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2º Cine Jardim homenageia o protagonismo da mulher no cinema brasileiro

Com incentivo do Funcultura, o Festival Internacional de Cinema de Belo Jardim acontece de 17 a 21 de maio. As inscrições para mostra competitiva somaram 881 filmes, dentre esses, 58 foram selecionados

Divulgação

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58 filmes serão exibidos na mostra

O município de Belo Jardim, no Agreste Central, será palco, entre os dias 17 e 21 de maio, da 2ª edição do Cine Jardim – Festival Internacional de Cinema de Belo Jardim. Com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura, o evento – que será sediado no Cine Teatro Cultura, na Praça Jorge Aleixo, com entrada franca e sessões pela manhã, à tarde e à noite – é fruto de uma parceria entre a Pontilhado Cinematográfico e o Instituto Conceição Moura, do Grupo Moura.

O tema escolhido para esta segunda edição foi O protagonismo da mulher no cinema brasileiro. A grande homenageada será a capixaba Beatriz Lindenberg, criadora e gestora do projeto Revelando os Brasis, maior programa de inclusão audiovisual do País. Envolvendo moradores de municípios brasileiros de até 20 mil habitantes, em cinco edições, o projeto já selecionou e produziu 180 curtas-metragens e 160 programas de TV. Beatriz, que também é fundadora e coordenadora do Instituto Marlin Azul, estará em Belo Jardim, onde ministrará uma master class aberta ao público sobre a presença feminina no cinema brasileiro e a inclusão audiovisual no País.

“Estou honrada com a homenagem, orgulhosa por representar a força feminina no cinema brasileiro. O Cine Jardim nos oferece esse espaço de reflexão, valorizando as conquistas da mulher no mundo e o protagonismo feminino no cinema, pontuando a presença cada vez maior e mais determinante da mulher à frente e atrás das câmeras”, comemora Beatriz.

Para a noite de abertura do festival, está programada a exibição do longa-metragem de Elizabete Martins, My Name Is Now – Elza Soares, exibido pela primeira vez em Pernambuco. É um documentário de ficção experimental, um filme-poesia poderoso sobre uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos, eleita a voz do milênio pela BBC de Londres. O filme, que circula em diversos festivais do Brasil e no exterior, busca parceiros para distribuição.

“No meu argumento, Elza é a essência do Brasil, a criatividade, a nação que vence. O documentário potencializa a sua força, coragem e talento, criando um fluxo fílmico que dialoga com a natureza e o povo brasileiro”, comenta a diretora.

Programação
Entre os filmes escolhidos pela curadoria do evento, estão também Todas as Cores da Noite, de Pedro Severien; Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois, de Petrus Cariry; Crônica da Demolição, de Eduardo Ades; Teobaldo Morto, Romeu Exilado, de Rodrigo De Oliveira; além de Quintal, de André Novais, premiado em Cannes, único representante brasileiro na Quinzena de Realizadores em 2015. A seleção completa dos filmes e a grade da programação podem ser conferida AQUI.

O festival terá sessões informativas pela manhã, às 9h e às 10h30, direcionadas a alunos do ensino fundamental, com classificação livre. À tarde, as sessões serão às 15h e às 16h30, competitivas e direcionadas aos alunos do ensino médio. Já à noite, às 20h, haverá a competitiva de longas-metragens. O Cine Jardim promoverá ainda sessão especial intitulada “Na calada da noite”, com exibição de filmes de terror e suspense, à meia-noite.

A equipe de curadoria do festival é composta pelo cineasta cearense Arthur Leite, o produtor e realizador pernambucano Leo Tabosa, que também é gestor cultural da Unicap, e o produtor paulista Jorge Sardo Jr. Tabosa é o diretor de “Tubarão”, que participou de mais de 50 festivais, entre nacionais e internacionais, e recebeu 22 prêmios. Ainda neste semestre, ele finaliza o curta-metragem de animação “As Aventuras do Menino Pontilhado”, baseado em sua obra homônima. No segundo semestre, a Pontilhado irá lançar o curta “Zentai” e produzir os curtas “Baunilha” e “Nova Iorque”.

“É bom perceber que, mesmo em nossa segunda edição, o Cine Jardim já recebeu uma safra de filmes aclamados pela crítica e que estrearam em importantes festivais do País e do mundo. É um voto de confiança que o realizador nos dá. Será um prazer exibirmos filmes com qualidades técnicas e artísticas tão impressionantes de realizadores consagrados e de iniciantes. Uma curadoria afinada com o que de melhor foi produzido, levando o cinema brasileiro, de verdade, com cara de Brasil, para a população de Belo Jardim”, destaca Leo Tabosa.

Oficinas
Nesta segunda edição, o Cine Jardim também oferecerá oficinas de cinema gratuitas, como forma de experimentação e aprimoramento do olhar para o universo do audiovisual. A parte educativa do festival terá quatro oficinas, com 20 vagas cada. As inscrições podem ser feitas no Cine Teatro Cultura e na Escola de Música (Praça Jorge Aleixo, Belo Jardim).

Anima Jardim será ministrada por Gabi Saegesser e apresentará o cinema de animação através do stop motion para adolescentes, com o objetivo de produzir um curta, valorizando a compreensão imagética dos alunos numa proposta lúdica. André Dib estará à frente da oficina Crítica de Cinema, oferecendo ao público uma introdução à análise fílmica e ao exercício do olhar. A sala de aula será o ambiente para exercitar a reflexão e a produção textual sobre os filmes exibidos no 2º Cine Jardim.

Marlom Meirelles será o responsável pela oficina Documentando. Por meio da análise de obras de diferentes cinematografias, de reflexões teóricas e exercícios práticos, irá estimular o olhar do aluno para a leitura e realização de obras documentais. Já a oficina O ator em processo, com Luciano Torres, será voltada para exercícios utilizados por preparadores de elenco e técnicas de preparo vocal. Abordará também noções de interpretação para câmera e o trabalho da espontaneidade.

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