Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Funcultura

Festival VerOuvindo promove a acessibilidade no cinema

Evento promove sessões com intérprete de Libras e audiodescrição de 08 a 12 de abril.

Reprodução

Pessoas com deficiência visual ou auditiva também podem ir ao cinema. É o que mostra o Festival VerOuvindo, que tem início no Recife nesta quarta-feira (08) e segue até domingo (12), com sessões no Cinema São Luiz Museu Cais do Sertão. O evento está na sua segunda edição promovendo a difusão audiovisual com acessibilidade. A programação reúne filmes de curtas e longas- metragens nacionais, incluindo produções de diretores pernambucanos. A entrada é gratuita para todos. O festival é realizado pela produtora cultural e audiodescritora Liliana Tavares com o incentivo do Funcultura, Governo de Pernambuco.

Para proporcionar o acesso ao cinema para pessoas com deficiência, os filmes ganharam recursos de acessibilidade comunicacional. Os surdos assistem aos filmes acompanhando o intérprete de Libras (língua brasileira de sinais). Já as pessoas cegas ou com baixa visão assistem aos filmes ouvindo a audiodescrição, técnica de tradução de imagens.

A gravação da acessibilidade comunicacional foi realizada em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Já o roteiro da audiodescrição foi elaborado por Liliana Tavares com consultoria de Milton Carvalho. A narração dos filmes é de Marcello Trigo e a leitura das legendas de Bruna Cortez e de Robson Souza. A tradução e a interpretação da Libras foi realizada por Anderson Almeida com consultoria de Thiago Albuquerque.

Entre as produções pernambucanas, estão na programação os curtas “Olhar Surdo”, de Cláudia Moraes; “Deixem Diana em Paz”, de Júlio Cavani; “Cadeira de Arruar”, de Chico Egídio; “Lua Nova do Penar”; de Leila Jinkings e os longas “Uma passagem para Mário”, de Eric Laurence; e “Meninos de Kichute”, de Luca Amberg. Veja a programação completa abaixo.

O festival tem início com uma mesa de debate sobre a acessibilidade no audiovisual, nesta quarta-feira (08), às 18h30, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com a participação da audiodescritora Lívia Motta (SP) e da produtora e narradora Márcia Caspary (RS), e a exibição do filme “A Fábrica”. A proposta é envolver os diretores dos filmes, os profissionais da acessibilidade (audiodescritores e intérpretes de Libras) e o público em reflexões sobre a inclusão de pessoas surdas, cegas ou de baixa visão no cinema e demais equipamentos culturais.  

De acordo com a idealizadora do evento, Liliana Tavares, a segunda edição do VerOuvindo acontece em um cenário favorável. “Em dezembro do ano passado, a Ancine estabeleceu que todos os projetos de produção audiovisual financiados com recursos públicos federais deverão ter audiodescrição, Libras e legendas para surdos. É um grande passo para a ampliação do acesso à cultura”, destaca.

Como forma de estimular e reconhecer o trabalho dos profissionais de acessibilidade, o festival realiza mostra competitiva de curtas nacionais com audiodescrição. A competição conta com filmes de São Paulo, Rio de janeiro, Brasília, Santa Catarina, além dos pernambucanos. Serão premiados: o Melhor Roteiro de Audiodescrição (1º, 2º e 3º lugares), a Melhor Locução e a Melhor Audiodescrição pela escolha do Júri Popular (o público cego poderá votar com cédula braille.) Haverá também a categoria “Melhor Filme para Reflexão”. O reconhecimento será dado à obra capaz de fomentar debates e discussões após sua exibição. A Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), entidade parceira do festival, é a responsável pelo prêmio. O grupo de pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Tramad é o homenageado deste ano, que irão receber prêmio hors concours.
SERVIÇO
2º Festival VerOuvindo
De 08 a 12 de abril
Entrada gratuita
Site: https://festivalverouvindo.wordpress.com/

PROGRAMAÇÃO

Dia 8, Universidade Católica – 18:30h – Mesa de abertura – A Produção da Audiodescrição no Audiovisual: Roteiro e narração. Lívia Motta (SP)- Cinema em Palavras: A construção de roteiros de audiodescrição; Marcia Caspary (RS), Narração na audiodescrição. Mediação: Liliana Tavares (PE)
Exibição do filme A Fábrica com audiodescrição realizada pelo Tramad, homenageado hors concours da mostra competitiva.

Dia 9, Museu Cais do Sertão – 14h – Mostra Competitiva de curtas com audiodescrição com júri popular. Bate-papo sobre video clip acessível com Luíza Caspary (RS), cantora;
 
Dia 10, Museu Cais do Sertão – 14h – Mostra de curtas pernambucanos com audiodescrição e libras e bate-papo com os diretores e profissionais da acessibilidade.

Olhar surdo, Cláudia Moraes, documentário, 15’, 2013
O Documentário realizado por alunos da Oficina de Audiovisual para Surdos  mostra as dificuldades enfrentadas pelos surdos do Vale do São Francisco nas atividades do dia a dia, na escola e para ingressar no mercado de trabalho.
Cadeira de Arruar, Chico Egídio, documentário, 10’, 2013
Sentado na sua cadeira, seu Francisco Aristides relembra cenas da seca de 1932, no Campo de Concentrado na localidade de Buriti, Crato, Sertão do Ceará.
Lua Nova do Penar, Leila Jinkings, documentário, 27, 2013
A família de Hiram de Lima Pereira, jornalista, ator, poeta, membro do Comitê Central do Partido Comunista e desaparecido político, tinha na música e na poesia um elemento central e unificador.
Deixem Diana em Paz, Júlio Cavani, animação, 10’, 2013
No auge de sua carreira profissional e acadêmica, Diana não tem tempo para descansar. Quando completa 30 anos de idade, ela resolve largar tudo para dedicar sua vida apenas ao mar e ao sono

Dia 11, Cinema São Luiz, 15h- Exibição de um longa com audiodescrição ao vivo e bate-papo com a audiodescritora Lívia Motta.
Meninos de Kichute, Luca Amberg, ficção, 102’, 2010
Meninos de Kichute revela o sonho de Beto, garoto que vive com a família no interior do Brasil, na década de 70, época em que o Brasil foi tricampeão mundial e vigorava o regime militar. Os meninos calçavam tênis Kichute para jogar nos campinhos de terra. Beto quer ser jogador de futebol, mas antes tem que superar seus medos e convencer seus amigos e seu pai que é contra competição.
Dia 12, Cinema São Luiz, 15h- exibição de um longa, bate-papo com o diretor e com profissionais da acessibilidade, e entrega da premiação da Mostra competitiva .
Uma passagem para Mário, Eric Laurence, documentário, 77’, 2013
O filme conta sobre amizade e superação da morte. Uma reflexão sobre as jornadas e os ciclos da vida através de uma viagem que parte de Recife, no Brasil, atravessa a Bolívia, até chegar ao deserto do Atacama, Chile.

< voltar para home