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Festival de Inverno

Todas as línguas do mundo em sotaque cubano

A cubana Yusa e o argentino Quique Ferrari, em duo, dominaram as atenções do público no Palco Pop

Renata Pires/Secult-PE

Renata Pires/Secult-PE

A música de Yusa ultrapassa fronteiras

por Leonardo Vila Nova

“Brancos, negros, vermelhos, somos todas as raças”. A música da cubana Yusa aponta para várias etnias, num sentimento de comunhão com toda a humanidade. Em seu show, nesta quinta (25/7), no Palco Pop (Parque Euclides Dourado), foi possível perceber a sinergia entre ela e o público. Isso porque, apesar de ser cantada em espanhol, sua música fala para todas as línguas. Ao lado do contrabaixista argentino Quique Ferrari, eles apresentaram o espetáculo Yusa JazzYa!, um encontro de almas afinadas com um som universal.

Yusa bebe de fontes diversas. É possível perceber traços de Cuba – como o cha cha cha, a rumba e a salsa – aliados a elementos do jazz, funk, R&B, o rap e o soul. Essas conexões na sua música se dão de forma natural, dada a diversidade cultural do seu país de origem, algo que ela considera similar ao que acontece em Pernambuco. “A música cubana é feita de misturas. E isso é parecido com o que acontece aqui, quando você vê essa associação entre a raiz e o que é moderno”, disse. Entre as canções do show, Yusa prestou uma homenagem ao compositor cubano Cezar Portillo, falecido recentemente, cantando “Dime se eres tu”.

Sua energia impressionante ao se comunicar com o público e ao tocar diversos instrumentos ao longo do show – ela passou por violão, guitarra, baixo, teclado e cajón – consegue preencher o palco de forma espantosa. Evocando orixás, ela exalava latinidade e ecos da sua herança negra. Uma experiência envolta por muito suingue e os improvisos típicos do jazz. Yusa e Quique dialogam o tempo inteiro através dos seus instrumentos e entre olhares e sorrisos que demonstram uma profunda afinidade sensorial.

Por la ventana abierta por la música de Yusa, se puede mirar las calles de Cuba en todo el mundo.

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