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Com incentivo do Funcultura, projeto fortalece cadeia produtiva de mulheres de São Benedito do Sul

O encerramento da iniciativa acontece na próximo domingo (14), com show e apresentação dos produtos confeccionados pelas mulheres do Assentamento Roncador

Fran Silva/Divulgação

Fran Silva/Divulgação

As mulheres do Assentamento Roncador, localizado em São Benedito do Sul, participaram de uma série de oficinas para o fortalecimento da cadeia produtiva local

Um encontro entre mulheres da Região Metropolitana do Recife e do Assentamento Roncador, em São Benedito do Sul, vem proporcionando uma intensa troca de saberes e de experiências através do projeto Mulheres em Rede, que tem como objetivo criar e fortalecer redes de mulheres e inseri-las na cadeia produtiva de produtos acessíveis.

Incentivado pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultuta, o projeto “Mulheres em Rede”, que atua por meio de oficinas que possam oportunizar caminhos para uma possível autonomia financeira das mulheres, deu início às formações no Assentamento Roncador em julho deste ano e vai encerrar suas atividades no local no próximo domingo (14), quando as mulheres que participaram das atividades apresentarão os produtos feitos nas oficinas e com os quais pretendem empreender e criar novas possibilidades de renda. No dia, haverá show do grupo Pifeirinha. O evento  é restrito a moradores e demais envolvidos com o projeto.

“Mulheres em Rede” tem como idealizadoras a pesquisadora e produtora cultural Karuna de Paula, a artesã Cristiane Acioli, a realizadora audiovisual e produtora cultural Fran Silva e a educadora popular em saúde Aline Tertuliano, profissionais envolvidas em torno de saberes e práticas ligadas ao artesanato, à agroecologia e à ginecologia natural, e também conta com a artista visual Bela Faria, responsável pela identidade visual dos produtos.

Oficinas: caminhos abertos - De julho a outubro foram realizadas as oficinas “Território, ancestralidade e saberes”, facilitada por Karuna de Paula; “Produção de velas artesanais, licores e compotas”, facilitada por Cristiane Acioli; e “Produção de fitoelaborados”, facilitada Aline Tertuliano. O registro audiovisual do projeto foi feito e está sendo editado por Fran Silva. O resultado será exibido no Assentamento Roncador.

A oficina “Território, ancestralidade e saberes” propôs promover o reconhecimento dos saberes e potencialidades – ancestrais – das mulheres do assentamento rural, trabalhando com elas o mapeamento de projetos possíveis baseados em seus sonhos e talentos; a de “Produção de velas artesanais, licores e compotas” considerou o mercado de velas em Pernambuco, que carece de artesãos, e a demanda das próprias mulheres para a aprendizagem de licores e compotas; já a “Oficina de fitoelaborados”, levou em conta que nos últimos anos a fitocosmética natural vem crescendo, principalmente através dos movimentos agroecológicos e da permacultura, que vêm construindo mudanças nas relações de produção-consumo, com princípios ecológicos e mais justos.

As oficinas foram concebidas para que as participantes aprendessem desde o modo de produção, até os processos de distribuição ou venda dos produtos, os quais contam com uma marca própria, valorizando o Assentamento e a união das mulheres. “As mulheres têm força de vontade de trabalhar, de crescer e essa foi uma oportunidade de mão cheia, trouxe vida para o Assentamento”, pontuou Nany, moradora do Roncador e uma das participantes das oficinas.

LOCALIDADE - O Assentamento Roncador está situado nas terras onde funcionou o Engenho Roncador, o qual fez parte da indústria açucareira que monopolizou a economia e as terras nordestinas por quase 200 anos. No final da década de 1990, com o apoio do ITERPE, 30 famílias, ou 30 parceleiros, como são chamados, compraram a propriedade do antigo dono para trabalhar na terra e produzir seu sustento. Devolveram ao local o plantio nativo, cujo cultivo é dirigido à subsistência e ao comércio; o excedente é doado. São necessários projetos e ações que fomentem o desenvolvimento e a geração de renda no local.

Saiba mais no perfil do Instagram: @mulheres.em.rede.

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