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Festival de Inverno

Palco Pop celebrou ícone da MPB

Por: André Dib

Pri Buhr

Pri Buhr

Maria Alcina: 40 anos de carreira celebrados no FIG

Para quem se lembra de Maria Alcina assistindo aos programas do Sílvio Santos e Chacrinha, reencontrá-la no Palco Pop do 24º Festival de Inverno de Garanhuns foi uma quebra de expectativas das mais inusitadas. Ao menos na primeira metade do show, quando a cantora mineira apresentou canções novas em arranjos e letras nada parecidos com “Prenda o Tadeu” e “Calor na Bacurinha”, hits televisivos dos anos 1980. Em vez deles, funk, rock e soul deram o ritmo, executados por banda pra lá de competente.

A sequência da abertura foi decisiva para a vitalidade do show: em vez de ficar só no revival, reconhece a importância de Maria Alcina no panteão da MPB. Compostas por Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Anastácia e Karina Buhr, essas músicas fazem parte de “De normal bastam os outros”, álbum de inéditas que marca os seus 40 anos de carreira, iniciada no Festival Internacional da Canção. Anos depois, passou a gravar divertidas músicas de duplo sentido, consagradas em performances e coreografias irreverentes, que marcaram o folclore musical brasileiro.

Em Garanhuns, Maria Alcina se apresentou em figurino e movimentos exóticos que evocam Carmem Miranda, uma de suas mais fortes influências. Tanto que, ao final, ela canta “Alô, alô”, um dos clássicos da mais brasileira das artistas portuguesas. Com domínio de palco e alegria contagiante, conquistou o público logo de cara. Na troca de sapatos, ela brinca: “hora do strip-tease”. E volta atrás: “normalmente eu tiro a roupa, é que hoje está muito frio”.

Mas a catarse começou quando a cantora iniciou a sequência de sucessos, de “Fio Maravilha”, “Kid Cavaquinho” e “Calor na Bacurinha”. Diferentes gerações dançaram, aplaudiram, cantaram e até choraram com sua presença. Um belo encerramento para o Palco Pop.

Pri Buhr

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Público reverencia e se diverte com a performance da cantora veterana

Balanço – Ao celebrar nomes estabelecidos e apresentar novos talentos, o Palco Pop cumpre mais uma vez o papel de agregar diferentes tendências e vertentes da música independente. De acordo com a coordenadora de música da Secult/Fundarpe, Andreza Portella, pela primeira vez este ano houve uma comissão para cada palco, aumentando a transparência do processo seletivo.

“Conseguimos manter a qualidade do palco, trazendo bandas e artistas consolidados e do novo cenário pernambucano e nacional”, diz a coordenadora. “O Palco Pop foi o que recebeu a maior quantidade de propostas, em torno de 370 de todo o Brasil. Mais de 90% da sua programação feita através deste edital”.

Ainda no sábado (26), se apresentaram no Palco Pop o grupo Café Preto, o cantor Jades e a cantora Ylana Queiroga.

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