco

Programa do XI Virtuosi na Serra

Terça-feira, 21/7
21h – Alexander Hrustevich, acordeon

Quarta-feira, 22/7
21h – Daria Kiseleva, piano
Vencedora do Concurso Internacional BNDES de Piano 2014

Quinta-feira, 23/7
21h – Orquestra Jovem de Pernambuco – Homenagem a Ariano Suassuna.
Regência de Rafael Garcia

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Perfil de cada apresentação

Conservatório Pernambucano de Música

Noise e Viola
Em 2003 os músicos Paulo Barros e Fred Andrade, resolveram se unir em torno de um projeto de música instrumental acústica que aposta na força da música nordestina urbana. Criaram então o Noise Viola, que habilmente combina gêneros como frevo, baião e maracatu, interpretados com uma roupagem contemporânea e virtuosística, numa bem-equilibrada mistura de modernismo e tradição. O grupo já se apresentou em diversos eventos, tais como: Expo Music 2005 – principal feira de música da América Latina, realizada em São Paulo, Circuito Cultural Banco do Brasil, no Conservatório Pernambucano de Música, Universidade Federal de Pernambuco, Biblioteca Pública Estadual, no Teatro de Santa Isabel e no Festival de Inverno de Garanhuns. Em dezembro de 2005 o Noise fez um concerto marcante nas sacadas do Palácio do Campo das Princesas, no Projeto Viva a Música. Ao lado de um repertório original, o grupo também atualiza obras de compositores respeitados como Levino Ferreira, Maestro Duda, Toscano Filho, Senô e Edson Rodrigues.

Em 2007, o Noise Viola lançou seu primeiro CD homônimo. No segundo semestre de 2015, o grupo deverá lançar o seu segundo CD – A canção do mar do silêncio.

A atual formação do grupo é: Paulo Barros (Violão), Fred Andrade (Guitarra), Leonardo César (Viola), Caca Barreto (Baixo), Hugo Medeiros (Percussão) e Cacau (Percussão).

Repertório.
Casa das bruxa, Fred Andrade.
Dança Pagã, Fred Andrade.
Triunfando, João Lyra e Marco Cézar.
Sofrendo Baixinho, Fred Andrade.
Nó na Gargant,a Guinga.
Maracatu Bonito, Fred Andrade.
São Jorge só tem um, Paulo Barros.
Nino, O Pernambuquinho, Maestro Duda.
Espelho Cego, Paulo Barros.
Vou sonhar que pra dar tempo de você ver, Fred Andrade.

Trio Mosaico Recife.
Criado em 2015 por músicos reconhecidos no cenário cultural Pernambucano, o Trio Mosaico tem o propósito de conjugar a experiência individual de cada integrante com uma abordagem não convencional para grupos desta formação (Flauta Transversal, Trompete e Piano). A busca por uma linguagem diferenciada no repertório erudito e popular com arranjos que valorizam as diversas cores e expressões de cada instrumento é a tônica do grupo. Uma junção inusitada de múltiplos solistas e base harmônica trabalhando em conjunto para expor obras consagradas com nova roupagem e tratamento estético único e expressivo. O Trio Mosaico, como o próprio nome indica, cria uma nova imagem de música unindo o talento, sensibilidade e experiência de seus componentes.

Repertório.
G. F. Haendel Suíte em Ré Maior (trio).
Overture.
Gigue.
Aria ( Menuetto).
March (Bourrée).
March.

B. Neruda Concerto para Trompete (duo).
Allegro (1° mov.).

Ennio Morricone Pot-Porri-Morricone (trio).
(Arr. Dierson Torres).

C. Chaminade Concertino, Op. 107 (Flauta e Piano).

E. Villani-Côrtes Chôro Urbano (trio).

Maestro Duda Fantasia Sobre A Suíte “Recife” (trio).
(Arr. Wilson Pimentel) Baião (Dorinha).
Valsa Lenta (Mida).
Frevo (Meyse).

Integrantes
Frederica Bourgeois (Flauta Transversa).
Wilson Pimentel (Trompete).
Levi Guedes (Piano).

