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Começa a oitava edição do Janela Internacional de Cinema do Recife

Amantes do cinema universal podem conferir 118 filmes de 21 países que formam um panorama contemporâneo e de clássicos. Festival com incentivo do Funcultura amplia ações de formação e reflexão, com oficinas sobre o fazer cinematográfico e encontros sobre cinema de rua.

Victor Jucá

Victor Jucá

Já com projeção e som digitais, o São Luiz é um dos polos de programação do festival

O Janela Internacional de Cinema do Recife, com patrocínio da Petrobras e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, dá início nesta sexta-feira, 6 de novembro, à sua oitava edição. Realizado desde 2008 por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e este ano sob a coordenação de programação de Luís Fernando Moura, um dos festivais mais esperados do ano traz mostras de curtas, programa de clássicos e seleções especiais projetados em 2 e 4K, DCP (Digital Cinema Package) e 35mm. Até o dia 15 de novembro, 118 filmes de 21 países, oficinas, palestras e convidados nacionais e estrangeiros ocuparão os três cinemas de rua da cidade: São Luiz e da Fundação do Derby e de Casa Forte, além do Portomídia.

Junto à grade competitiva de longas e curtas, a programação do 8º Janela terá outros três destaques de peso. Uma delas é a mostra “Gothic: the dark heart of film” (“Gótico: o coração sombrio do cinema”), uma seleção do gênero British Gothic (Gótico Britânico), em parceria inédita com o prestigiado British Film Institute (BFI) e com apoio do British Council. As outras novidades são o programa “Cinema de Rua”, uma seleção de curtas temáticos sobre os cinemas de rua e aqueles feitos na rua; e a mostra “Ocupe Estelita: Filmes de Ação”, com um apanhado de produções pernambucanas, nos últimos cinco anos, que usam o cinema como ferramenta política. Estão programadas, ainda, sessões especiais de longas, curtas e clássicos, oficinas, passeios guiados, lançamento de livros, mostras convidadas e debates.

Entre os longas, dez títulos de nove países formam a mostra competitiva, reunindo nomes já cativados pelo Janela e pela cinefilia a uma atenção especial a cineastas emergentes em longa-metragem: A Academia das Musas (L’Accademia delle Muse, Espanha), de José Luís Guerín; Aspirantes (Brasil), de Ives Rosenfeld (melhor direção, ator e atriz coadjuvante no Festival do Rio 2015); Boi Neon (Brasil/Uruguai/Holanda), do pernambucano Gabriel Mascaro (prêmio especial do júri na mostra Orizzonti do 42º Festival de Veneza e vencedor do Festival do Rio em quatro categorias, incluindo melhor filme de ficção); Dead Slow Ahead (Espanha/França), de Mauro Herce (prêmio especial do júri na mostra Cineastas do Presente do Festival de Locarno 2015); Futuro Junho (Brasil/Holanda), de Maria Augusta Ramos (melhor direção de documentário no Festival do Rio 2015); Kaili Blues (China), de Gan Bi (prêmio de diretor emergente no Festival de Locarno 2015); Mate-me por favor (Brasil/Argentina), de Anita Rocha da Silveira (prêmio especial Bisato d’Oro na mostra Orizzonti do 42º Festival de Veneza e melhor direção de ficção e atriz no Festival do Rio 2015); O Movimento (El Movimiento, Argentina/Coréia do Sul), de Benjamin Naishtat (prêmio especial do júri no Festival de Valdívia 2015); O Tesouro (Comoara, Romênia), de Corneliu Porumboiu (prêmio Um Certo Talento da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2015) e Tropykaos (Brasil), de Daniel Lisboa.

O júri de longas é composto por Fabiano Canosa (curador, produtor), Claudio Marques (realizador, diretor do Panorama Coisa de Cinema), Beth Sá Freire (diretora-adjunta do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo). Serão avaliadas as categorias melhor filme, imagem, montagem e som.

Confira aqui a programação completa.

