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Festival Animage anuncia os curtas vencedores da Mostra Competitiva 2021

Divulgação

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O filme “Carne”, dirigido por Camila Kater, venceu como Melhor Curta Brasileiro

O ANIMAGE – 11º Festival Internacional de Animação de Pernambuco, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, anunciou neste último domingo (17) os vencedores de sua 11ª edição. O curta-metragem Bestia, do chileno Hugo Covarrubias foi escolhido como o Melhor Curta-Metragem pelo júri deste ano, levando o Grande Prêmio ANIMAGE. Carne, de Camila Kater, venceu como Melhor Curta Brasileiro. A premiação foi definida pelo júri oficial do festival, composto este ano pela artista visual e diretora portuguesa Bárbara Oliveira, a animadora Léa Zagury e pela cineasta Renata Pinheiro.

Bestia apresentou uma sensibilidade única em todas as decisões que são necessárias para um filme de animação, exprimindo o tema da opressão de uma forma tão eficaz na sua linguagem cinematográfica, controle do som, direção de arte e roteiro que se alojou profundamente na nossa memória como uma bala. Intenso, assustador e inesquecível”, escreveram as juradas desta edição. O filme revisita a violenta ditadura militar ao acompanhar a vida privada de uma funcionária do departamento de inteligência chileno.

Carne, trabalho de estreia de Camila Kater, apresenta as relações de diferentes mulheres em relação ao seu corpo, da infância à idade adulta. “Um curta brilhante para a representação de experiências femininas brasileiras. Achamos a expressão artística no filme perfeitamente aplicada às narrativas de mulheres representadas, tornando o filme muito poderoso na sua mensagem e execução”, diz o texto do júri.

Tapajós: Uma Breve História da Transformação de um Rio, de Alan Schvarsberg e Cícero Fraga, recebeu a Menção Honrosa do Júri “pela sua qualidade técnica e artística, aliada a importância de seu conteúdo informativo e denunciador”. As juradas completam: “Com um roteiro que dá voz aos moradores de Miritituba, uma pequena vila do interior do Pará, o filme é um importante documentário que informa, com justeza, o processo de ocupação dos portos de exportação de soja no coração da Amazônia.

Melhor Direção foi para o francês GENIUS LOCI, de Adrien Mérigeau, enquanto Melhor Roteiro ficou com o alemão Just a Guy, de Shoko Hara. Completam a lista de premiados o francês Moutons, Loup et Tasse de Thé…, de Marion Lacourt, que venceu como Melhor Direção de ArteMachini, de Frank Mukunday e Trésor Tshibangu (Congo), como Melhor Técnica e Affairs of the Art, de Joanna Quinn (Inglaterra/Canadá), como Melhor Som.

O prêmio de Melhor Curta Infantil ficou com o curta La Source des Montagnes, de Adrien Communier, Camille Di DioI, Benjamin Francois, Pierre Gorichon, Briag Mallat e Marianne Moisy. Segundo o júri, trata-se de “um filme que possui uma alegria singular, transmitindo uma história com uma imaginação forte que poderia ter vindo de um imaginário de uma criança”.

Participaram da Mostra Competitiva do ANIMAGE desta edição 69 curtas de 26 países. O ANIMAGE recebeu este ano mais de 1200 inscrições para a competição de curtas, um número expressivo que reflete a prolífica produção audiovisual desse segmento em todo o mundo.

O ANIMAGE firmou mais uma vez parceria com a Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), que escolheu o curta Carne, de Camila Kater como Melhor Filme Brasileiro – que a partir desta edição passa a ser nominado Prêmio Jeorge Pereira, em homenagem ao animador, cineasta, roteirista e educador Jeorge Pereira, falecido este ano. A série Foi Assim e Foi Assado, de Chia Beloto, ganhou Menção Honrosa pelo júri da ABCA, este ano composto pelo animador Maurício Nunes, o designer, animador e  quadrinista Raul Souza e a animadora e produtora Tânia Anaya.

O prêmio ABCA foi dado ao filme Carne, da diretora Camila Kater, que além de crua, mal-passada, ao ponto, passada e bem passada – executou uma síntese genial! Fala de/com mulheres de todos os corpos e todas as idades. Um tapa na cara da caretice evangélica que assombra o Brasil atualmente”, disse o júri. “Oferecemos uma menção honrosa para a série Foi Assim e Foi Assado, da animadora e cineasta Chia Beloto, pela narrativa inteligente e potente, feita a partir de coisas simples, e por apresentar um universo infantil rico e divertido. Entretém tanto crianças quanto adultos”, completam.

Com esta edição o ANIMAGE completa uma trajetória de onze anos consolidando-se como um agente difusor da animação no Brasil, que vem crescendo exponencialmente. A Mostra Competitiva desta edição revelou um nível excelente, apresentou um panorama atual, diversificado e instigante com o melhor da animação brasileira e mundial. As escolhas exigiram muito das juradas e o resultado realmente contempla o alto nível da competição”, afirmou o produtor e idealizador do festival, Antonio Gutierrez.

Um dos principais eventos de animação do Brasil, o ANIMAGE retornou este ano com uma programação híbrida, com exibições online e sessões presenciais no histórico Teatro do Parque, que foi recém-inaugurado. O espaço recebeu exibições de alguns longas da programação, além da popular Mostra Erótica. A ocupação foi limitada a 300 lugares atendendo aos protocolos de prevenção ao Covid-19. Ao todo, considerando atividades presenciais e online, o festival contou com um público de 15 mil pessoas.

PARCEIROS - O ANIMAGE tem incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e patrocínio Fundação de Cultura e Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife, via SIC, apoio do Consulado da França em Recife e Embaixada da França no Brasil, Consulado Geral da República Federal da Alemanha em Recife, Cepe – Companhia Editora de Pernambuco, Revista Continente e Teatro do Parque, e realização da Rec-Beat Produções e Leão Produções.

Premiados da Mostra Competitiva 2021

Melhor Curta – Grande Prêmio ANIMAGE – Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)
Melhor Curta Infantil – La Source des Montagnes, de Adrien Communier, Camille Di DioI, Benjamin Francois, Pierre Gorichon, Briag Mallat e Marianne Moisy (França)
Melhor Curta Brasileiro – Carne, de Camila Kater (Brasil)
Melhor Direção – GENIUS LOCI, de Adrien Mérigeau (França)
Melhor Roteiro – Just a Guy, de Shoko Hara (Alemanha)
Melhor Direção de Arte – Moutons, Loup et Tasse de Thé…, de Marion Lacourt (França)
Melhor Técnica – Machini, de Frank Mukunday e Trésor Tshibangu (Congo)
Melhor Som – Affairs of the Art, de Joanna Quinn (Inglaterra/Canadá)
Menção Honrosa do Júri: Tapajós: Uma Breve História da Transformação de um Rio, de Alan Schvarsberg e Cícero Fraga (Brasil)

PRÊMIO ABCA

Melhor Curta Brasileiro – Escolha ABCA – Prêmio Jeorge Pereira – Carne, de Camila Kater
Menção Honrosa do Júri ABCA – Foi Assim e Foi Assado, de Chia Beloto

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