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A literatura como ferramenta no enfrentamento do COVID-19

Livros vencedores do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura podem ser encontrados no site da Companhia Editora de Pernambuco

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Reprodução/Capa

“Das tripas coração” foi o grande vencedor da quinta edição do Prêmio

Para cumprir o Decreto nº 48.832, com recomendações do Governo de Pernambuco para enfrentamento do coronavírus (COVID-19), a população pernambucana precisa ficar em casa e evitar o contato social. Uma boa forma de ajudar a passar o tempo neste momento será a leitura. Para isso, Roberto Azoubel, coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura de Pernambuco, sugere algumas leituras de livros vencedores do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, como “Olho Morto Amarelo”, de Bruno Liberal; “Watsu”, de José Juva; “Chã”, de Enoo Miranda; e “Das tripas coração”, de Ezter Liu.

O Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura está na sua sétima edição e segue com inscrições abertas até o dia 31 de março deste ano. Clique aqui e saiba como participar. Essas e outras obras vencedoras do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura podem ser adquiridas no site da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

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“Olho morto amarelo” foi um dos vencedores da primeira edição

Olho Morto Amarelo – de Bruno Liberal (Contos): “Com essa obra, Bruno Liberal foi o primeiro grande vencedor do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura (em 2013). Nela, o autor, que mora em Petrolina, demonstra grande domínio das técnicas narrativas e explora temas universais, como a morte, a perda e a velhice, além de questões contemporâneas como a perda de privacidade e a midiatização da vida privada”.

Watsu – de José Juva (Poesia): “Watsu foi uma das obras ganhadoras do Prêmio na sua terceira edição (2015). ‘Que ilha você levaria para uma pessoa deserta?’. A obra de  José Juva já abre com essa arrebatadora pergunta-poema para, na sequência, jogar o(a) leitor(a) num mosaico caleidoscópico absurdamente sensível de símbolos contemporâneos. O autor absorve de maneira particularíssima o nosso tempo.”

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“Watsu” foi escrito pelo autor José Juva

 

Chã – de Enoo Miranda (Poesia): “Poesia, política (lato sensu) e zona da mata pernambucana. Com essa trindade, Chã expõe as vísceras da região canavieira do velho Leão do Norte. O poeta faz uma crítica à sociedade e suas camadas, sobretudo aquelas mais desfavorecidas, entre elas negros, cortadores de cana, trabalhadores e a classe média. Foi umas das obras vencedoras da quinta edição do Prêmio (em 2017).

Das Tripas Coração – de Ezter Liu (Contos): “A obra traz representações do feminino – a deusa, a monstra, a que foge, a que faz muitas perguntas e a que acende fogueiras – em 18 contos muito bem escritos. A linguagem que a autora utiliza é curta e cortante, sempre direta, revelando as hostilidades porque passam as personagens, que sempre carregam os pesos de suas vidas. Das Tripas Coração foi também da quinta edição do Prêmio (2017), só que com o título máximo de Grande Vencedora”.

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Na quinta edição do Prêmio, “Chã” também saiu como um dos vencedores

Livros incentivados pelo Funcultura – Vários autores e pesquisadores também aproveitam o Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco para dar vida às suas obras literárias. Na lista dos finalistas do 61º Prêmio Jabuti, anunciada ano passado, dentre os autores pernambucanos indicados no prêmio mais abrangente do mercado editorial brasileiro, constavam vários nomes, como o de Luciana Calheiros, com a publicação “Cordão” (na categoria projeto gráfico).

“Cordão” foi desenvolvido na Zoludesign, com a participação de Luciana Calheiros, e é uma publicação de fotografias de Eduardo Queiroga, que, ao longo de dez anos, documentou práticas e saberes de parteiras tradicionais de Pernambuco. A publicação está à venda no site da Editora Origem.

Outra pesquisa publicada com o Funcultura e disponível para leitura é a do jornalista, crítico e pesquisador de teatro Leidson Ferraz, intitulada “Teatro no Recife dos Anos 50 – Tentativas de Reafirmação da Modernidade”. Com incentivo do Funcultura e apoio do SESC Pernambuco, a pesquisa centra-se, através de registros da imprensa, na intensa movimentação teatral no Recife por toda a década de 1950 – período ainda pouco lembrado nos livros de história do teatro pernambucano. O trabalho está disponibilizado no site do Teatro de Santa Isabel (www.teatrosantaisabel.com.br), no link “Publicações”.

Divulgação

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“Cordão”, produzido com Funcultura, concorreu ao Prêmio Jabuti

O arquiteto e pesquisador José Luiz Mota Menezes também lançou, no ano passado, seu novo livro “Palacetes e Solares dos Arredores do Recife”. A obra reúne informações importantes sobre os palacetes e solares da cidade do Recife, reconhecidos como patrimônio material de Pernambuco, e busca identificar os modelos adotados naquelas moradias, à luz do modo de projetar a arquitetura do século 19, segundo a Escola de Pontes e Calçadas, que foi uma das responsáveis pela formação de engenheiros e arquitetos estrangeiros no Recife. A obra está à venda na internet.

Para marcar seus 40 anos de folia, o Grêmio Lítero Recreativo Cultural Misto Carnavalesco Eu Acho é Pouco lançou o livro “Eu Acho é Pouco – O Carnaval em vermelho e amarelo”, disponível no seu site oficial. A publicação é baseada numa pesquisa biográfica lançada em 2015, também com incentivo do Funcultura, e conta em seis capítulos a trajetória da agremiação, contextualizando-a em relação à situação política do estado e do país.

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