SESSÕES ESPECIAIS – As sessões especiais de longas e curtas também compõem a programação do Janela e trazem aos cinemas do Recife, pela primeira vez, filmes aguardados, homenagens e apostas da curadoria. Vinte e dois títulos foram selecionados, entre eles As Mil e Uma Noites (Portugal), novo filme do realizador Miguel Gomes (do aclamado Tabu), dividido em três volumes com exibição programada no festival; Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira, autobiografia de 1982 que ganha sessão em homenagem ao mestre do cinema falecido em abril deste ano. Era o seu desejo que esse filme só fosse visto após sua morte. A relação tem ainda Minha mãe (Mia madre, Itália), de Nanni Moretti; Mistress America (EUA), de Noah Baumbach (diretor de Frances Ha); O Evento (The Event, Holanda/Bélgica), de Sergei Loznitsa; Cemitério do Esplendor (Rak Ti Khon Kaen,Tailândia/Reino Unido/Alemanha/Malásia/França), de Apichatpong Weerasethakul, e Lugar Certo, História Errada (Right Now, Wrong Then, Coreia do Sul), de Hong Sang-Soo, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno 2015.

A seleção de longas brasileiros em sessão especial busca uma visada generosa e diversa da produção contemporânea no país, destacando a capacidade dos filmes de invenção e de diálogo com o presente. Nessa lista, estão filmes premiados e já com sólida carreira em festivais, como Mais do que Eu Possa Me Reconhecer (RJ), de Allan Ribeiro; A paixão de JL (SP), de Carlos Nader; Para Minha Amada Morta (PR), de Aly Muritiba; e Seca (RJ), de Maria Augusta Ramos; e também uma reunião de apostas que inclui A Seita (PE), de André Antônio; Ralé (RJ), de Helena Ignez; O Espelho (RJ), de Rodrigo Lima; Santa Mônica (PE), de Felipe André Silva; Ramo(PE), de Hugo Coutinho, João Lucas, Pedro Andrade e Rafael Amorim; e Todas as Cores da Noite (PE), de Pedro Severien. BRITISH GOTHIC – Este ano o Janela irá projetar, em parceria com o Conselho Britânico e o British Film Institute (BFI), prestigiada instituição de preservação da história do cinema e da cinefilia sediada em Londres (Reino Unido), e com o apoio do British Council, uma seleção de filmes de gênero britânicos, em cópias restauradas. A mostra “Gothic: The Dark Heart of Film” (“Gótico: o coração sombrio do cinema”) traz uma seleção com títulos como A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves, 1984), de Neil Jordan, e A Múmia (The Mummy, 1959) de Terence Fisher, A Inocente Face do Terror (The Innocents, 1960, de Jack Clayton. As versões serão exibidas nos formatos 35mm e DCP.

PROJEÇÃO DIGITAL – O VIII Janela Internacional de Cinema do Recife também será o primeiro festival a utilizar o novo equipamento permanente de projeção digital do Cine São Luiz, reivindicado pela classe do audiovisual pernambucano, durante o próprio Janela. O pacote de equipamentos adquirido pelo Governo de Pernambuco via Fundarpe e Secult – um projetor digital Barco 23B 4K com capacidade de apresentar filmes em 3D, um servidor digital e novos processadores e amplificadores de som para formato Dolby 7.1 – garantem padronização da qualidade técnica e a democratização da projeção de filmes em digital. Os novos equipamentos marcam também uma nova fase para o Cinema São Luiz. “Já fazíamos projeção digital excelente no Janela, mas cerca de um quinto do orçamento do festival era destinado ao aluguel de equipamentos para a sala”, diz Emilie Lesclaux, produtora e co-diretora do Janela. Todo ano, ao final do Janela, os equipamentos eram encaixotados e despachados para o sul do país. A partir deste ano, o Janela, os demais festivais de cinema locais e a própria programação do São Luiz poderão contar com um equipamento de alta qualidade.

