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Espetáculo “Pajeú das Flores” estreia nesta quarta-feira (4), no centro do Recife

Com incentivo do Funcultura, a montagem itinerante será encenada na Praça do Diário (4/12, às 16h30), Praça de Nossa Senhora do Carmo (5/12, às 16h30), ambas no centro do Recife, e no Alto da Sé (6 e 7/12, às 16h30), em Olinda

Divulgação

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As apresentações são abertas ao público

Cortando o semiárido pernambucano, banhando um território de mais de 13 km2 e 20 municípios, corre o Rio Pajeú, descrito na poesia popular como um “rio feiticeiro que corre ao contrário”. O sertão que o margeia – arcaico, ermo, mítico, poético e cheio de lutas e histórias – inspirou a criação de “Pajeú das Flores”, novo espetáculo de rua do olindense Coletivo Caverna, projeto incentivado pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.

Itinerante, o espetáculo será apresentado de 4/ a 7/12, iniciando na Praça do Diário, passando por Olinda e deslocando-se pelo Estado de Pernambuco para encerrar sua turnê em janeiro de 2020 na cidade de São José do Egito, epicentro poético do Sertão do Pajeú. Todas as apresentações são gratuitas.

“Apresentado em forma de cortejo poético, Pajeú das Flores vai percorrer as ruas, interagindo com lugares e pessoas numa concepção ampliada do conceito de espaço cênico”, explica o diretor Cláudio Lira. O resultado é um formato de ocupação urbana que homenageia o povo.

Na proposta brincante, mesclam-se atores, bonecos, máscaras e música ao vivo. Artistas andarilhos invocam as forças dos primeiros habitantes da região e o poder místico do Rio Pajeú, convocando o público a uma jornada de encontro a essa terra encravada no interior do Brasil. O convite é a um encontro profundo com as raízes culturais nordestinas.

Pajeú das Flores começou a ser desenvolvido há um ano, a partir de entrevistas com referências criativas da região do Pajeú, entre elas o cineasta Petrônio Lorena, diretor do documentário “O Silêncio da Noite é que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras”; o artista plástico Tárcio Oliveira; o artista visual e cantor Tonfil; os poetas Antonio Marinho, Jorge Filó e Paulo Matricó e a poeta e cantora Bia Marinho.

“Visitamos algumas cidades, onde colhemos impressões e depoimentos dos moradores. A partir das informações, desenvolvemos coletivamente um roteiro dramatúrgico”, pontua Lira. As apresentações prometem misturar tradição e contemporaneidade, propondo a ressignificação poética de espaços públicos.

Serviço
Espetáculo Pajeú das Flores

Recife
4/12 – Praça do Diário, às 16h30
5/12 – Praça Nossa Senhora do Carmo, às 16h30

Olinda
6 e 7/12 – Alto da Sé, às 16h30

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