Orquestra retratos do Nordeste
Convidados: Antônio Carlos Nóbrega e Guilherme Calzavara
A Orquestra Retratos (Grupo Representativo do Conservatório Pernambucano de Música) é um grupo de câmara com instrumentos populares inspirado no Movimento Armorial e na Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco, grupo criado nos anos 1980 no Conservatório Pernambucano de Música.
Apresentando uma geração de talentosos músicos de formação eclética e excelente técnica, a Orquestra Retratos tem uma singular sonoridade, distribuída entre os naipes de bandolins, bandolas, bandoloncelos, violas de 10 cordas, agregando ainda violão de 8 cordas, cavaquinho, contrabaixo acústico e percussão, proporcionando a todos os compositores, arranjadores e músicos participantes, um verdadeiro laboratório para pesquisa estética e estilística.

O repertório contempla os grandes clássicos da música nordestina, mas vai muito além, incluindo compositores contemporâneos brasileiros e universais. O grupo vem se apresentando nos principais palcos do estado e do Brasil ao lado de grandes artistas e músicos de referência nacional e internacional e lançou, em 2012, seu primeiro CD “De Sol a Sol”.

Guilherme Calzavara – VIOLONISTA

Natural de João Pessoa é bacharel em música pela UFPB e licenciado em educação pela FACETEG. Em sua formação, teve como principais professores Fidja Siqueira, Albérgio Diniz e Djalma Marques. Fez curso de aperfeiçoamento com o Prof. Michael Sadanovsk no Conservatório Erick Satie de Paris.

Como solista, atuou junto à Orquestra Sinfônica do Recife, Orquestra Sinfônica e Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, (antiga) Orquestra de Câmara de Pernambuco, Orquestra Sinfônica Jovem do CPM e Orquestra Retratos do Nordeste, interpretando concertos de Radamés Gnatalli, Castelnuovo-Tedesco, Heitor Villa-Lobos e Laurindo Almeida.

Em 2014 foi o solista convidado para a inauguração da nova sala de concertos da Orquestra Sinfônica da Paraíba “Sala Maestro José Siqueira” interpretando o Concerto Nº1 Op. 99 de Mário Castelnuovo-Tedesco, sob a regência do maestro Luiz Carlos Durier.

Idealizador e Diretor Artístico dos Seminários de Violão José Carrión, é professor de Violão Erudito e Supervisor da área de Cordas Dedilhadas do Conservatório Pernambucano de Música e professor de Violão Erudito da Escola de Música Anthenor Navarro.

Antônio Carlos Nóbrega
Nasceu em Recife, Pernambuco, Brasil, em 1952. É violinista desde criança. Entre 1968 e 1970, já participava da Orquestra de Câmara da Paraíba e da Orquestra Sinfônica do Recife. Em 1971, foi convidado por Ariano Suassuna a integrar o Quinteto Armorial, grupo precursor na criação de uma música de câmara brasileira de raízes populares. Fruto desse envolvimento com o universo da cultura popular, a partir de 1976, começou a desenvolver um estilo próprio de concepção em artes cênicas e música, apresentando desde então os espetáculos “A Bandeira do Divino”, “A Arte da Cantoria”, “Maracatu Misterioso”, “Mateus Presepeiro”, O Reino do Meio-Dia”, “Figural”, “Brincante”, “Segundas Histórias”. Em 1993, lançou o “Na Pancada do Ganzá”, com respectivo CD. Em 1997, foi a vez de “Madeira Que Cupim Não Rói”, espetáculo e também CD. No ano de 1999, participou do Festival D’Avignon (França) com o espetáculo “Pernambuco”, preparado especialmente para o público francês. Em 2000, estreou em Lisboa “O Marco do Meio-Dia”, apresentado em Paris, Hannover e em mais de vinte cidades brasileiras. O ano de 2002 foi marcado pelo espetáculo “Lunário Perpétuo” e pelo DVD homônimo que teve a direção do cineasta Walter Carvalho. Em 2004, realizou, em parceria com o cineasta Belisário Franca, a série “Danças Brasileiras”, apresentada no Canal Futura a partir do mesmo ano. A partir de 2007, com o espetáculo “Passo”, integralmente dedicado à dança, começou a conciliar o seu trabalho de músico com o de dançarino e coreógrafo. Entre 2006 e 2008, lançou o espetáculo dedicado ao frevo “Nove de Fevereiro”. Dois CDs e um DVD (também dirigido por Walter Carvalho) registram o espetáculo. Em 2009 estreou “Naturalmente – Teoria e jogo de uma dança brasileira” e, em 2011, o seu DVD, produzido pelo SESC e mais uma vez dirigido por Walter Carvalho. Tem se apresentado por inúmeros países, entre eles Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Cuba, Rússia e França. Nóbrega é detentor de inúmeros prêmios, entre eles: TIM, SHELL, Mambembe, APCA e Conrado Wessel. Recebeu por duas vezes a Comenda do Mérito Cultural. Com sua mulher, Rosane Almeida, idealizou e dirige, em São Paulo, o Instituto Brincante, local de cursos, oficinas, mostras e encontros onde procuram apresentar aos próprios brasileiros um Brasil ainda pouco conhecido. Em reconhecimento à sua obra, ainda em 2008, recebeu o título de Cidadão Paulistano, em cerimônia na Câmara dos Deputados de São Paulo. Em 2014, Antônio Nóbrega foi também o homenageado do Carnaval do Recife 2014 (ao lado do frevo, patrimônio imaterial da humanidade). Atualmente, conclui com Walter Carvalho a realização de um longa-metragem sobre a sua obra.

