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Com incentivo do Funcultura, projeto Ler para Ser circula por várias cidades do Estado

Programação começa no próximo dia 20/12 (segunda-feira) e vai percorrer municípios de Passira (Agreste), Araçoiaba (Região Metropolitana), Joaquim Nabuco (Zona da Mata Sul) e Manari (Sertão)

Com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, o projeto Ler para Ser vai percorrer municípios da Zona da Mata, Sertão, Agreste e Região Metropolitana do Recife para levar várias ações sociais, culturais e educativas. Todas as atividades serão oferecidas gratuitamente, incluindo recursos de acessibilidade.

A programação já começa no próximo dia 20/12 (segunda-feira). A primeira localidade contemplada com o projeto será a comunidade Quilombola Sítio Chã dos Negros, localizada na Zona Rural da cidade de Passira, Agreste pernambucano. Pertencente a uma área de Patrimônio Material e Imaterial do país, que tem origem no século XVIII, o local, que abriga mais de 150 famílias de origem dos escravos e índios, será a porta de entrada para as atividades na região.

No Quilombola Sítio Chã dos Negros, o projeto Ler para Ser vai oferecer um conjunto de atividades práticas apropriadas às novas formas de aprendizagem, com atividades lúdicas e interativas para a comunidade. Entre elas, a realização de oficinas de contação de histórias para crianças a partir dos seis anos.

Cada município vai receber a ‘Caixa de Histórias’, uma espécie de biblioteca itinerante sobre rodas, que será doada pelo projeto para comunidade. Projetada em uma marcenaria, a caixa conta com prateleiras e uma cor especial para chamar atenção de todos. Dentro dela, um vasto acervo de livros, com recursos de acessibilidade em Braille, Libras e audiolivros, voltados para o público infantil, juvenil e adulto, com títulos que abordam questões relacionadas à identidade negra, indígena, direitos das pessoas LGBTQIA +, feminismo, mediação de conflitos, inclusão social, cultura, entre outras abordagens.

As publicações foram escolhidas a partir de um trabalho minucioso de curadoria, que privilegia obras escritas por mulheres pernambucanas; uma maneira de valorizar ainda mais as produções literárias do estado. O projeto também vai proporcionar aos participantes apresentação de espetáculo de contação de histórias de tradição oral baseado em contos e causos de Pernambuco.

A iniciativa também contará com atividades voltadas para professores, educadores sociais e agentes culturais. A ideia é apresentar novas metodologias e práticas destinadas aos docentes comprometidos com uma aprendizagem inclusiva, que estimule o público adulto a utilizar a mediação de leitura como ferramenta de educação e cultura nas cidades, além de orientá-los para estimular o público a fazer bom uso do acervo dos livros doados pelo projeto.

A equipe do projeto é toda formada por profissionais das quatro macrorregiões, com experiência comprovada nas suas atribuições. A estratégia é valorizar a mão de obra local, estimulando o desenvolvimento da cadeia produtiva de cultura pernambucana e contribuindo para a difusão e manutenção das atividades dos Pontos de Cultura. Neste caso, a oficina de contação de história será ministrada pelo arte-educador Anderson Abreu. Já as atividades de mediação de leitura têm à frente o arte-educador, Guga Bezerra.

Segundo Eliz Galvão, produtora cultural e idealizadora do projeto, o intuito do projeto Ler para Ser é transformar a realidade dessas pessoas, por meio do acesso à leitura. “Fazendo um mapeamento de mestres e mestras de tradição oral, em 2019, em algumas cidades ribeirinhas, quilombolas, urbanas e rurais do nosso estado, percebi muitas dificuldades no acesso ao livro e à leitura. E me chamou atenção o sonho de algumas mulheres do quilombo do Sítio Chã dos Negros. Ouvi delas, depois de uma oficina de contação de histórias, que o maior sonho delas era poder saber ler e escrever, e por isso elas se esforçaram para que os filhos e netos estudassem porque, segundo elas, só assim eles seriam alguém na vida. Muitas delas não tiveram a oportunidade de estudar, e o projeto também vem destacar a importância da oralidade na formação dessas comunidades”, ressalta.

Ela acrescenta, ainda, que “ movida a todo esse sentimento, agora estamos voltando para proporcionar a todas essas comunidades, um reencontro com o saber e conhecimento, para que possamos ler e ser o que quisermos. E desta maneira, agregar mais valor à vida, à comunidade, cultural e nossas memórias”, disse a produtora.

Além da cidade de Passira (Agreste), o projeto também vai passar, até o fim do primeiro semestre de 2022, pelos municípios de Araçoiaba (Região Metropolitana), Joaquim Nabuco (Zona da Mata Sul) e Manari, localizada no Sertão. Todos eles serão contemplados com as mesmas atividades. A expectativa é que mais de 200 pessoas sejam contempladas pelo projeto.

Em todos os municípios, as inscrições para oficinas serão realizadas com apoio dos Pontos de Cultura e Grupos Culturais locais. Ao todo, são 25 vagas por oficina. Todos os participantes terão acesso a lanches, fardamento, material didático e certificado.

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