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Evento no Recife discute impactos sociais e ambientais do mercado da moda

No dia 24 de abril de 2013, um desmoronamento em Bangladesh matou 1.134 pessoas e feriu outras 2.500 que atuavam na indústria da moda, em condições similares ao trabalho escravo. A tragédia fez soar um alarme urgente entre os realizadores da moda de diversas partes do mundo, que intensificaram debates e proposição de atividades para discutir impactos sociais, econômicos e ambientais que o mercado tem causado. Foi assim que nasceu o Fashion Revolution, um evento global, que acontece já em 66 países e que ganha neste domingo, 24/4, sua segunda edição no Recife.

fashion revolution

Oficinas, palestras, bazar e debates estão na programação, inteiramente gratuita. Para Nestor Mádeles, coordenador desta edição, “a proposta é fazermos um dia de reflexão sobre o cenário atual da moda na região, reunindo os diversos profissionais do setor e apresentando marcas pernambucanas que estão no caminho certo”, ou seja, atuando com respeito aos direitos trabalhistas e valorização de todos os agentes que integram a cadeia produtiva do setor.

As atividades terão início às 16h no Paço Alfândega (Bairro do Recife), com a ação Gambiarras pra Vestir (Lixiqui), que consiste na oferta de oficinas sobre utilização de materiais recicláveis na produção de roupas e reutilização das peças. Araras também serão disponibilizadas, para garantir um bazar no local, estimular o troca-troca de roupas entre os presentes.

A partir das 17h, a analista de empoderamento econômico Mayara Lima Pimentel vai ministrar palestra sobre Empreendedorismo na Moda Sustentável e, na sequência, estilistas, costureiras, maquiadores e outros profissionais do setor vão bater um papo com o público sobre os temas do encontro.

De acordo com Janaína Branco, coordenadora de Design e Moda da Secult-PE, “discutir moda significa muito mais do que debater tendências e conceitos, é necessária uma constante conscientização a respeito dos impactos ambientais e sociais que ela causa. O Fashion Revolution é o momento ideal para isso, e Pernambuco, enquanto segundo maior produtor têxtil e de confecção Norte/Nordeste não poderia ficar de fora desta reflexão”, comenta.

Para mais informações, acesse AQUI

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