Repertório.
I – PARTE.
Paulo Arruda A Estória de Lélio e Lina – Opus 12.

Joaquin Rodrigo Concerto de Aranjuez para violão e orquestra.
- Allegro con spirito.
- Adagio.
- Allegro gentile.

Roland Dyens Tango en Skaï para violão e orquestra.
Solista: Guilherme Calzavar.
Regência: Paulo Arrudas.

II – PARTE

Adelmo Arcoverde, Via Norte.

Marco César e João Lyra TriunfandoLuiz Gonzaga Baião /Paraíba /Feira de Caruaru / ABC do Sertão /Qui Nem Jiló).

Treze de Dezembro.

Dominguinhos e Nando Cordel, De Volta pro Aconchego – Gostoso Demais.

Luiz Gonzag, Araponga (EC).

Antônio Nóbrega, Rasga do Nordeste.

Integrantes.
Marco César – Bandolim I e Direção Musical.
Gilson Chacon – Bandolim II.
João Paulo Albertim – Bandola I.
Ivan Souza – Bandola II.
Henrique Almeida – Viola I.
Eduardo Buarque – Viola II.
Rafael Marques – Bandoloncelo I.
Fernando Moura – Bandoloncelo II e Cavaquinho.
Rubem França – Violão de 8 Cordas.
Fernando Rangel – Contrabaixo Acústico.
Leonardo de Castro – Bateria.
Lucas dos Prazeres – Percussão.

André Mehmari.
Pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista, nasceu em Niterói-RJ em 22 de abril de 1977. Tornou-se conhecido pelo grande público ao vencer em 1998 o primeiro Prêmio Visa de MPB. Participou como solista em importantes festivais de jazz como o Chivas Jazz, o Heineken Concerts, TIM Festival, Spoleto Festival USA (André Mehmari Trio) e Blue Note Tokyo além de várias turnês nos USA, Europa e Ásia.

Apontado como um dos mais originais músicos da cena brasileira e premiado tanto na área erudita (Nascente-USP, Concurso Camargo Guarnieri e Prêmio Carlos Gomes) quanto popular (Visa, Nascente-USP), André teve suas composições e arranjos tocados por alguns dos mais expressivos grupos orquestrais, de jazz e de câmara, entre eles OSESP, Sinfônica Brasileira, Banda Mantiqueira, Orquestra Experimental de Repertório, Sujeito a Guincho e Quinteto Villa-Lobos.

Atuou ao lado de Milton Nascimento, Sérgio Santos, Guinga, Mônica Salmaso, Toninho Horta, Flávio Venturini e Alaíde Costa, entre outros nomes da MPB. Seu projeto “Piano e Voz”, com a cantora Ná Ozzetti, lançado em CD e DVD, é considerado uma obra prima pela crítica especializada. Tem ainda discos em parceria com Hamilton de Holanda, Gabriele Mirabassi, Mario Laginha, Chico Pinheiro e Sergio Santos.
Mehmari escreve freqüentemente para orquestras sinfônicas, conjuntos de câmara, filmes, balés e assina a trilha sonora e direção musical da versão animada do Sitio do Picapau Amarelo (Rede Globo de Televisão, 2012). Criou música orquestral para a abertura oficial dos Jogos Panamericanos Rio 2007, uma obra para orquestra sinfônica encomendada pela Deutsche Welle para o Festival Beethoven de Bonn e teve uma obra estreada na Europa pela pianista Maria João Pires. Sua obra Sinfonia Coral para piano, orquestra e coral foi encomendada pela OSESP e estreada pela Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo.

