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“Documentando” comemora dez anos com mostra especial, no Cinema São Luiz

Filmes serão exibidos neste sábado (14), dentro da programação do 21º FestCine

Beto Santos/Divulgação

Beto Santos/Divulgação

Comandado pelo cineasta Marlom Meirelles, o projeto completa uma década com uma mostra especial

Comemorando uma década de existência e contribuindo com o fortalecimento da produção audiovisual independente de Pernambuco, o projeto Documentando finaliza sua quinta temporada em grande estilo: quatro filmes produzidos nesta última edição serão exibidos na Mostra Documentando, evento dentro da grade do 21º Festcine, neste sábado (14), no Cinema São Luiz. Com cerca de 70 oficinas realizadas, 70 filmes produzidos e mais de 1800 estudantes beneficiados nas cinco fases, o projeto já contemplou todas as mesorregiões do estado. O programa também coleciona participações e prêmios em festivais cinematográficos em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

Idealizado e ministrado pelo cineasta Marlom Meirelles, o Documentando conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e tem como objetivo oferecer aos participantes a chance de conhecer todo o processo de realização de um documentário. “Nas oficinas, buscamos ampliar o repertório dos participantes no campo do audiovisual. Queremos provocá-los a refletir sobre suas vivências e pensar em narrativas que contemplem questões de gênero, sociais, raça, territorialidade, de identidade, entre outras coisas”, explica Meirelles.

O plano de aula, que pode ser adaptado de acordo com as necessidades de cada local, traz um extenso conteúdo programático dividido em cinco aulas teóricas e práticas. De acordo com Marlom, “as aulas teóricas apresentam aos estudantes um panorama sobre o cinema documental, através da exposição de textos e exibição de filmes, incluindo uma abordagem sobre os elementos cinematográficos”.

Além de encontros presenciais, também acontecem atividades virtuais, como videoaulas e palestras, onde profissionais comentam sobre as experiências, oportunidades de inserção no mercado de trabalho e sobre como elaborar uma estratégia para distribuição de filmes nos festivais de cinema. Já na parte prática, os estudantes realizam um documentário com temática livre. Para isso, os alunos são distribuídos em grupos responsáveis pelas diferentes fases de realização. Após o término das aulas, há uma apresentação do material produzido.

Para saber mais sobre todos os passos do Documentando, os interessados devem ficar atentos à fanpage do projeto, que sempre relata com antecedência as cidades visitadas, como se inscrever, dias, locais, horários, quantidade de vagas, fotos das oficinas, divulgação de curtas produzidos e muito mais. Vale ressaltar que não é preciso ter qualquer experiência prévia com o audiovisual para participar. Ao final do curso, todos os participantes recebem um certificado.

Este ano, o projeto promoveu oficinas em Garanhuns, no Festival de Inverno, e nos Festivais de Cinema de Triunfo e de Caruaru. Para 2020, o projeto deve voltar ao Agreste e ao Sertão pernambucano.

Filmes do projeto que vão ser exibidos durante o 21º Festcine, evento realizado pelo Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife, e que tem o objetivo de incentivar a produção audiovisual pernambucana:

O DIA É TRANSPARENTE
Sinopse: Colocando em pauta a ociosidade de espaços públicos, O DIA É TRANSPARENTE registra a ocupação por moradia do Edifício SulAmérica, situado no bairro de Santo Antônio, área central do Recife. O cotidiano da Ocupação Marielle Franco é revelado, identificando a presença majoritária de mulheres e crianças.

MATA
Sinopse: Em uma região onde a floresta vem sendo devastada ao longo do tempo pela ação do homem, predar a natureza ou protege-la era o dilema central da vida de Seu João da Mata. A MATA que dá nome ao filme, passou a ser o sobrenome de Seu João, nascido na reserva Serra dos Cavalos.

TÃO BONITA QUE TÃO MEDONHA
Sinopse: As velhinhas de Triunfo surgiram como uma manifestação feminista das mulheres da cidade, que reivindicavam por espaço para brincarem o carnaval. Era feminismo puro, embora nem houvesse essa conotação na época. Umas se vestiam de retirantes, com trouxas de roupa e cestos na cabeça. Talvez uma forma de dar um novo significado à seca, a pobreza e as dificuldades do sertão.

SAPACREW
Sinopse: SAPACREW aborda a vida de três mulheres lésbicas no cenário do Hip Hop pernambucano. Na contramão do machismo, elas compartilham seus históricos de resistência.

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