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Festival de Inverno

Patrimônio vivo, Clube Indígena Canindé comanda festa popular em Garanhuns

Patrimônio Vivo homenageou a saudosa mestra Juracy Simões. No Palco de Cultura Popular também se apresentaram grupos de coco, cavalo marinho e agremiações carnavalescas.

Normando Siqueira

Normando Siqueira

Integrante curumim do Clube Indígena Canindé.

Por: Roberto Moraes Filho

Com a tradição iniciada em 1897, no bairro de Afogados, no Recife, o Clube Indígena Canindé, grupo de caboclinho mais antigo em atividade no carnaval pernambucano e Patrimônio Vivo desde 2009, realizou na tarde de quinta-feira (23), uma emocionante apresentação durante o 25º Festival de Inverno de Garanhuns. Proporcionando homenagem a Juracy Simões, presidenta do clube por 21 anos, que faleceu no último dia 7 de junho, os 30 integrantes do caboclinho reforçam o desejo de sua continuidade no cenário da cultura popular pernambucana.

Contemplando o público com as danças de Guerra, Perré e Baião, além dos toques de entrada e retirada, entoados por flautins, caracaxás e tambores, o Canindé passa a ser presidido por Iaci Silva, afilhada de dona Juracy. “Está sendo muito difícil realizar a primeira apresentação sem a presença física da nossa mestra, mas queremos a partir de agora, reforçar o compromisso de levar adiante esta tradição, que completou 118 anos de resistência”, disse Iaci bastante emocionada.

A dança de Perré, uma das mais belas por reunir o colorido das fantasias e os passos dos ‘curumins’, formados por crianças iniciando a arte do caboclinho, evidenciou para a plateia, a força que o grupo possui para repassar às próximas gerações, o valor e os saberes de cada significado desta tradição. “Achei muito bonita a apresentação e tenho certeza que as crianças irão manter o grupo ainda por muitos anos”, comentou o aposentado Otacílio Henrique de Britto.

Após a apresentação do Canindé, o caboclinho Tribo Tabajara, da cidade de Camaragibe, também homenageou dona Juracy, ao som do toque de retirada ao som de gaita, da mesma forma que era realizado antigamente pelo clube indígena. A Tribo Tabajara contou com a participação de 58 componentes, trazendo pela primeira vez ao festival a sua manifestação.

Normando Siqueira

Normando Siqueira

Apresentação da Tribo Tabajara, de Camaragibe.

Levando para o Palco de Cultura Popular a tradição iniciada em 2008 na cidade de Olinda, o grupo Coco do Amaro Branco animou o plateia com participação especial da coquista Dona Glorinha do Coco. Ela, que como os saudosos mestres Pombo Roxo e Dedo, também integraram o grupo, entoou composições de destaque ao longo de sua carreira iniciada aos 7 anos de idade. “Hoje estou com 80 anos e não me considero velha, apenas um pouco usada”, comentou Dona Glorinha, arrancando gargalhadas do público.

Em seguida, Dona Cila do Coco também subiu ao Palco de Cultura Popular, interpretando improvisos do ritmo como “Chuva vai, chuva vem… Chuva miúda não mata ninguém” e “Tá querendo meu xodó”.

Normando Siqueira

Normando Siqueira

Apresentação do Coco do Amaro Branco com participação de Dona Glorinha

A tarde também foi marcada pela apresentação do Cavalo Marinho Estrela de Ouro , da cidade de Condado, que desde 1979 vem intensificando o folguedo na Mata Norte, sob o comando do mestre Biu Alexandre. “Para esta apresentação, que é muito curta em relação ao que costumamos fazer, em ensaios que acontecem das 9 horas da noite até às 5 horas da manhã, trouxemos o espetáculo resumido, composto por 72 personagens”, explicou o mestre.

Normando Siqueira

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Cavalo Marinho Estrela de Ouro, da cidade de Condado.

Entre as apresentações finais do polo, o Bloco Carnavalesco Lírico Com Você no Coração, aqueceu o público do frio desta temporada, trazendo ‘Frevo da Saudade’, ‘A Luz do Poeta’, ‘Pagode Russo’ e muitas outras composições de antigos sucessos do frevo, homenageando compositores como João Amorim e João Cunha.

Normando Siqueira

Normando Siqueira

Apresentação do Bloco Carnavalesco Lírico Com Você no Coração

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