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Funcultura

Espetáculo ZOE investiga a perda dos instintos humanos

Com incentivo do Funcultura, temporada será realizada no Teatro Apolo de quinta (15) a domingo (18)

Breno César/Divulgação

Breno César/Divulgação

Peça foi dirigida pela bailarina e coreógrafa Francini Barro

Dirigido pela bailarina e coreógrafa Francini Barros, o espetáculo ZOE estreia nesta quinta-feira (15), às 20h, no Teatro Apolo (no Bairro do Recife). O trabalho aborda os instintos do ser humano como algo perdido nos dias de hoje e os trata como uma possibilidade de humanização da vida e dos afetos. As apresentações seguem em cartaz na sexta (16), sábado (17), no mesmo horário, e no domingo (18), às 19h. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e devem ser adquiridos na bilheteria, uma hora antes da apresentação.

De acordo com Igor Travassos, produtor da montagem, ZOE surgiu a partir de uma pesquisa da coreógrafa Francini Barros sobre um conceito de humanidade que surgiu na época da Grécia Antiga. “Neste período desenvolveu-se a teoria de que os seres humanos são regidos por dois lados, o bios e a zoe. O bios seria o lado sociável, da razão, enquanto que a zoe o lado animal, instintivo”, explica ele.

“Francini Barros é professora da Universidade Federal de Pernambuco e desenvolveu junto a alguns bailarinos do curso de Dança um projeto de pesquisa que tratasse deste tema. Pegamos essa pesquisa e submetemos ao edital do Funcultura, e para nossa alegria fomos contemplados com o incentivo do Governo de Pernambuco”, revela.

Breno César/Divulgação

Breno César/Divulgação

ZOE foi produzido por alunos do curso de Dança da UFPE com incentivo do Funcultura

Ainda segundo o produtor, o espetáculo segue a linha de pensamento do filósofo Giorgio Agamben, o qual diz que todos os males da humanidade, como o fascismo e os sistemas totalitários, surgiram por conta da perda do nosso lado animal, o lado zoe. “E ele coloca que o reequilíbrio da humanidade está exatamente na busca desse lado animal”, pontua.

Em cena, os bailarinos compõem pelo ato de estar no palco uma das relações tratadas pela narrativa, que aponta a perda do lado orgânico das relações e pessoas em meio ao mundo civilizatório no qual estamos inseridos. Tudo fica muito mais evidente graças ao atual momento em que vive a sociedade civil brasileira e mundial, com avanços dos setores mais conservadores.

O projeto contempla ainda na sua programação duas oficinas de compartilhamento dos processos, uma no Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE e outra no Centro de Educação Afro Daluê Malungo. As inscrições serão gratuitas e as datas devem ser divulgadas em breve.

Participam do elenco os dançarinos Adelmo do Vale, Jorge Kildery, Maria Agrelli, Orun Santana, Rafael FX, Victor Lima. A iluminação é assinada por Eron Villar; a trilha sonora e operação de som por Johann Brehmer. Já a programação visual é de Bruno Amorim e a fotografia e vídeo de Breno César. A cenografia e vídeo mapping ficaram por conta de André Calado e Petró.

Serviço
Temporada do espetáculo ZOE
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quinta (15), sexta (16), sábado (17) | 20h; Domingo (18) | 19h
Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia) – na bilheteria, uma hora antes
Indicação etária: 14 anos

Sinopse: “O animal que me olha e revela a mim mesmo, a condição da minha nudez. Sobre ser isso e tantas outras coisas. Território, sexo, amor, dor, prazer. Dor e prazer, tão somente. Essa noite, aqui, nesse lugar. ZOE”.

Ficha Técnica
Concepção e direção: Francini Barros
Intérpretes criadores: Adelmo do Vale, Jorge Kildery, Maria Agrelli, Orun Santana, Rafael FX, Victor Lima
Produção: Igor Travassos
Iluminação: Eron Villar
Trilha sonora e operação de som: Johann Brehmer
Programação visual: Bruno Amorim
Fotografia e vídeo: Breno César
Cenografia e vídeo mapping: André Calado e Petró
Assessoria de Imprensa: Paula Caal

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