VENDA ANTECIPADA DE INGRESSOS ON LINE – Uma das novidades deste ano é que o festival passará a ter comercialização virtual de ingressos antecipada para as sessões de longas-metragens no Cine São Luiz. Preocupados em minimizar o efeito das extensas filas frente ao histórico cinema de rua do Recife, os organizadores do festival decidiram, nesta edição, disponibilizar os bilhetes on line pela plataforma Eventick (www.eventick.com.br), para os dias 2 e 3 de novembro. Acrescido ao valor do ingresso (R$ 4 e R$ 2, meia, nas sessões de longas da mostra competitiva e dos clássicos), será cobrada a taxa de R$ 1 na venda virtual. No ato da compra, o sistema gera um bilhete que pode ser validado na entrada do Cine São Luiz, sem a necessidade de troca do voucher, somente a apresentação de um documento de identificação com foto. Paralelo a isso, a venda física antecipada no São Luiz se mantém nos dias 4 e 5 de novembro. Para atender o público nessa segunda opção e, posteriormente durante o festival, operando exclusivamente com tíquetes impressos, o Cine São Luiz contará, a partir deste ano, com sistema de bilhetagem eletrônica.

ABERTURA COM HOMENAGEM A CHANTAL AKERMAN + GOTHIC FILMS + FILME PERNAMBUCANO – A sessão de abertura do Janela, dia 6 no Cinema São Luiz, traz um esperado filme pernambucano: o longa Boi Neon, de Gabriel Mascaro, que estreou no último Festival de Veneza e vem angariando prêmios por onde passa. Somente este mês, o filme ganhou o Prêmio da Crítica do Festival de Cinema de Hamburgo, na Alemanha, e o de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Adelaide (Austrália). Mês passado, já havia recebido a Menção Honrosa do Toronto International Film Festival (TIFF). E junto com a sessão de abertura do filme de Mascaro, às 22h, o festival exibe o curta Faz que Vai, projeto da brasiliense Bárbara Wagner e do alemão Benjamin de Burca, artistas visuais que, inspirados na relação entre corpo, câmera e movimento, investigam o frevo e a estética do videoclipe. Mais cedo, às 17h, o Janela programou sessões de pré-abertura: Não É um Filme Caseiro (No Home Movie, Bélgica/França), último filme de Chantal Akerman, falecida em outubro, dois meses após sua primeira exibição, no Festival de Locarno, onde a curadoria do Janela viu o filme. Logo após, às 19h, ocorre a sessão de abertura do programa “Gothic Films”, com A Inocente Face do Terror (The Innocents, 1961), de Jack Clayton, eleito por Martin Scorsese um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Oportunidade fantástica de ver esse filme na tela grande.

CINEMA DE RUA – Como parte das reflexões sobre a resistência de espaços de cinema fora do modelo shopping center, o Janela apresenta o programa e o debate em torno do “Cinema de Rua”. Convergem para esse tema a própria aura do festival, que desde 2010 apostou no Cinema São Luiz como espaço indissociável da identidade do próprio Janela e também um importante grupo de discussão que teve início no último Festival de Triunfo, capitaneado pelo jornalista André Dib e pela arquiteta e pesquisadora Kate Saraiva. Será realizado um grupo de trabalho e oficializado o lançamento do Cine Rua PE, movimento inspirado no grupo do Rio de Janeiro. Ao todo, são dois longas (Un importante preestreno, de Santiago Calori; e João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei, de Manuel Mozos) e nove curtas, que ora trazem a rua como elemento decisivo na narrativa fílmica, ora abordam a história dos cinemas de rua propriamente ditos. Os Clássicos do Janela esse ano também tem como fio condutor “A Rua” e debates abertos ao público. Um dos destaques desse foco será a exibição especial da cópia restaurada do longa Amigos de Risco, de Daniel Bandeira. Filme marcante na produção pernambucana, a produção está fazendo dez anos e ficou infelizmente fora de circulação após seu lançamento em festivais. Na mesma noite em que será projetado o clássico “Os Selvagens da Noite”, de Walter Hill (lançado no Cinema São Luiz em 1979), haverá a sessão do filme de Bandeira. No dia 14 de novembro, o Janela organiza um tour guiado pelos antigos cinemas do Recife, já fechados, mas que permanecem na memória cinéfila de muitos recifenses. No roteiro, estão previstas caminhadas pelos antigos endereços dos cinemas AIP, Moderno, Trianon/Art Palácio, Veneza, além de históricos cinemas da Rua Nova. O percurso se encerra no Cinema São Luiz com projeção do cine-jornal da inauguração do Veneza.

