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Cia. Etc. apresenta resultados da sua nova pesquisa em videodança

"SOBREPOSIÇÃO: Estéticas convergentes do corpo na história da dança e do cinema", pesquisa será apresentada neste sábado (28), às 16h, na Caixa Cultural

Germana Glasner

Germana Glasner

Com incentivo do Funcultura, pesquisadores investigam a relação corporal entre dança e cinema

Dando continuidade à sua trajetória criativa na área de videodança, a Cia. Etc. apresenta, neste sábado (28), os resultados de sua mais recente pesquisa, intitulada SOBREPOSIÇÃO: Estéticas convergentes do corpo na história da dança e do cinema. O projeto, que contou com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura e com a parceria da UFPE e do festival Janeiro de Grandes Espetáculos, será apresentado na Caixa Cultural Recife, a partir das 16h.

SOBREPOSIÇÃO é fruto do interesse dos pesquisadores pelas possíveis convergências estéticas entre dança e cinema em diferentes momentos históricos, tendo sempre em foco o corpo como expressão dessas duas linguagens artísticas. Durante 5 meses, a companhia, em parceria com a UFPE, manteve um grupo de estudos aberto ao público, que acontecia às sextas-feiras, no Centro de Artes e Comunicação.

Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Sena, uma das questões que se sobressaíram na investigação foi “qual seria esse corpo no cinema, já que na dança é mais evidente falar de corpo. No cinema, a câmera já é um corpo, não só por causa da pessoa que filma, mas também pelo ponto de vista que é dado ao espectador quando a câmera se move. Isso transmite uma relação de corpo, assim como o ritmo e a dinâmica dos cortes na edição e a relação de áudio, que também é de extrema importância. Hitchcock falava que o cinema é uma orquestração. Ele pensava o cinema como música. Então a própria sonoridade de um filme vai dando a sensação e a ambientação de um corpo, não só a música, mas as construções sonoras dentro do filme”, explica.

Germana Glasner

Germana Glasner

O corpo no cinema é um dos pontos de investigação da pesquisa

Como resultado da pesquisa, a companhia desenvolveu uma nova videodança, batizada de Dança Macabra, inspirada num fenômeno que aconteceu na Idade Média, quando algumas pessoas passaram a dançar freneticamente sem um motivo reconhecível. Posteriormente, essas danças começaram a ser chamadas de danças macabras ou danças da morte e se espalharam como uma epidemia por muitos países da Europa, com homens, mulheres e crianças em enormes procissões que podiam durar dias ou semanas. Muitas dessas pessoas gritavam, cantavam, caiam no chão, autoflagelavam-se e algumas chegavam a morrer. Uma das hipóteses desse acontecimento refere-se à pressão social que existia na época relacionada à inquisição, muita miséria e longas guerras que aconteciam constantemente.

“As pessoas viviam um estado de calamidade pública no cotidiano. Isso chamou muita atenção da gente por causa do período de caos que estamos vivendo, marcado pela virada da direita, em que o pensamento da política pública tem se virado pra uma questão econômica e financeira enquanto a população vai ficando entregue. E os artistas são uma das categorias que sofrem bastante com isso. Porque quem está preocupado em refletir sobre o nosso mundo não gera lucro financeiro e consequentemente vai perdendo o seu espaço”, reflete Marcelo.

Nesse contexto, o projeto faz um passeio por diversos momentos da história do cinema e da dança, numa homenagem a muitos artistas que construíram e continuam construindo essas linguagens, mesmo em tempos difíceis. “É difícil pensar em grupos de artistas trabalhando hoje no país. A quantidade de grupos de dança que têm encerrado suas atividades tem sido grande. Por isso é uma luta pra nós, da Cia. Etc., permanecermos enquanto grupo, ensaiando diariamente, desenvolvendo criações novas e não só fazendo uma manutenção de trabalhos antigos. Pensar nessa resistência é um tipo de epidemia para poucas pessoas que ainda conseguem sobreviver fazendo arte.” Posteriormente, a companhia ainda fará um vídeo-documentário sobre as questões estudadas e um artigo escrito pelos pesquisadores.

FICHA TÉCNICA DA PESQUISA
Coordenação da pesquisa: Marcelo Sena
Pesquisa: Edson Vogue, Elis Costa, Filipe Marcena, Germana Glasner, José W Júnior, Marcelo Sena e Renata Vieira
Orientação de História do Cinema: Filipe Marcena e Laécio Ricardo
Orientação de História da Dança: Marcelo Sena
Produção: Hudson Wlamir
Assessoria contábil: Embracon
Realização e Assessoria de Imprensa: Cia. Etc.

FICHA TÉCNICA DA VIDEODANÇA
Direção: Filipe Marcena e Marcelo Sena
Dança: Edson Vogue, Elis Costa, José W Júnior, Marcelo Sena e Renata Vieira
Roteiro e figurino: Cia. Etc.
Trilha sonora original: Marcelo Sena
Fotografia: Filipe Marcena, Germana Glasner e Rafael de Almeida
Edição: Filipe Marcena
Maquiagem e still: Germana Glasner
Design de som: Nicolau Domingues
Design: Raul Kawamura
Produção executiva: Hudson Wlamir
Produção e realização: Cia. Etc.

SERVIÇO:
Lançamento dos resultados da Pesquisa Sobreposição
Data: Sábado, 28 de janeiro de 2017
Horário: 16h
Local: Caixa Cultural, Marco Zero, Recife (Sala Multimídia)
Entrada gratuita

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