Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Espetáculo Espaçamento toma conta da Caixa Cultural

Apresentação ficará em cartaz nos dias 15, 16, 21 e 22/11

Graças ao incentivo do Funcultura, a montagem já circulou pelas cidades do Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brumadinho, em Minas Gerais

Criado e dirigido pelo pesquisador, bailarino e coreógrafo pernambucano Cláudio Lacerda, o espetáculo de dança Espaçamento está de volta aos palcos pernambucanos. Com a proposta de fazer um cruzamento entre os passos, gestos e movimentos dos bailarinos com construções arquitetônicas da vertente desconstrutivista que tem como palavras-chave deformação e deslocamento, a montagem será encenada nesta sexta (14) e sábado (15), e nos dias 21 e 22/11, na Caixa Cultural Recife, às 16h. A mini-temporada conta com o incentivo Funcultura, que já possibilitou que a companhia se apresentasse, no ano passado, em várias cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brumadinho, em Minas Gerais. A entrada é gratuita.

O espetáculo, com duração de 40 minutos, é o resultado artístico da pesquisa Trilogia da Arquitetura Desconstrutivista, projeto que dá continuidade à trajetória de experimentação de Cláudio Lacerda/Dança Amorfa e que foi inspirado em obras arquitetônicas da vertente desconstrutivista, que traz uma linha de produção pós-moderna iniciada no fim dos anos 80, caracterizada pela fragmentação, pelo processo de desenho não linear, pelas formas não retilíneas. Todas essas referências são baseadas em projetos como o ousado Museu Guggenheim, em Bilbao, na Espanha, do arquiteto Frank Gehry; e o Centro de Ciência Phaeno, em Wofsburg, de Zara Hadid; além de influências do conceito filosófico de desconstrução de Jacques Derrida, que define que o espaço de tensão entre polaridades deve ser habitado. Espaçamento, esse, que se relaciona à pausa, ao branco e pontuação ao intervalo. “São justamente esses espaços de pausa, branco, espaços de devir, de formação da significação que deram nome a obra”, diz o diretor Claudio Lacerda.

(Foto: Rossana Magri/Divulgação)

Espaçamento tensiona a relação do homem com o espaço (Foto: Rossana Magri/Divulgação)

Em Espaçamento, o corpo é o lugar de trânsito dessas forças, irradiando no espaço. Na pesquisa, houve um entrelaçamento de áreas do conhecimento indo da teoria da desconstrução de Jacques Derrida passando pela arte minimalista, a arquitetura e os estudos da dança. Além disso, o diretor buscou diálogos com consultores das áreas de Filosofia, Arquitetura, Artes Plásticas e Dança, que testemunharam e conversaram sobre o processo. De acordo com Lacerda, o principal objetivo da obra não é transmitir uma mensagem, mas sim, jogar proposições ao público para que este faça seu próprio espetáculo em seus pensamentos. “Os nossos movimentos, nossa relação com o espaço e nossas relações interpessoais não falam de nada específico ou que seja lido de forma direta. Por isso, esses elementos propõem uma abertura para que cada espectador tenha uma relação própria para consigo mesmo e a partir daí ele possa construir seus significados, a partir de suas sensações”, comenta. Ou seja, a proposta é que os bailarinos dialoguem com diversas propostas de espaço cênico – galerias de arte, espaços abertos, sítios históricos, teatros, etc. – e dancem sob trilhas sonoras diferenciadas, além do próprio silêncio. As trilhas sonoras diferem em cada apresentação e podem ser uma composição eletrônica, assinada por Thiago Fournier; trilha de Bach e ainda da subjetividade dos bailarinos (narrada em off). Cada apresentação é única em sua fruição e, por isso, o elenco convida o público a presenciar mais de uma, no mínimo, e sentir o espetáculo se fazer diferente a cada vez.

Serviço
Espetáculo Espaçamento
Quando: 14, 15, 21 e 22/11
Horário: 16h
Onde: Caixa Cultural Recife (Av. Alfredo Lisboa, 505 – Bairro do Recife)
Acesso: Gratuito.

< voltar para home