OCUPE ESTELITA – FILMES DE AÇÃO –Destaque na grade, a recente produção do audiovisual pernambucana, criada por vários diretores e artistas envolvidos com a causa do Cais José Estelita nos últimos cinco anos, também terá espaço este ano. “Fizemos um apanhado do que há de mais interessante em termos de obras audiovisuais, em seus diferentes formatos, que nasceram como uma reação coletiva às discussões sobre o Recife e as decisões de ocupação pública de seus espaços”, justifica Kleber. Ao todo, são seis curtas que repensam o Recife contemporâneo e suas questões urbanas serão exibidos na mostra “Ocupe Estelita – Filmes de Ação”. No fim de cada sessão, estão programados debates sobre os filmes.

CURTAS – Este ano, 964 trabalhos de 22 países foram submetidos à seleção, mostrando a força do festival. Destes, foram selecionadas 44 obras de 11 países, sendo 23 curtas brasileiros e 21 estrangeiros. Participaram da seleção de curtas nacionais os cineastas Leonardo Lacca e Leonardo Sette, o jornalista e pesquisador Rodrigo Almeida e o roteirista Luiz Otávio Pereira. A comissão de curtas internacionais foi formada pelo ator Fábio Leal e pelo sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo. A curadoria contou com a supervisão de Luís Fernando Moura, coordenador de programação do Janela. Na mostra nacional, participam curtas de nove estados e do Distrito Federal. De Pernambuco, foram selecionados dois trabalhos: A Clave dos Pregões, de Pablo Nóbrega (exibido, entre outros festivais, nas últimas edições da Mostra de Tiradentes e no Festival Internacional de Curtas de São Paulo) e Superquadra-Sací, de Cristiano Lenhardt (destaque em importantes mostras de videoarte, como o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, e estreante em festivais de cinema). Entre os filmes internacionais, há um domínio das produções portuguesas, com seis títulos ao todo. Exibido no Festival de Berlim deste ano, Iec Long, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (parceiros em longas como O Fantasma, de 2000, e A Última Vez que Vi Macau, de 2012), se apresenta como uma das sessões mais aguardadas. Em parceria com o Instituto Camões, que apoia o Janela pelo quarto ano consecutivo, João Pedro Rodrigues será o convidado deste ano e virá pessoalmente a Recife. Em 2013, o cineasta português ganhou o prêmio de Melhor Filme no Janela com a produção O Corpo de Afonso. Para Luís Fernando Moura, a mostra competitiva de curtas exibe uma diversidade geográfica e uma riqueza temática na forma de se fazer cinema, abrindo-se para várias formas de experimento e uma variedade de durações. “O diálogo entre os filmes surge de forma espontânea e natural e, no conjunto, parece dar um parecer próprio àquilo que de mais instigante tem sido feito no formato”. Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Integram o júri de curtas internacionais Bernard Payen (programador da Cinemateca francesa de Paris), Santiago Calori (realizador argentino) e Rachel Ellis (produtora). E os jurados dos curtas brasileiros são Paolo Gregori (realizador e coordenador do curso de cinema da AESO), Livia de Melo (produtora) e Sophie Mirouze (programadora do festival de La Rochelle na França).

CLÁSSICOS DO JANELA – Sob o tema “Filmes de Rua”, a sexta edição do Clássicos do Janela traz uma seleção de 11 títulos em cópias novas out restauradas, no formato DCP, obras de mestres como Alfred Hitchcock, David Lean (“Desencanto”, filme que completa 70 anos, do mesmo diretor de “Lawrence da Arábia”), Charlie Chaplin, Carlos Saura, Quentin Tarantino e irmãos Cohen, além de títulos emblemáticos do horror, aventura e ficção-científica, entre eles Um Lobisomem Americano em Londres, de John Landis e A Pequena Loja de Horrores, na versão de 1986 por Frank Oz. Na mesma noite em que veremos o clássico “Os Selvagens da Noite”, de Walter Hill (lançado no Cinema São Luiz em 1979), faremos uma exibição especial da cópia restaurada do filme “Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira. A seção de clássicos se tornou uma das marcas do festival, utilizando o porte e a história do Cinema São Luiz como elemento essencial para o sucesso desse conceito. O São Luiz interage lindamente com filmes que fazem parte da história do cinema, das pessoas e, muitas vezes, dessa própria grande sala. Nos últimos seis anos, milhares de espectadores lotaram a sala diversas vezes, em sessões inesquecíveis que têm colaborado para estabelecer um aspecto forte da personalidade do Janela: a alegria do cinema e o respeito pela história.

