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Festival de Inverno

Palco Pop e Som na Rural movimentam o Euclides Dourado

Por: Marina Suassuna

Leo Caldas

Leo Caldas

O vocalista da Volver, Bruno Souto

“O Palco Pop é massa porque é voltado pra uma galera segmentada que curte mesmo rock`n`roll, música alternativa. Isso é o maior barato”, declarou entusiasmado o vocalista da banda Volver, Bruno Souto, nos bastidores do polo, onde se apresentou na última quinta-feira (28). Ao longo da história do Festival de Inverno de Garanhuns, o Palco Pop se consolidou como um polo catalisador da cena jovem alternativa, valorizando a pluralidade da música contemporânea independente do Nordeste. Isso ficou bem claro na última quinta-feira, quando, mesmo com as chuvas, o público não se sentiu inibido e marcou presença expressiva para assistir os shows de Zeca Viana, Plutão já foi Planeta e da cantora Sandyalê.

Em pausa desde 2013, quando o vocalista Bruno Souto resolveu dedicar-se ao trabalho solo, a Volver atraiu vários fãs que estavam carentes de vê-los no palco. Segundo o vocalista, o FIG sempre fez parte da trajetória da banda e agora marca também a retomada do grupo aos palcos. “É a quinta ou sexta vez que tocamos no festival. A última vez foi no Palco Dominguinhos, em 2012. Fizemos dois show menores esse ano só pra esquentar os tamborins, mas esse show do Palco Pop é realmente o show de volta. Adoro tocar com a Volver e não quero mais ficar mais tanto tempo sem me apresentar com a banda. Quero poder conciliar o trabalho solo com o do grupo”, declarou.

O grande destaque da noite foi a banda potiguar Plutão Já Foi Planeta, finalista do programa SuperStar, da TV Globo. Ainda na passagem de som, durante a tarde, vários fãs compareceram ao Palco Pop e foram recebidos com carinho pela banda. “Depois do programa, uma nova galera conheceu o nosso trabalho e quando a gente sai, sentimos o reconhecimento. Não esperava que fosse tão expressivo e isso nos deixa ainda mais incentivados a fazer um showzão”, disse a vocalista Natália Noronha ao portal CulturaPE, minutos antes da apresentação. Como parte do repertório já havia sido apresentado no programa, os fãs rapidamente se identificaram, pedindo bis e fazendo novas filas na porta do camarim após a apresentação. “Todo ano eu olho a programação do FIG, fico doido pra vir, mas sempre tem alguma coisa que me empata. Finalmente conseguimos vir esse ano, até curtimos ontem e foi massa. Eu vejo que Garanhuns tem uma relação com festivais de música muito grande. Já vim pro Festival de Jazz e Blues e foi maravilhoso”, disse o guitarrista Gustavo Arruda.

Leo Caldas

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A potiguar ‘Plutão já foi Planeta’ participou pela primeira vez do FIG

SOM NA RURAL

Esse ano, além do Palco Pop, o público alternativo tem mais um motivo para ir ao Parque Euclides Dourado. A presença do Som da Rural como polo oficial tem movimentado bastante o Parque no final da noite. Bandas e artistas como Mexidinho, Aninha Martins, Embuás, Banda Dirimbó, Petrônio, foram algumas das atrações que se apresentaram no polo ao longo do festival. Na última quinta-feira, o agito ficou por conta da banda Semente de Vulcão. “Antes mesmo de terminar o Palco Pop, já começamos a discotecar e preparar a banda pra receber a galera. É mais ou menos um circuito que acontece. Porque logo depois do Palco Pop já entra o Palco Forró, que atrai um outro público. E a galera que sai do Palco Pop vem direto pro Som na Rural, que funciona também como um esquenta para quem vai esperar alguma atração no palco principal ou ir direto pra Loloteira”, acredita Roger de Renor.

Leo Caldas

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Roger de Renor pilota o projeto Som na Rural, polo oficial do FIG 2016

Segundo ele, a experiência da Rural esse ano no festival tem sido bastante rica. “Nas edições anteriores, o Som na Rural veio pro FIG com a ideia de estar na rua e ver o que estava acontecendo. Esse ano é diferente porque pensamos numa programação junto com o festival, houve um edital de bandas. O fato de estarmos compondo um local novo, interagindo com o Palco Pop, também é importante. Está dando muito certo. As pessoas chegam perto sabendo o que é e querendo participar desse formato intimista, popular, mas com uma qualidade técnica que o artista bem merece. Estamos conseguindo colocar em prática o que fazemos em Recife. Garanhuns não é diferente. O FIG acaba sendo mais uma oferta pelo formato e proporção que ele tem”. Até o final do festival, o Som na Rural ainda recebe mais duas atrações, Rapadura Xique Chico, nesta sexta (29), e o cantor Tagore no sábado (30). Já no Palco Pop, o público poderá conferir, ainda, shows de Erasto Vasconcelos, Geraldo Maia, Muta, Grupo Bondar, entre outros.

Leo Caldas

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A banda Semente de Vulcão se apresentou na quinta (28)

 

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