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Formação Cultural

Atividades de formação promovem o fortalecimento cultural

O aprimoramento das políticas e ações formativas da cultura em todas as regiões do Estado com foco na continuidade do saber. É com esse objetivo que o Festival Pernambuco Nação Cultural tem levado para o público de diferentes idades e interesses as ações de formação cultural que visam, ainda, fortalecer o sentimento de pertencimento da tradição popular como uma ferramenta de autoestima do povo e de geração de renda. Desde a sua criação em 2011, a Diretoria de Formação esteve presente em todas as edições do FPNC prezando, também, pela característica de descentralizar a difusão da cultura.

Em março de 2012, uma oficina de capoeira realizada na edição da Mata Norte do Festival Pernambuco Nação Cultural possibilitou que um grupo da região retomasse suas atividades. “Acontecimentos como esse nos motivam a continuar buscando soluções para aproximar o conhecimento de oficineiros da realidade existente nas comunidades tradicionais e possibilitar a renovação da cultura”, afirma Inglaucia Almeida, articuladora da Coordenação de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult-PE, acrescentando que “iniciativas como esta ajudam a promover uma maior interação entre produtores e grupos locais já existentes”. Este ano, a oficina de capoeira voltou à Mata Norte, no Quilombo Trigueiros, em Vicência, ministrada pelo Mestre Sapo, da Associação Capoeira Angola Mãe.

Eric Gomes

Eric Gomes

Oficina de capoeira no Quilombo Trigueiros, Vicência.

A renovação da cultura é um forte aspecto trabalhado nas atividades de Formação Cultural. Na cidade de Pesqueira, o FPNC sempre se apresenta como uma oportunidade que as tradicionais rendeiras da cidade têm para aprimorar seu trabalho. Como Dona Maria José, de 63 anos, que aprendeu a arte da renda em família e todos os anos participa das oficinas de Design e Moda na cidade. “Sempre quis trabalhar com renda colorida. Eu tentava, mas nunca dava certo e eu não tinha ideia do que estava fazendo errado. Agora posso voltar a trabalhar com as cores”, afirmou, confiante, depois de participar de uma oficina de Eco Design – Tingimento Natural, ministrada pela designer Adélia Collier, no ano passado.

Costa Neto

Costa Neto

Dona Maria José (direita) satisfeita com o resultado do seu trabalho na oficina de Eco Design – Tingimento Natural.

As atividades são pensadas para atender às demandas do público da região, tendo em vista a consolidação de uma política pública mais aprofundada para cada setor. “A escolha das ações que levamos para as cidades é sempre uma construção coletiva. Essa é nossa forma de contribuir para a continuidade da arte e ainda incluir os moradores no Festival através de temas relevantes para o lugar”, afirma Adriana Telles, coordenadora geral do FPNC.

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