Neste concerto, André Mehmari visita a obra de Ernesto Nazareth, que registrou no CD e show “Ouro sobre azul”. O disco homenageia o compositor, que teria completado 150 anos em 2013. Arranjos para os tangos brasileiros, polcas, valsas, marchas e choros do fascinante “pianeiro”, que tem sua obra considerada por muitos na fronteira entre popular e erudito, encontra inspirada homenagem nas mãos de Mehmari, um músico que transita com igual desenvoltura por esses universos, recriando com lirismo e virtuosidade temas como “Odeon”, “Fon-fon”, “Ouro sobre azul” e a quase impressionista “Pássaros em festa”.

Repertório
- Suite Nazareth (Temas: Escovado, Brejeiro, Ferramenta).
- Famoso
- Turbilhão de Beijos
- Xango/Digo
- Reboliço
- Eponina
-Fon-Fon
- Furinga

- Pinguim

- Pássaros em Festa

- Odeon (Música incidental: “Choro pro Zé”, de Guinga)

- Ouro sobre Azul

- De Tarde

SaGRAMA – Convidado: Beto Ortis. SaGrama foi criado em 1995 no Conservatório Pernambucano de Música, onde trabalha a música pernambucana baseada nas manifestações de nossa cultura popular, com uma linguagem mais elaborada. Constituído de instrumentos acústicos, os nove músicos buscam o máximo de efeitos sonoros em suas composições. Em 1998, o SaGRAMA criou e gravou a trilha sonora original da microssérie “O AUTO DA COMPADECIDA” do escritor Ariano Suassuna, exibida pela Rede Globo com direção geral de Guel Arraes, que no ano de 2000, foi recordista nacional na versão lançada nos cinemas de todo Brasil.

O SaGRAMA. com 20 anos de carreira, tem 7 discos gravados e vendidos dentro e fora do país. Em 2013, através da lei de incentivo a cultura do Estado de Pernambuco, esteve em turnê internacional se apresentando em diversas cidades da França e Bélgica. Em 2014 o SaGRAMA esteve em turnê nacional com a cantora Elba Ramalho, Quarteto Encore, o baterista Tostão Queiroga e os sanfoneiros Beto Hortis e Marcelo Caldi, patrocinada pela NATURA MUSICAL, nas cidades de Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo e Recife No segundo semestre de 2015, acontecerá o lançamento nacional do DVD deste projeto, intitulado “Cordas, Gonzaga e Afins”.

Integrantes.
Sérgio Campelo. Flautas (direção artística).
Frederica Bourgeoi.s Flautas.
Crisóstomo Santo.s Clarinetes.
Cláudio Moura. Viola Nordestina (co-direção).
Alex Sobreira. Violão.
João Pimenta. Contrabaixo.
Antônio Barreto. Marimba e Percussão.
Tarcísio Resende. Percussão.
Hugo Medeiros. Percussão.

Beto Hortis.
Foi com o avô, Seu Vítor e também com o Mestre Bibiu, referências como acordeonistas da cidade de Camaragibe/PE, que Beto Hortis deu seus primeiros passos no instrumento. Com 15 anos de carreira solo e quatro CDs gravados, a música já o levou às principais cidades brasileiras. Beto Hortis representou o Brasil em palcos americanos no ano de 2012; obteve o título de cidadão de Carnaíba, terra do compositor Zé Dantas, em 2013; e foi homenageado no tradicional Troféu Gonzagão em Campina Grande/PB em 2014.

O reconhecimento do seu virtuosismo veio através da parceria com artistas a exemplo de Jorge de Altinho, Alcymar Monteiro, Eliane, Paulinho Leite, Dominguinhos, Fafá de Belém, Geraldo Azevedo, Xico Bizerra, Elba Ramalho e Spok Frevo Orquestra, que entregaram a Beto Hortis a missão de vê-lo interpretando suas músicas e de acompanhá-los em palcos e projetos especiais. Premiado em diversos festivais, Beto Hortis segue trabalhando com afinco para levar sua voz e a sonoridade de sua sanfona a encantar plateias cada vez mais distantes.