PROGRAMAS CONVIDADOS
Cachaça Cinema Clube – Cineclube carioca que pela sétima vez colabora com o Janela de Cinema. Traz um longa que se comunica com o programa de Clássicos: o filme Guerra Conjugal, obra lançada em 1974 e dirigida por Joaquim Pedro de Andrade, mesmo diretor de um clássico do cinema brasileiro, Macunaíma. Toca o Terror – Coletivo que promove programas de rádio e sessões de cineclube dedicados a filmes de horror apresenta o longa As Fábulas Negras, do capixaba Rodrigo Aragão, que já participou de festivais este ano, como 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes; Horrorant Film Fest (Grécia); Fantaspoa (Porto Alegre); 29º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata (Uruguai) e Nocturna (Espanha). Como reza a tradição, a sessão acontece numa sexta-feira 13, às 19h, no cinema da Fundação do Derby.
Juventudes – Filmes sobre jovens, em sua maioria, são feitos por cineastas adultos que voltam o olhar para este período de suas vidas. Para mostrar o trabalho de jovens realizadores brasileiros que costumam olhar para si mesmos de maneiras muito particulares, a Associação dos Blogs de Cinema de Pernambuco (ABC-PE) compilou cinco curtas, unidos sob o título de “As Juventudes”, formando um interessante mosaico de texturas, estéticas e expectativas sob um novo olhar que se anuncia no cinema brasileiro.

ATIVIDADES PARALELAS NO PORTOMÍDIA – O Festival também inaugura a programação “Petrobras Apresenta: Aulas de Cinema do Janela”, em apoio com o Portomídia, do Bairro do Recife. São duas oficinas. A primeira, “Oficina de efeitos visuais (VFX) para filmes de baixo orçamento”, é gratuita e faz parte da parceria entre o festival e o programa de artes do British Council, o Transform. Pela primeira vez ao Recife, a mestre em efeitos visuais Caroline Pires, radicada em Londres, ministra a atividade, entre os dias 12 e 13 de novembro, cujo foco é trazer informações sobre ferramentas atuais para, de maneira inteligente, propor soluções no processo de criação de um filme, sem um grande orçamento. Artista conceituada internacionalmente, Caroline trabalhou na equipe de efeitos visuais de grandes blockbusters (participou de “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsesse, ganhador do Oscar de efeitos especiais). Outra atividade é a “Oficina Super 8”, curso realizado pelo Janela, em parceria com a Kodak, para celebrar os 50 anos de existência deste formato e modelo estético que batiza um dos movimentos do cinema pernambucano. A oficina será conduzida, de 13 a 15 de novembro, pelo realizador e produtor radicado em Los Angeles (EUA) Ivan Cordeiro, autor do curta-metragem “Censura Livre” (1979) e um dos clássicos do Super 8 recifense – restaurado e reexibido pelo Janela em 2013 – junto aos produtores norte-americanos Phil e Rhonda Vigeant, proprietários da pro8mm, uma produtora especializada na venda e revelação de filmes analógicos, sediada também em Los Angeles. Durante essa oficina, serão produzidos filmes revelados e patrocinados pela Kodak, empresa que marcará participação também com um representante no Recife.

LANÇAMENTO DE LIVROS – Assim como anos anteriores, o Janela propõe lançamento de publicações que refletem o pensamento sobre o cinema e os estudos da imagem. Desta vez, são dois livros. Dia 11 de novembro, às 19h, no Cinema da Fundação do Derby, a jornalista e cineasta Mariana Lacerda apresenta o livro Olinda, que, ao lado da artista Clara Moreira, narra as memórias contidas nas paredes daquela cidade. O filme de Mariana Lacerda A Vida Noturna das Igrejas de Olinda esteve na competição do Janela em 2012 e Clara Moreira é designer e colaboradora do Janela desde sua primeira edição. E no dia 14/11, às 15h30, no Cinema Museu, o diretor Gabriel Mascaro lança o livro Doméstica, uma coletânea de artigos + link para download dofilme Domésticas – O Filme, organizada por Victor Guimarães, com textos de Nicole Brenez, Moacir dos Anjos, Sonia Roncador, Fábio Andrade, entre outros. Na ocasião, o filme Doméstica também será projetado.

