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Fotografia

Projeto “Luz Quilombola” retrata a beleza da comunidade de Castainho

O projeto ofereceu uma oficina de fotografia para jovens da comunidade e terá sua culminância nesta sexta-feira (21), na Escola Virgília Garcia Bessa, em Castainho (Garanhuns), quando serão apresentados catálogo, blog, instagram, exposição e vídeo criados a partir das vivências.

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Jovens entre 10 e 15 anos da Comunidade de Castainho paraticiparam do projeto Luz Quilombola

Por Camila Estephania

Vinte e um jovens da Comunidade Quilombola de Castainho, que fica em Garanhuns, celebraram a Semana da Consciência Negra deste ano perpetuando memórias e tradições do endereço através de imagens. O resultado dessa experiência se tornará público nesta sexta-feira (21), das 8h às 12h, quando acontecerá a culminância do projeto Luz Quilombola que, entre os dias 19 e 24 de novembro de 2018, ofereceu oficinas de fotografia para os jovens na Escola Virgília Garcia Bessa. Na ocasião, o projeto volta ao espaço para a entrega dos certificados aos educandos, o lançamento do blog da oficina, o lançamento do catálogo impresso, o lançamento do instagram da oficina, a montagem coletiva da exposição e a exibição do vídeo produzido em grupo.

Com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura, a iniciativa promoveu o intercâmbio de conhecimento. “Como o próprio nome já anunciava, foi uma experiência luminosa. Sou arte-educador há nove anos, mas sempre dei aula para turmas com idade entre 16 e 22 anos. Esta turma tinha entre 10 e 15 anos, foi a mais jovem que já trabalhei e foi incrível, porque eles não faltavam nada. Foi um aprendizado muito grande não só para eles, mas para mim também”, comentou o fotógrafo e artista visual Iezu Kaeru, que ministrou as aulas. As vivências exploraram desde o princípio da produção de imagens até o vídeo. Por isso, as lições envolveram a construção de caixas mágicas, imersão na floresta de sons, fotografia de olhos vendados, dentro outras recursos para desenvolver os sentidos dos alunos.

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As caixas mágicas foi um dos exercícios que desenvolveram as habilidades manuais dos alunos.

Construímos as caixas juntos, porque a fotografia analógica você faz com a mão e a gente queria estimular as habilidades manuais. Acabamos descobrindo uma riqueza artística muito grande na confecção e uso dessas caixas, por isso, as artes produzidas nesse exercício também serão usadas nos catálogos”, revela Iezu sobre o material impresso que contará com 64 imagens. Ao todo, estima-se que os alunos produziram cerca de 2 mil fotos durante o curso e mais algumas delas serão postadas no blog da oficina, que ficará abrigado neste link.

Os jovens que participaram do curso terão acesso ao login e a senha do blog e do instagram da oficina para permaneceram atualizando com novas imagens. “A materialização dos produtos ajuda no sentido de eles perceberem de que são capazes. A importância disso tudo é exaltar a potência dessa juventude popular que, muitas vezes, falta apenas oportunidade. Eles são, de fato, poderosos de estar trabalhando questões como a identidade com material feito por eles mesmos, de poder olhar para a comunidade não como um lugar de ausência, mas de riqueza e que tem tanta beleza”, avalia Iezu, que ainda levará o projeto para a comunidade de Conceição das Crioulas, que fica em Salgueiro, durante a Semana Contra a Discriminação Racial (21 de maço), em 2019.

Buscando agregar mais pessoas da comunidade, a culminância do projeto nesta sexta-feira coincide com o encerramento das aulas da Escola Virgília Garcia Bessa. Serão distribuídos 500 catálogos e o vídeo também irá explora o universo de integrantes mais velhos de Castainho. “Fomos atrás das referências para falar de ancestralidade, coletamos imagens da diretoria. Essa interação deles com os mais novos foi uma troca de saberes bonita e importante”, conclui o Iezu.

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Os moradores mais antigos da comunidade também participam do projeto falando de ancestralidade em vídeo produzido pelos alunos.

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