Repertório.
Sérgio Campelo Matruá.
Dimas Sedícias Novena.
Dimas Sedícias Caboclos de Orubá.
Dimas Sedícias Roi-Couro.
Sérgio Campelo &Cláudio Moura Presepada.
Dimas Sedícias Riacho Encantado.
Alceu Valença Porto da Saudade.
Sérgio Campelo A Fúga do Papa-Capim.
Dimas Sedícias Boi Babá.
Beto Hortis Sinfonia Carnaibana.
Júlio Ricardo & Oscar Oliveira Ave Maria Sertaneja.
Franz Schubert Ave Maria.
Vittorio Monti Czardas.
Sivuca & Chico Buarque João & Maria.
Astor Piazolla Libertango.
Pout-porri Luiz Gonzaga Mundo da Lua.

Rosana Lamosa (Soprano).
Denize de Freitas (Mezzo-Soprano).
Sonia Rubinsky (Pianista).

Rosana Lamosa (Soprano).
O público e a crítica reconhecem Rosana como uma das mais importantes sopranos brasileiras. É artista freqüente nos principais palcos de ópera e de concerto do Brasil, Portugal, Estados Unidos e Inglaterra, atuando como protagonista nos mais famosos títulos e em estreias mundiais.

Recebeu o Prêmio APCA de melhor cantora em 1996 e o Prêmio Carlos Gomes em 1999 e 2002 por sua carreira de destaque na música lírica. Em 2009 recebeu a Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo governo de São Paulo, por serviços prestados à arte e à cultura.

Gravou as Bachianas Brasileiras nº5 de Villa–Lobos com a Nashville Symphony Orchestra (Naxos), “Canções de Amor” de Claudio Santoro (Quartz/Clássicos) com o pianista Marcelo Bratke, a ópera Jupyra de Francisco Braga com a Osesp (BIS), Canções de Gilberto Mendes e a Missa de Nossa Senhora da Conceição do Padre José Maurício Nunes Garcia com a OSB (Biscoito Fino).

Denise de Freitas (Mezzo-Soprano).

Denise é uma das mais importantes artistas líricas do Brasil na atualidade. Com voz de grande extensão e timbre escuro, Denise tem conquistado o público e a crítica com intensas e sensíveis atuações tanto na ópera (drama e comédia) quanto nas salas de concerto. Denise nasceu em São Paulo, e teve como orientadora a cantora Lenice Prioli. Em Nova York, aperfeiçoou-se com Catherine Green e Patricia McCaffrey, e na França, com Sylvia Sass.

Conquistou o Prêmio Carlos Gomes em 2004, 2009 e 2011 por suas interpretações em A Valquíria, L’enfant et lês Sortilèges, Samson et Dalila e Ariadne auf Naxos para o Municipal de São Paulo, Nabucco, no Municipal do Rio e Les Dialogues des Carmélites, no Festival Amazonas de Ópera. Apresentou-se em uma série de concertos com a ópera Yerma, de Villa-Lobos em Berlim, Paris e Lisboa.

Sônia Rubinsky – (Pianista).
Sonia começou sua carreira no Brasil, seu país natal. Estudou sete anos em Israel (Rubin Academy), e posteriormente em Nova York, cidade onde, em 1984, recebeu o 1o. Prêmio do concurso Artists International de New York e o título de Doctorof Musical Arts pela Juilliard School. Atualmente, reside em Paris.

Recitalista nas grandes salas de concerto nova-iorquinas como o Carnegie Hall e o Alice Tully Hall, além de outras cidades nos Estados Unidos, Israel, Europa e Brasil. Já foi solista de orquestras como a OSESP, OSB, OFMG Orquestra de St. Luke’s, Sinfônica de Jerusalém, entre outras.

Sonia Rubinsky foi vencedora do Grammy Latino 2009 de Melhor Álbum de Música. Foi dedicatória de várias obras, entre elas as Cartas Celestes XII (Almeida Prado). Em 2006, recebeu o Prêmio Carlos Gomes na categoria Pianista do Ano, e, em 2009 e 2012, como Instrumentista do Ano.
Elogiada por Arthur Rubinstein e Murray Perahia, foi nomeada por este como artista-residente no Edward Aldwell Center em Jerusalém, onde ministra regularmente masterclasses. Também atua no Jerusalem Music Center, desenvolvendo cursos de Análise para Performers.

