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Funcultura

Espetáculo “Processo Medusa” circula por cinco cidades do Sertão

Abajur Soluções/Divulgação

 Abajur Soluções/Divulgação

No Cineteatro da Praça CEU das Águas, em Petrolina, haverá quatro apresentações da montagem

A Cia Biruta e o Núcleo Biruta de Teatro estão na estrada neste mês de maio, com o projeto de circulação do espetáculo “Processo Medusa”, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura. A peça será encenada em cinco municípios do Sertão Pernambucano e a primeira cidade a receber a apresentação será Petrolina, nesta sexta-feira (13), às 16h, no campus do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão), no bairro João de Deus.

As apresentações serão realizadas em escolas públicas de Petrolina, Afrânio, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó. “A itinerância do ‘Processo Medusa’ tem como objetivo principal ampliar o acesso gratuito a apresentações teatrais em escolas públicas, além de possibilitar o acesso a informações sobre a cultura do estupro, feminicídio e outras questões relacionadas ao tema que contribuam para informar o público e interromper o ciclo da violência contra a mulher”, conta atriz Camilla Rodrigues, que é membro da Cia Biruta e responsável pelo projeto.

“Processo Medusa” é um experimento cênico que utiliza a revisão do mito da Medusa para abordar o enfrentamento à cultura do estupro e a luta feminista, através de discussões sobre corpo, mulher e democracia. Chamado de processo, pelo seu caráter de pesquisa, o texto do espetáculo é resultado de uma construção coletiva do Núcleo Biruta de Teatro, um grupo de jovens atores, com foco na experimentação cênica, criado e orientado pela Cia Biruta.

“A dramaturgia faz uma visita ao mito de Medusa e Atena, trazendo essas duas representações antagônicas de mulher para a atualidade. Assim, a partir das contribuições do grupo, buscamos trazer à tona uma reflexão sobre a simbologia da mulher que transformava quem a olhava em pedra, traçando uma relação com a cultura do estupro e a luta das mulheres, em contraponto a essa violência”, conta Cristiane Crispim, que é cofundadora da Cia. Biruta e uma das atrizes de ‘Processo Medusa’.

A atriz e coordenadora do projeto, Camila Rodrigues, pontua, ainda, o papel social desempenhado pelo espetáculo, que visa não apenas possibilitar o acesso da população da periferia a uma programação cultural, mas contribuir com o aprofundamento das discussões acerca das lutas femininas. “Acreditamos que o projeto contribui para enriquecer o debate acerca do corpo-mulher-democracia e possibilitar uma aproximação das mulheres que sofrem algum tipo de agressão, fortalecendo suas vozes e denunciando essa grave, e normatizada, violação de direitos humanos”, diz Rodrigues.

Serviço
Espetáculo “Processo Medusa”
13/5, às 16h – Petrolina – IF Sertão
20/5, às 15h – Afrânio – Escola Estadual Antônio Cavalcanti Filho
27/5, às 15h – Lagoa Grande – Escola Estadual Antônio de Amorim Coelho
3/6, às 15h – Santa Maria da Boa Vista – Escola Padre Maurilo Sampaio
10/6, às 15h – Cabrobó – Escola Estadual Indígena Capitão Dena – Ilha de Assunção, Território Indígena Truká

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