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Funcultura

Blog preserva a memória do circo tradicional em Pernambuco

Iniciativa da Cia Brincantes de Circo é fruto da pesquisa " Memórias Circenses: relatos de uma vida Itinerante", que teve incentivo do Funcultura

por Marina Suassuna
Rogério Alves/Divulgação

Apesar da inestimável contribuição que as artes circenses têm dado à formação cultural do povo brasileiro e da significativa popularidade alcançada ao longo de sua história, a área ainda carece de registros e estudos que ressaltem toda esta riqueza.

Movida por esta lacuna histórica, a Cia Brincantes de Circo, encabeçada por Bóris Trindade Júnior, realizou, com incentivo do Funcultura, a pesquisa de campo Memórias Circenses: relatos de uma vida Itinerante, que resultou no blog http://memoriascircenses.wordpress.com. O objetivo foi mapear os circos atuantes em Pernambuco e registrar as memórias das famílias circenses que doam suas vidas à continuidade desta arte milenar.

Rogério Alves

Rogério Alves

Identificado pela pesquisa, o Circo Colômbia existe há 30 anos e já passou por quatro gerações

De acordo com Bóris, o mapeamento não só contribui com a identificação do número de circos, que até então era desconhecido, como também torna visível, por meio de dados socioculturais, a contribuição destes artistas para nossa cultura. A pesquisa teve início em março de 2015 e durou um ano, mapeando, em sua maioria, os circos-família de caráter tradicional.

Com base na narrativa oral e em documentos, foram identificados 13 circos-família atuantes em Pernambuco. São eles: Apacep, Circo Alakazan, Circo Alves, Circo Bambolê, Circo Nawellington, Circo Sete Anões, Circo Trans América, Circo Trans Brasil Show, Colômbia Circu’s, Disney Circo, Empyre Circo, Gran Londres Circo, Circo Viviane El Shadday. Além de registros fotográficos e audiovisuais, foram realizadas entrevistas com as famílias circenses.

Camila Sergio

Camila Sergio

Entre os circos mapeados está o Empyre Circo, montado há 15 anos com apoio de Beto Carreiro e há dois anos em Pernambuco

“O intuito do projeto é sensibilizar as pessoas e o poder público acerca da atual realidade dos circos brasileiros, principalmente o descaso com os circos pequenos, que trabalham em bairro e precisam de um investimento, pois não tem como viver de bilheteria. Ao mesmo tempo, isso mostra que, apesar de todas as dificuldades que eles enfrentam, eles conseguem resistir e sobreviver”, diz Bóris, que também é fundador da Escola Pernambucana de Circo.

Com pesquisa empreendida por Bóris e Jêrlane Silva, o blog teve elaboração literária orientada por Mônica Dornelas e conta com imagens e programação visual de Rogério Alves. É possível conferir um histórico de cada circo mapeado, com entrevistas das  famílias proprietárias, além de uma galeria que registra o cotidiano de cada circo-família.

Rogério Alves

Rogério Alves

Há mais de 30 anos em atividade, o Circo Trans Brasil já passou por Feira de Santana e outros lugares da Bahia, mas prefere circular em Pernambuco, especialmente Petrolina.

Confira mais fotos em nossa galeria.

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