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Espetáculo “Complexo de Cumbuca” entra em cena no Teatro Arraial

A peça, que é fruto de um projeto de pesquisa incentivado pelo Funcultura, ficará em cartaz no equipamento cultural entre os dias 19, 20, 26 e 27/9, às 19h

Rodrigo Moreira

Rodrigo Moreira

O monólogo é protagonizado pelo ator Rodrigo Cavalcanti

O Teatro Arraial Ariano Suassuna receberá, nos próximos dias 19, 20, 26 e 27/9, às 19h, o espetáculo Complexo de Cumbuca, da Companhia Teatro de Fronteira. Criado a partir do conceito de um biodrama – que, segundo a encenadora argentina Viviana Tellas, o indivíduo compartilha cenicamente, poeticamente, pedaços de sua vida no palco, o monólogo fala dos afetos, das descobertas, das frustrações e do universo dos relacionamentos amorosos que fazem parte de toda e qualquer história de vida.

Em cena o ator-performer Rodrigo Cavalcanti disseca, com ironia e sarcasmo, histórias sexuais bizarras, memórias de relacionamentos potencialmente frustrados, encontros fortuitos, identificando, refletindo, observando e analisando as novas formas de se relacionar no mundo atual. “O que me interessa é menos a formalização de uma história, de um personagem, de um espaço e mais o borramento desses elementos. Sim, criamos uma situação performativa, mas a maneira como essa situação se move, avança, é o mais aberta possível”, esclarece Cavalcanti.

Inspirada nos textos do Tumblr Controle Y, a montagem, que conta com direção de Rodrigo Dourado, nasceu de um projeto de pesquisa incentivado pelo Governo do Estado de Pernambuco, através dos recursos do Funcultura. A iniciativa, realizado pelo grupo Teatro de Fronteira, ao longo dos anos de 2013/2014, Vozes Contemporâneas – Uma Pesquisa Experimental Sobre Novas Dramaturgias e Suas Vocalidades, investigava vocalidades para a cena em seu cruzamento com escritas teatrais da atualidade. Essa investigação buscou articular a voz e a dramaturgia como metáforas das subjetividades contemporâneas. “Nossa pesquisa teve por objetivo testar a hipótese e os nexos entre causa e efeito levantando um questionamento: a composição de vozes autorais dramatúrgicas resultará na constituição de vocalidades contemporâneas – para novas formas de dramaturgia, necessitamos de novas composições atoriais, principalmente no campo da vocalidade”, explica o ator sobre o processo de contrução da peça.

No palco, Cavalcanti apresenta as vivências de um jovem gay de uma grande cidade qualquer trazidas para a realidade recifense: encontros fortuitos, decepções amorosas, aplicativos de “pegação”, aventuras sexuais bizarras. Quase num tom de stand-up comedy, Rodrigo narra e vive suas próprias histórias, partilhando sem pudores um universo de intimidades (in)confessáveis. “Complexo de Cumbuca traz a cena o universo da cultura pop, urbana e gay. Esse solo performático marca um momento em que intimidade, sexualidade e memória são os fios condutores do grupo, que trabalha o conceito desde a concepção do texto até o momento preciso da apresentação ao público. Um exemplo é o caráter autobiográfico que circunda o espetáculo. E é, nesse espaço da intimidade, do real, da proximidade, do encontro teatral, que a encenação se ergue”, disse o protagonista do monólogo.

O solo performático já circulou por festivais e mostras como a 8ª Semana de Cênicas da UFPE, o 21º Janeiro de Grandes Espetáculos – Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco e a 8ª Mostra Capiba de Teatro do SESC, além de ter feito apresentações em São Paulo. Depois do Teatro Arraial Ariano Suassuna, a peça seguirá em outubro para uma temporada no Teatro Joaquim Cardozo.

Serviço
O Que é: Complexo de Cumbuca, sábados e domingos, às 19h
Quando: 19, 20, 26 e 27/09
Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457 – Boa Vista / Recife-PE)
Quanto: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)
Duração: 45 minutos
Classificação Etária: 18 anos

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