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Formação Cultural

Crianças protagonizam ações e tomam gosto pela literatura no FIG

Além dos debates e lançamentos de livros, a grade traz contadores de histórias e participação de escolas

Por: Ana Beatriz Caldas

Mais uma vez, a programação da Praça da Palavra inclui as crianças no Festival de Inverno de Garanhuns. Apresentado nesta edição pela Cepe Editora, o polo oferece, diariamente, atividades para alunos de escolas da rede pública da cidade e região, como forma de unir educação e cultura e mostrar o que tem sido produzido nas salas de aula do Agreste meridional. Uma das contempladas, a Escola Municipal Mário Matos levou as produções de seus alunos do 3º e do 7º ano do ensino fundamental para o auditório da praça. Houve uma apresentação musical, peça de teatro e declamação de poema em cordel com homenagem a João Capão, personalidade garanhuense – tudo feito pelos pequenos.

Laís Domingues

Laís Domingues

Alunos da Escola Municipal Mário Matos se apresentam na Praça da Palavra

Enaltecendo a história de Garanhuns, a produção das crianças faz parte de um projeto interdisciplinar da instituição que aplica temas geradores de conhecimento a cada semestre, o “Nas ondas da leitura”. Segundo a coordenadora da escola, Paula Cavalcante, a cada mês os alunos leem e produzem material a partir de um livro previamente escolhido como material de base para as disciplinas – história, ciências, língua portuguesa; tudo vira roteiro, poesia e aprendizado. “Quando fomos chamados para expor esse conteúdo aqui, os alunos se emocionaram, vibraram, chamaram a família. É um momento importante para a formação deles, que entenderão desde cedo que o FIG é muito mais do que um palco”, comemorou Paula.

Na tarde dessa quinta-feira (28), as escolas municipais Miguel Arraes e José Brasileiro Vila Nova também farão parte da programação oficial do FIG, na Praça da Palavra, às 15h. Nos dois últimos dias da grade (29 e 30), às 14h, os alunos e docentes das escolas municipais São Camilo, Miguel Arraes e Amélia Maria também estarão  presentes no polo de literatura do festival.

Contar para encantar

Lotando o auditório da Praça da Palavra em quase todos os horários, as sessões de contação de histórias infantis ganharam fãs mirins fiéis e ávidos. No último fim de semana, quando o trio de contadoras “As Trovadoras” se apresentou pela segunda vez em um mesmo dia, já escutava-se a voz de pequeninos gritando por seus nomes, interagindo com as historinhas e a performance da poetisa Adélia Flô, da atriz Mila Puntel e da musicista Bruna Peixoto.

Laís Domingues

Laís Domingues

Grupo de contação de histórias e poesia “As Trovadoras”, de Recife

O grupo percorre o estado com seus “piqueniques de poesia”, como chamam as contações elaboradas em que se entregam totalmente a função de educar para a vida: falam sobre gentileza, natureza, poesia, pedem retorno e as crianças respondem como gente grande. “As apresentações são sempre diferentes, porque as crianças são imprevisíveis, se entregam, muitas vezes até fazendo com que os adultos interajam conosco também. A gente quer mostrar que a poesia não precisa ser algo difícil, que pode ser cômico, simples, e quando as crianças se apropriam disso é maravilhoso”, contou Adélia.

Laís Domingues

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Crianças se divertem na Praça da Palavra, com programação exclusiva

Literatura infantil – mais que um nicho, uma esperança

Homenageada do último Festival de Inverno de Garanhuns, a escritora Luzilá Gonçalves esteve presente na Praça da Palavra novamente esse ano e comentou sobre o aumento de atividades destinadas às crianças. Além da participação das escolas e das contações de histórias, a Cepe tem um estande cheio de novidades em literatura infantil, uma das paixões da autora, que lançou o livro “A cabra sonhadora” no ano passado – e que deve lançar, em breve, uma continuação da obra, “A cabra em Paris”, sugerida pelos próprios leitores mirins.

Laís Domingues

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A escritora Luzilá Gonçalves conversou com o público da Praça da Palavra

“A gente sempre acha que crianças são bobas, mas não são. Elas têm bom gosto, sugerem coisas, tem um pensamento politicamente correto. Tem muita gente boa escrevendo coisas bonitas para crianças, ilustrações belíssimas que podem ensinar esses meninos a ver o mundo de um modo bonito. A gente pode fazer com que a criança desperte para as coisas boas, enxerguem além do que existem de ruim no mundo, e precisamos explorar isso”, afirmou.

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