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Festival de Inverno

Oficina do FIG culmina em exibição cineclubista

Cineclube Garoa exibiu curta-metragens de vários estados

Por: Ana Beatriz Caldas

A partir de uma oficina cultural desenvolvida durante o 25º FIG, representantes da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC) realizaram uma exibição de curta-metragens brasileiros na Casa Galeria Galpão através do Cineclube Garoa, esquematizado durante os quatro dias de atividades teóricas e práticas. Durante a oficina, os alunos realizaram a curadoria dos curtas exibidos, relacionados a temáticas ligadas às artes visuais – “Power changes”, de Rafaela Cavalcanti, Fernanda Xavier e Sará Régia (PE), “Cancha”, de Luciano Mariz (PB) e “Grafitti dança”, de Rodrigo Eba (SP).

Leo Caldas/Secult-PE

Leo Caldas/Secult-PE

Exibições na Casa Galeria Galpão do FIG marcaram estreia do Cineclube Garoa

O coordenador de projetos da FEPEC, Manu Dias, explicou que o principal objetivo da parceria com o FIG foi propôr não só a exibição de produtos nacionais, mas também um trabalho de reflexão para os futuros cineclubistas. “Nesse cineclube em particular, procuramos unir o regionalismo ao que é novo, dialogando com as linguagens expostas na Casa Galeria, a exemplo da exibição de ‘Cancha’, um homem paraibano do interior que causou estranheza por gostar de usar peças femininas. Com isso, discutimos temas como identidade e sexualidade em uma perspectiva mais crítica“, disse.

A oficina foi incluída no festival a partir de um edital e faz parte de uma série que roda outros festivais da Fundarpe, como o Festival Pernambuco Nação Cultural. “Realizamos esse trabalho para lembrar a importância dos cineclubes enquanto movimento de resistência que iniciou a formação da crítica de cinema. Além disso, são poucas cidades do interior que tem cinemas de bairro, que exibem uma cinematografia mais artística, além do circuito comercial e que contemplem a produção independente nacional“, ressaltou a presidente da FEPEC, Yanara Galvão.

Um dos participantes do Cineclube Garoa é o estudante de Matemática do campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE) Magno Salustiano, que pretende levar o projeto a instituição em que estuda, como meio de difundir a prática na cidade. “O mais interessante é que nesse tipo de sessão analisamos também o processo criativo e a construção e desconstrução de conceitos através da arte. Há uma troca com quem assiste que vai além de consumir a cultura, pois precisamos também entendê-la e criticá-la“, pontuou.

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