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Festival de Inverno

Palco Pop revela novos talentos

Por: André Dib

Marcelo Soares/Secult-PE

Marcelo Soares

Cantor caruaruense Almério foi a terceira atração do Palco Pop nesta sexta-feira

Cinco novos nomes se apresentaram na noite desta sexta (25) no Palco Pop. A maior surpresa se chama Almério. Ícaro, Fênix, heroi dos quadrinhos. Entre as leituras mitológicas possíveis, em comum está o destemor em se arriscar e buscar novos rumos. Pela primeira vez no FIG, o cantor, compositor e performer apostou na poesia e sonoridades dos anos 1970, letras que alcançam a dimensão poética e um figurino de tecido colante e plumas que parece ter saído da coleção de David Bowie, Marc Bolan ou outro astro do glam rock.

No entanto, quando o show começa, fica claro que Almério não poderia ser inglês, novaiorquino ou de qualquer outro lugar. Sua origem cabocla (ele é de Altinho, município próximo a Caruaru) é evidente nas composições e instrumentos trazidos ao palco, como o pandeiro, o tambor e a flauta transversal, usado de forma inteligente, entre o pífano nordestino e os solos psicodélicos de Ian Anderson, do Jethro Tull. Almério ocupa o palco de forma ousada, por vezes confiante em excesso, mas sempre consciente. Em pouco mais de 40 minutos, o Homem-Pássaro de Altinho demonstrou potencial para vôos mais altos.

Marcelo Soares

Marcelo Soares

O Terno (SP) encerra a noite de sexta (25) no Palco Pop

 

Paulistas - Dois projetos de São Paulo também olham com carinho para o passado do rock. Primeiro, o power trio Trummer SSA, liderado pelo pernambucano Fábio Trummer, da banda Eddie. Morador da capital paulista, ele se associou com dois integrantes da baiana Vivendo do Ócio e formou o novo projeto, descrito pelo próprio como “punk de meia idade”. O nome da banda, explica, desenvolve o conceito de Eduardo Galeano de que nosso continente estaria dividido em América e Sub-América. “Para nós, somos a Super-Sub-América”, diz o compositor, que também faz a produção e direção artística do projeto, criado há pouco mais de um ano.

Encerrando a noite, O Terno promoveu um retorno irônico aos anos 1960. No palco, sua apresentação visual reconstrói a época com rigor mais-que-perfeito, em roupas cortes de cabelo e instrumentos (o baixista toca um Hofner, o guitarrista uma Gibson Les Paul), com uma precisão que os jovens daquele tempo não poderiam ter. Já as letras, entre o romantismo e o humor negro, só poderiam ser escritas agora. Uma delas, em parceria com Tom Zé, diz que o Papa Francisco redimirá o músico baiano de seus pecados. Há espaço para uma inesperada cover de “Canto de Ossanha”, de Vinícius de Moraes.

Abrindo os trabalhos da sexta, se apresentaram as bandas Tatu Goiaba (de Caetés) e Francisco (Recife), esta última vencedora do Festival Pré-Amp. O Palco Pop continua neste sábado (26), a partir das 18h, com shows de  Jades, Café Preto, Ylana Queiroga e Maria Alcina.

Assista ao vídeo com O Terno:
O Terno no 24º FIG

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