PATROCÍNIO PETROBRAS – Patrocinadora do Janela pelo quarto ano consecutivo, a Petrobras vem ajudar a ampliar o circuito de cursos e oficinas do festival, somando sua experiência, em âmbito nacional, de oferecer patrocínios à produção de filmes e difusão, além de ações de formação na área de audiovisual, em projetos como a Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Projeto 5 Visões, cursos no Festival de Curtas de São Paulo, entre outros. “A Petrobras abraçou a ação de Aulas de Cinema proposta pelo festival, com o intuito de incentivar o diálogo com os espectadores por meio de debates, conversas e oficinas”, explica Emilie.

PRÊMIO JOÃO SAMPAIO – Anunciado na sétima edição, o “Prêmio João Sampaio para Filmes Finíssimos que Celebram a Vida” é uma homenagem permanente ao crítico baiano, falecido em 2014. A honraria será concedida pela organização do festival para um filme contemporâneo ou de arquivo, nos formatos longa ou curta-metragem. “O que mais me alegra nesse prêmio é todo ano ter que explicar para as pessoas como era João Sampaio, crítico e jornalista que teve trabalho importantíssimo em Salvador e uma voz notável no âmbito nacional. Para além disso, alguém que muitos de nós, em todo o cenário de cinema, amavam como amigo”, diz Kleber.
A oitava edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife é organizada pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, tem patrocínio da Petrobras e incentivo do Funcultura / Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco e conta com apoio institucional do British Council/Transform, Consulado da França, Cinemateca Francesa de Paris, Institut Français, Instituto Camões/Embaixada de Portugal, Prefeitura do Recife, Portomídia, Canal Curta!, Mistika Finalizadora e Kodak, além da parceria com a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas de Pernambuco (ABD/PE), Associação dos Blogs de Cinema de Pernambuco (ABC/PE) e Cachaça Cinema Clube. Mais informações: www.janeladecinema.com.br.

Serviço:
VIII Janela Internacional de Cinema do Recife
Quando: de 6 a 15 de novembro
Onde: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 – Boa Vista), Cinema da Fundação (Rua Henrique Dias 609 – Derby), Cinema Museu (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte) e Portomídia (Rua do Apolo, 181 – Bairro do Recife)
Quanto: Cinema São Luiz (R$ 4 e R$ 2)*; Cinema da Fundação (meia-entrada para todos a R$ 5); Cinema do Museu (meia-entrada para todos a R$ 7); Sessão de curtas: R$ 2 (para todas as salas).
*VENDAS ANTECIPADAS ON LINE (CINE SÃO LUIZ): dias 02 e 03/11, pelo endereço virtual: www.eventick.com.br. Apenas longas e clássicos exibidos no Cine São Luiz. Valores: R$ 4 inteira e R$2 meia + R$1 (taxa de conveniência). Cada pessoa tem direito a comprar 2 ingressos por sessão. Informações para o dia da sessão: o público deve imprimir o voucher com QRCode e levar documento com foto, se for inteira, e carteira de estudante, se for meia. Forma de pagamento: apenas crédito. Em cada sessão, os vouchers serão validados (não é necessária a troca). Não haverá fila específica para validação de ingressos online.
*VENDAS ANTECIPADAS NO LOCAL (CINE SÃO LUIZ): dias 04/11, das 14h às 20h, e dia 05/11, das 10h às 16h. Valores: R$4 (inteira) e R$2 (meia). Forma de pagamento: apenas espécie. Cada pessoa tem direito a comprar 2 ingressos por sessão. Informações para o dia da sessão: O público deve levar documento com foto, se for inteira, e carteira de estudante, se for meia. A partir do dia 6, bilheteria com funcionamento das 14h até a última sessão no Cine São Luiz.
Informações: www

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