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Com incentivo do Funcultura, Roberta Guimarães leva mostra “Agô” à Paraíba

A abertura da exposição acontece nesta quinta-feira (5), na Galeria da Estação das Artes Luciano Agra. "Agô" seguirá em cartaz até dezembro

Roberta Guimarães/Divulgação

Roberta Guimarães/Divulgação

Mostra conta com 30 fotografias, vídeos e informativos registrados em 14 terreiros pernambucanos

Respeito e reconhecimento. Essas duas máximas pautaram as imagens que a fotógrafa Roberta Guimarães apresenta na exposição Agô, que será inaugurada nesta quinta-feira (5), em João Pessoa, na Galeria da Estação das Artes Luciano Agra. Com incentivo do Funcultura, a mostra possui em seu acervo 30 fotografias, vídeos e textos informativos da pesquisa realizada pela idealizadora do projeto em 14 terreiros pernambucanos, e que já estão registrados no livro O Sagrado, a pessoa e o orixá, lançado em 2014, no Recife.

Sob a curadoria de Raul Lody, as fotografias retratam a influência africana na formação da identidade brasileira. É um mergulho nas particularidades dos rituais de Xangô, e, que segundo a fotógrafa, não se limita à questão religiosa, mas trata de questões como respeito, solidariedade, com um forte componente de gênero. “No Xangô, o feminino e o masculino aparecem de forma mais livre. Um orixá masculino pode se manifestar em uma filha de santo”, disse.

O conceito fica claro na abordagem dada aos dois vídeos, em que apresenta uma espécie de “crossdressing” (termo que se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objetos associados ao sexo oposto), mostrando a transformação de dois filhos de santos em entidades de sexo oposto. O vídeo que será exibido trará imagens dos terreiros, dos rituais e entrevistas com filhos e pais de santos falando sobre suas relações com a religião e detalhes da vida do terreiro.

O curador da exposição destaca que as fotografias traduzem uma profunda religiosidade, que busca a permanente preservação das matrizes africanas e valorização dos seus direitos culturais. “Roberta olha para o Xangô com admiração e com desejo de expressar através da fotografia, o Xangô em Pernambuco na plenitude da sua identidade”, acrescentou Lody.

A exposição é uma oportunidade de ver e vivenciar, um pouco, a arte do xangô pernambucano em sua dimensão sagrada e cultural. Roberta Guimarães contou ainda que em algumas sessões fotográficas trabalhou mais de 12 horas acompanhando rituais extremamente minuciosos, como o Ebó das Águas, em que o adepto passa por uma preparação, vai se banhar em um rio e depois retorna ao terreiro para finalização da cerimônia.

Sobre a fotografa
Com mais de 20 anos de experiência, Roberta Guimarães é formada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e cursou Fotografia no Instituto Superiore di Fotografia de Roma (Itália). Tem ainda especialização em Estudos Cinematográficos (Unicap). Atuou como repórter fotográfica na Folha de Pernambuco e no Jornal do Commercio. É diretora e sócia fundadora da Agência Imago. Entre outros trabalhos de Roberta, estão os livros É do coco é do coqueiro, Eu vi o mundo e ele começava no Recife e Olaria Ocre, em parceria com os artistas Dantas Suassuna e Joelson Gomes.

Serviço
Exposição Agô, de Roberta Guimarães
Local: Galeria da Estação das Artes Luciano Agra
Período: 5 de novembro a 13 de dezembro
Horário de funcionamento da casa: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 10h às 21h.
Entrada gratuita

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