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Funcultura

“A Mandrágora” e “A Caixa Não é De Pandora” são destaques do Janeiro de Grandes Espetáculos

Com direção de Marcondes Lima, "A Mandrágora" conta com incentivo do Funcultura. Já "A Caixa Não é De Pandora" é destaque da cena teatral baiana

Roberto Ramos

Roberto Ramos

Espetáculo A Mandrágora faz sua estreia no festival

Um clássico de Maquiavel no sertão nordestino. Essa é ambientação que o dramaturgo paulistano Guilherme Vasconcelos e o diretor pernambucano Marcondes Lima escolheram para estreia do espetáculo Mandrágora, nesta quarta-feira (21) e quinta-feira (22), às 20h30, no Teatro Luiz Mendonça, Parque Dona Lindu, em Boa ViagemEscrita em 1503, pelo mesmo autor d’O Príncipe, a peça, contemplada pelo Funcultura, integra a programação da 21ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos, e trata das artimanhas em torno de uma conquista amorosa quase impossível. A comicidade do texto, um verdadeiro tratado sobre a arte de enganar, aborda ainda a degradação civil e religiosa, corrupção e perda de valores morais. No enredo, Calímaco, um paraibano radicado no Recife, é apaixonado por Lucrécia, esposa de moral ilibada do Coronel Nício Calfúcio. O rico casal, apesar das tentativas, não consegue ter filhos. Calímaco, então, finge-se de médico e receita um infalível e mortal remédio à base de Mandrágora (uma planta afrodisíaca), conseguindo ludibriar o Coronel e tendo sua paixão finalmente correspondida.

No espetáculo, a inteligência e a astúcia humana são postas em primeiro plano, exibidas “com a liberdade e com o brilho do homem do Renascimento”. A Mandrágora é considerada um marco no teatro ocidental, foi uma das primeiras peças a abordar uma trama em que a conquista amorosa é o fim que justifica todas as maquinações da personagem principal, desenvolvendo o tema da arte da manipulação e da persuasão. Embora digam que a famosa expressão “os fins justificam os meios” seja mais fortemente sugerida por outra obra do escritor – O Príncipe - aqui também é possível perceber com clareza a expressão da ideia. Os ingressos para a montagem custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Confira a programação completa desta quarta-feira (21):

Jr. Lucena

Jr. Lucena

A atriz baiana Andréa Elia Neves, que completa 30 anos de carreira, protagoniza o monólogo A Caixa não é de Pandora

Outra peça que movimenta o Janeiro de Espetáculos, nesta quarta (21) e quinta-feira (22) é A Caixa não é e Pandora. De autoria de Andréa Elia Neves e Elísio Lopes Jr, a montagem baiana conta a história de Pandora Lobo, escritora de sucesso internacional que, ao ser convidada para proferir uma palestra para acadêmicos, liberta todas as mulheres que existem dentro dela. Com o mote inspirado no livro Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf, a peça oferece ao público a possibilidade de mergulhar no universo feminino através de várias referências históricas e da literatura, do cinema e do teatro, numa montagem que explora recursos de vídeo e da metalinguagem. A peça é o primeiro monólogo da atriz baiana Andrea Elia Neves, que completa 30 anos de carreira. A apresentação acontecerá nos dois dias no Teatro Hermilo Borba Filho, às 20h. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia entrada).

Rodrigo Moreira

Rodrigo Moreira

Duas peças serão encenadas no Espaço Maré: Solo Diva e Complexo de Cumbuca

O Espaço Maré, na Boa Vista, recebe nesta quarta-feira (21), às 20h, o combo SoloDiva + Complexo de Cumbuca: dois biodramas, duas autobiografias. Apaixonado pelas divas do teatro e do cinema, Nelson Lafayette interpreta, em SoloDiva, a “estrela que não foi”. Suas fantasias e projeções identitárias se cruzam com a cultura gay em homenagem às não-divas, periféricas, deslocadas no gênero e no glamour. Com farta dose de deboche, a performance carrega nos tons da cafonice, transitando entre a paródia burlesca e o show de transformismo. Rodrigo Cavalcanti apresenta Complexo de Cumbuca, as vivências de um jovem gay: encontros fortuitos, aventuras e decepções amorosas, e aplicativos de paquera. Quase num tom de stand-up comedy, ele narra e vive suas próprias histórias, partilhando algumas intimidades (in)confessáveis. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Lizandra Martins

Lizandra Martins

A Cia. de Dança do Sesc Petrolina apresenta o espetáculo Rio de Contas, no Teatro Santa Isabel, às 20h

Já o Teatro Santa Isabel sedia nesta quarta-feira (21), às 20h, a montagem Rio de Contas, da Cia. de Dança do Sesc Petrolina. O trabalho coreográfico lança um olhar poético sobre o rio, suas contenções, transbordamentos e mistérios. Inspirado no conto Nas Águas do Tempo, do escritor moçambicano Mia Couto, o espetáculo traz na sua concepção a metáfora “a água e o tempo são irmãos gêmeos nascidos do mesmo ventre”. O rio como a vida, um fio. E, assim, fala de encontros, desejos, do conhecer outras margens, seguindo seu caminho até chegar ao mar. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Interior

Em Caruaru, o Janeiro de Grandes Espetáculos apresenta a montagem Pangéia. Feita em parceria entre artistas brasileiros, espanhóis e portugueses, a produção será encenada, às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosal – Sesc Caruaru. No palco, atores, bailarinos e músicos buscam aprofundar nos caminhos que unem a Galícia, o Brasil e Portugal, tendo o caminho como ponto de encontro do humor e do poético. Numa perspectiva contemporânea e multidisciplinar, a obra integra o teatro, a dança, a música e diferentes sotaques e idiomas. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Já em Goiana, no Teatro do Centro Cultural Historiador Antônio Corrêa de Oliveira – Sesc Goiana, quem entra em cena é o espetáculo Noctiluzes, da Cia. Plágio de Teatro e Guinada Produções (Brasília/DF), também às 20h. No enigmático enredo, em uma madrugada qualquer,  três desconhecidos se encontram em um píer que será palco de transformações únicas nas vidas destes homens, três enigmáticas personagens que não imaginam o rumo que suas trajetórias irão tomar depois deste encontro inesperado e cheio de revelações. Todos têm seus motivos secretos para estar ali, mas nada é o que parece ser e, depois desta noite, nada voltará a ser igual. O texto do premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano foi escrito especialmente para o grupo formado por Chico Sant’Anna, Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira. A entrada custa 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Endereços

Teatro Luiz Mendonça
Parque Dona Lindu. Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem.
Tel.: 3355.9821

Teatro Hermilo Borba Filho
Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife.
Tel.: 3355.3321

Espaço Maré
Av. Manoel Borba, 786-A, 1º andar, Boa Vista.

Teatro Santa Isabel
Praça da República, s/n, Santo Antônio.
Tel.: 3355.3322

Teatro Rui Limeira Rosal – Sesc Caruaru
Av. Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis.
Tel.: 3721.3967

Teatro do Centro Cultural Historiador Antônio Corrêa de Oliveira – Sesc Goiana
Rua do Arame, s/n, Centro.
Tel.: 3626.5961

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