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Diálogo sobre espaço da mulher negra marca estreia de ‘Joaquim’ no Recife

A atriz Isabél Zuaa participa do debate aberto ao público. O novo longa do pernambucano Marcelo Gomes contou com incentivo do Funcultura.

Divulgação

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Zuaa também desenvolve pesquisa sobre a mulher preta nas artes, buscando promover o resgate da autoestima e da história dessas mulheres

Como parte da programação da estreia nacional do filme Joaquim, escrito e dirigido por Marcelo Gomes, o Apolo 235 (novo espaço multimídia do Portomídia) recebe na próxima quinta-feira (20) o encontro “Trajetória – O espaço social e artístico da mulher negra”. Na ocasião, a atriz Isabél Zuaa – que  interpreta a escrava Preta no longa – participa de uma roda de diálogo na qual abordará sua trajetória profissional e política. O evento começa às 17h e é aberto ao público.

O encontro é fruto de uma parceria entre a produção do filme e a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, articulação política que atua no enfrentamento às formas de violência contra as mulheres negras. “A produção do filme nos procurou entendendo que um momento de diálogo como esse, com uma atriz no perfil da Isabél Zuaa, é muito importante para as mulheres negras que atuam no campo da cultura e arte e para as ativistas que fazem um trabalho diário de luta e combate ao machismo e racismo”, explica Monica Oliveira, coordenadora da rede.

Reprodução/Filme

Reprodução/Filme

Joaquim é fruto de uma coprodução Brasil-Portugal, e conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura

A conversa será mediada pela atriz Isabél Zuaa e se propõe a ser uma roda de diálogo sobre a inserção e o resgate da autoestima da mulher negra no espaço social e artístico, com base nas experiências vividas pela mesma durante sua trajetória entre Portugal e Brasil. Ainda de acordo com Monica, a ideia é que a atriz faça uma fala inicial de provocação sobre o tema. “O formato do evento é uma roda de diálogo e tem o objetivo de dar espaço à Isabél para que ela possa compartilhar a sua trajetória com a gente, tanto do ponto de vista profissional como da sua perspectiva politica e humanista”.

Isabél Zuaa é descendente de uma angolana e um guineense, e aos cinco anos, integrou um grupo de dança africana na periferia de Lisboa, onde permaneceu até a adolescência. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e foi intercambista no curso de Artes Cênicas da UniRio. Atuou no premiado curta-metragem KBELA, da diretora Yasmin Thayná, e atualmente transita entre TV, cinema, dança e performance. Zuaa também desenvolve pesquisa sobre a mulher preta nas artes, buscando promover o resgate da autoestima e da história dessas mulheres.

Já o longa-metragem Joaquim é fruto de uma coprodução Brasil-Portugal, e conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, além de apoio da Petrobras, Telecine, Ancine (Via fomento direto) e Fundo Setorial. No filme, Isabél vive a escrava Zuaa, também conhecida como Preta, personagem que será fundamental na trajetória política do protagonista Tiradentes. Além de Isabél, Julio Machado, Nuno Lopes, Rômulo Braga e Welket Bungué estão no elenco do filme, que teve cenas rodadas na região de Diamantina (MG). No Recife, o filme terá estreia no Cinema São Luiz, também na quinta, às 20h.

Serviço
“Trajetória – O espaço social e artístico da mulher negra / com Isabél Zuaa”
Quinta (20) | 17h
Auditório do Apolo 235 (Rua do Apolo, 235, Bairro do Recife – entrada pela Rua do Observatório)
Gratuito

Confira a agenda de estreia nacional do filme Joaquim:

Segunda-feira (17/04)
São Paulo, com Debate Folha, no Espaço Itaú de Cinema, às 20hrs

Terça-feira (18/04)
Belo Horizonte, no Cine Belas Artes, às 20hrs

Quarta-feira (19/04)
Fortaleza, no Cinema do Dragão, às 20hrs

Quinta-feira (20/04)
Recife, no Cinema S. Luiz, às 20hr.

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