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Fotografia

Encontro Fotográfico reflete sobre trabalhos de Beto Figueiroa e Paulinho Filizola

A Associação de Fotógrafos e Cinegrafistas Fototech Filial Pernambuco realiza neste sábado (28), no Recife, seu 17º Encontro Fotográfico. Os convidados desta edição são os fotógrafos Paulinho Filizola e Beto Figueiroa, que conversarão com o público sobre seus respectivos trabalhos:  “Ilê Axé Oyá Meguê – Terreiro Xambá, Nação Xambá de Mãe Biu, a yalorixá de axé do Quilombo do Portão do Gelo” e “Morro de Fé”.

Beto Figueiroa/Divulgação

Beto Figueiroa/Divulgação

Primeira edição de 2016 do projeto Tertulia Fotodocumental vai se debruçar sobre o trabalho de Beto Figueiroa no Terreiro de Xambá

Paulinho Filizola

Paulinho Filizola

Toques religiosos do Terreiro Xambá  

Paulinho Filizola começou a fotografar aos 17 anos, quando iniciou o curso de fotografia na CIFIRNE, empresa do fotógrafo e cineasta Firmo Neto, que introduziu o cinema sonoro em Pernambuco. Amante da cultura popular, Paulinho adentrou neste universo e vem registrando, desde 2005, Afoxés, Cocos, Maracatus, Caboclinhos, terreiros de Candomblé e de Jurema e outras manifestações artísticas. É fotógrafo do Terreiro Xambá, onde fez sua iniciação religiosa no Candomblé e da Comunidade, realizando trabalhos também com o Grupo Bongar e o Centro Cultural Grupo Bongar.

Em suas fotos, Paulinho imprime sua sensibilidade e transmite a emoção e a vibração dos personagens fotografados em dias de toques religiosos no Terreiro Xambá do Quilombo do Portão do Gelo. O cotidiano da comunidade dentro do terreiro é retratado de forma simples, colorida e viva. Desde 2006, Paulinho cria painéis fotográficos de cada toque religioso da Xambá.

Já Beto Figueiroa passou parte da infância em Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Foi criado por uma mulher cega. Mãe Ná, sua avó, morreu em 2009, aos 106 anos, e sempre foi uma referência na conduta de vida e na arte de enxergar. Desde criança, Beto aprendeu que o sentido da visão jamais foi parte essencial para a alegria. O jeito de ver as coisas se construiu de maneira diferenciada – em função dos ensinamentos de Mãe Ná, que jamais o viu, mas o acompanhou de perto, desde o início de sua carreira como fotógrafo. A afetiva história sobre o olhar de Beto Figueiroa, impressa em suas fotos, é a primeira explicação para o reconhecimento do seu trabalho.

Beto Figueiroa/Divulgação

Beto Figueiroa/Divulgação

Beto Figueiroa fala sobre o trabalho “Morro de Fé”

Com uma passagem de oito anos pela editorial de fotografia do Jornal do Commercio, teve o talento reconhecido pelas principais premiações do fotojornalismo nacional, como Vladimir Herzog, Caixa e Ayrton Senna. Beto também participou de exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, além de inúmeras publicações em livros e revistas. Em 2007, esteve entre os dez brasileiros escolhidos pela Fototeca de Cuba e pelo Instituto de Mídia e Arte – Imea (SP) para representar a fotografia brasileira, sendo o mais jovem da seleção na mostra “Mirame – uma ventana da fotografia brasileña”, em Havana.

Em dezembro de 2014 realizou a exposição “Morro de Fé”, sob o formato de intervenção urbano-artística no Morro da Conceição, comunidade na Zona Norte do Recife. Em 2015 o trabalho se transformou em livro e faz parte da coleção de Fotolivros da UFMG e do TURMA, importante núcleo de Fotografia da Argentina. Em 2016 lançou o BANZO, seu segundo livro.

Serviço:
17º Encontro Fotográfico – FOTOTECH
Data: 28 de outubro de 2017
Horário: das 15h às 18h
Local: Museu da Cidade do Recife
Endereço: Praça das Cinco Pontas, S/N, Bairro de São José
Entrada Franca

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