Repertório.
R. Schumann * In der Nacht (Spanisches Liederspiel, Op.74, texto adaptado por Emanuel Geibel).
Er und Sie, (das Quatro Canções, Op. 78, No. 2, letra de Justinus Kerner).

A. Nepomuceno ** Trovas.

H. Villa-Lobos * Canção do Amor (da A Floresta do Amazonas, letra de Dora Vasconcelos) Choros nº 5 – Alma Brasileira.

L Delibes Lakmé, Ato I – “Sous le dôme épais” (Dueto das flores).

J. Massenet * Herodiade, Ato I – “Il est doux, il est bon”.

C. Saint Säens * Samson et Dalila, Ato II – “Mon coeur s’ ouvre a ta voix”.

J. Offenbach ** Les contes d’Hoffmann, Ato III – Barcarolle: “Belle nuit, ô nuit d’amour”.

G. Puccini * Gianni Schicchi – “O mio babbino caro”.

G. Puccini Madama Butterfly, Ato II – ” Il cannone del porto!” (Dueto das flores).

G. Bizet * Carmen, Ato II – Chanson Boheme: “Les tringles des sistres tintaient”.

V. Bellini ** Norma, Ato II, Cena 1: “Mira, o Norma”.

Orquestra de Câmara de Pernambuco.
Regência: José Renato Accioly.

A Orquestra de Câmara de Pernambuco nasce da busca de uma sonoridade erudita sem perder o foco na produção dos compositores brasileiros.

Homenageia e revisita o Movimento Armorial da década de 1970 e seus criadores, além de prestigiar as mais variadas expressões do folclore brasileiro e os clássicos internacionais, tendo um repertório que vai de Bach a Capiba.

O prazer de tocar juntos foi o que estimulou o surgimento do grupo, dando ênfase na música composta para uma formação camerística, utilizando instrumentos de cordas.

A OCPE chega para agregar mais uma opção ao cenário musical pernambucano sensibilizando o público com graça, leveza e profissionalismo, colocando a nossa cultura nos melhores palcos dentro e fora do Brasil.

Na estrada desde 2012, a OCPE já se apresentou em importantes eventos do estado de Pernambuco, como: Mês da consciência negra no Museu da Abolição – 2014. Abertura do ano letivo dos professores da rede municipal de ensino do Recife, no chevrollet Hall – 2014. Projeto Limpa Brasil, com o Quinteto Violado e Silvério Pessoa – 2013. Projeto Clássicos em Ipojuca – 2013. XI encontro de Música Antiga Recife/Olinda – 2013. III encontro do programa Mãe Coruja Pernambucana – 2013. Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, na Praça do Arsenal, espetáculo Cordas, Gonzaga e Afins, em Recife – 2012. Pernambuco das Paixões, no Mosteiro de São Bento, em Olinda

Repertório.
I -PARTE.
J. S. Bach Ária na Corda Sol (G) ou Ária da 4ª Corda.
J. C.Bach Concerto para Viola e Orquestra – Solista: Laila Campelo.
I. Allegro molto maestoso.
II. Adagio molto espressivo.
III. Allegro molto energico.

II – PARTE.
(Homenagem aos 45 anos do Movimento Armorial).
Clóvis Pereira Prinspo Alumioso.
Capiba Suíte Sem Lei, Nem Rei.
I. Repente Esporeado.
II. Aboio.
III. Repente Armorial.
Jarbas Maciel Suíte A Pedra do Reino.
I. Chamada.
II. Aboio.
III. Cavalo Marinho.
Integrantes.

I Violino,s II Violinos, Violas.
Clovis Pereira Filho José Carlos dos Santos Marcos Antunes.
Daniel Lima Tiago Tenório Laila Campelo.
Paulo Jeferson Sérgio Ferraz Alexsandro Castro.
Luiz Carlos Rosendo Aline Lucena.

Violoncelos e Contrabaixo.
Fabiano Menezes João Pimenta.
Herlane Franciele.
Diego Dias.
Flautas e Percussão.
Eltony Nascimento Emerson Rodrigues.
Karen Dantas.
Virtuosi na Serra.

