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Cineclube com audiodescrição fomenta acessibilidade no Recife

Com incentivo do Governo do Estado, por meio do Funcultura, Cineclube VouVer Filmes atraiu cerca de 200 pessoas em sua primeira temporada com audiodescrição ao vivo

Divulgação

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Áudio-descritores tiveram retorno do público

Entre as ações de acessibilidade realizadas em 2016 com incentivo do Governo do Estado por meio do Funcultura, está o Cineclube VouVer Filmes, que encerrou sua primeira temporada nesta quarta-feira (05). Do mês de abril para cá, foram exibidos, uma vez por mês, no Auditório do Instituto dos Cegos de Pernambuco, curtas e longas metragens com recurso de audiodescrição ao vivo. A cada mês, uma temática diferente norteava os filmes exibidos, que eram seguidos de bate-papo com  o público.

Foi um espaço formativo, tanto culturalmente como tecnicamente em relação ao recurso da audiodescrição. Esse contato com a obra cinematográfica por meio da audiodescrição é extremamente necessário porque é uma oportunidade desse público com deficiência usufruir desse repertório cultural. Ao mesmo tempo, atraiu muita gente que não tem deficiência, pessoas curiosas pra conhecer o recurso de audiodescrição. Foi  um processo importante tanto para os espectadores como para a equipe de acessibilidade, que teve a oportunidade de conversar com o público alvo e ter esse feedback“, aponta Andreza Nóbrega, uma das responsáveis pelo roteiro das audiodescrições juntamente com Danielle França e Milton Carvalho.

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Iniciativa cria a oportunidade do público com deficiência ampliar seu repertório cultural

Entre os filmes exibidos, estiveram o longa Que horas elas volta?, de Anna Muylaert, refletindo a temática da mulher, além de  Gonzaga, de pai pra filho, de Breno Silveira e O Som do Gol, de Leonardo Neumann, fazendo referência à música e aos esportes, respectivamente. Este último, escolhido pela relação com o período das Paralimpíadas, teve uma das sessões mais marcantes. “Durante o debate, a mãe de uma criança cega disse que jamais pensou na possibilidade do filho aprender a jogar futebol. Ele é louco pelo jogo e depois do filme, a mãe ficou completamente transformada, disse que ia estimular o menino a jogar, viu que mesmo com deficiência visual ele é capaz. É interessante perceber como o impacto dos filmes vai além da questão da acessibilidade, reverbera também nos conceitos e preconceitos que as pessoas nutrem.”

Andreza acredita que o cenário da audiodescrição em Pernambuco vive um momento de expansão que não pode retroceder. “A oferta da audiodescrição no Estado tem se ampliado, mas a gente sente que ainda há muito a ser feito nesse aspecto. Se todos os filmes pernambucanos tivessem o recurso da audiodescrição, a produção de um cineclube como o VouVer seria muito mais fácil, pois tivemos que produzir a audiodescrição de praticamente 90% dos filmes. Muitos deles eram antigos, ou seja, ainda não tinham sido contemplados pela lei que obriga a ter o recurso de audiodescrição“, pontua.

Cerca de 200 pessoas passaram pelo Cineclube VouVer Filmes, que tem curadoria de Amanda Ramos.

 

 

 

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