Rafael Garcia. Regente e diretor artístico. É o criador, diretor artístico e regente do festival VIRTUOSI. Radicado no Brasil desde os anos 70, desempenhou inúmeras funções como violinista, professor, diretor artístico, regente, criador e coordenador de projetos culturais significativos para o desenvolvimento da música. Ao longo dos anos conquistou relevantes oportunidades como o cargo de Spalla da OSESP com o Maestro Eleazar de Carvalho; a implantação do movimento musical na Paraíba; a posição de professor do New England Conservatory e criação do Lexington Music Festival em Boston; membro fundador e Spalla da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste; criação e reativação da Orquestra Jovem de Pernambuco entre outras. Rafael Garcia não se tem destacado, no nosso meio, somente pelo exímio domínio de sua arte; mas também pelo infatigável empenho no esforço de difundir a eterna música clássica.

Alexander Hrustevich, acordeon.

Repertório.
Antonio Vivaldi.
(arr.P. Fenyuk).
O Verão das 4 Estações.

Sergei Rachmanioff.
Vocalise, op 34.

Vladimir Zubutsky [1953].
Partita concertante №1.
Perpetum mobile.
Epilogo.

Vladimir Podgorniy.
Fantasia sobre o tema L.Dalla “Para Caruso”.

Henry Wieniawski [1835-1880].
Scherzo-Tarantelle, Op 16.

Myroslav Skoryk [1938].
Melody.

Petri Makkonen [1967].
Disko-toccata.

Alfred Grünfeld -Yuri Shishkin.
Concerto sobre temas das valsas de J.Strauss, Op 56.

Peter Tchaikovsky-Vladimir Zubutsky.
Concerto para violino Op.35.
Finale. Allegro vivacissimo.

Eugeny Derbenko [1949].
Couplets.

Vladimir Zubtsky [1953].
Omaggio ad Astor Piazzolla.

Daria KiselevaI, piano.
Vencedora do Concurso Internacional BNDES de Piano 2014.

Repertório.
Johannes Brahms [1833-1897].
Variações sobre um tema original, Op. 21 nº 1.

Maurice Ravel [1875-1937].
Gaspard de la Nuit.
Ondine.
Le Gibet.
Scarbo.

Isaac Albeniz [1860-1909].
Rondeña.

Sergei Prokojiev [1891-1953].
Sonata nº 6 em lá maior, Op. 82.
Allegro moderato.
Allegretto.
Tempo di valzer lentissimo.
Vivace.

Orquestra Jovem de Pernambuco.
Rafael Garcia, regente.
Homenagem a Ariano Suassuna.

Artistas convidados.

Alexander Hrustevich, acordeon.
Nascido na Ucrânia é considerado um dos melhores acordeonistas no mundo. É constantemente convidado para se apresentar em vários países, incluindo a Polônia, Áustria, Alemanha, Itália, Espanha, e outros. É vencedor de vários concursos internacionais, incluindo “Golden Acordeon” (New York), “Od baroka do Jazza” (Polônia), entre outros. Toca transcrições da música clássica, como o concerto para violino de Tchaikovsky. E mais extraordinário – ele toca as duas partes de orquestra e violino ao mesmo tempo. Graduou-se na Academia Nacional de Música da Ucrânia.

Daria Kiseleva, piano.
Vencedora do IV Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro (2014), Daria Kiseleva nasceu em Kursk, em 1989, iniciando seus estudos em piano aos quatro anos de idade. Desde 2010, é aluna de Andrey Diev no Conservatório de Moscou. Visando expandir suas competências e habilidades musicais, Daria tem participado de inúmeras competições e festivais internacionais, como o Concurso Internacional Palma de Mallorca de Piano (2012), no qual recebeu o primeiro prêmio, o Tatyana Nikolaeva, Rubinstein em Moscou, Jean Françaix, Paris.

Orquestra Jovem de Pernambuco.
Criada em 1986 foi reativada em 2005 durante a realização do projeto A Fábrica de Música pelo Maestro Rafael Garcia. Durante o ano de 2005 a OJOPE realizou mais de 40 concertos através do SESC-PE, do FUNCULTURA e do Sistema de Incentivo da Prefeitura Municipal de Recife. Participou do VIRTUOSI BRASIL realizado em 2005 no Teatro de Santa Isabel assim como do projeto VIRTUOSI NA SERRA realizado durante os Festivais de Inverno de Garanhuns. Realizou concertos através do programa Petrobras cultural levando a música clássica a 10 cidades da região metropolitana do Recife.

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