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Funcultura Audiovisual: 112 projetos vão receber incentivo do Governo do Estado

Sessenta e cinco projetos contam com profissionais negros/as e indígenas em suas equipes principais. Quase metade das obras audiovisuais aprovadas serão dirigidas ou roteirizadas por mulheres.

Por meio da Secult-PE e da Fundarpe, o Governo de Pernambuco anuncia o resultado do edital de fomento à produção audiovisual no estado, o Funcultura Audiovisual 2016/2017. Para esta edição, estão assegurados R$ 20.150.000,00 (vinte milhões, cento e cinquenta mil reais), sendo R$ 10.150.000,00 (dez milhões, cento e cinquenta mil reais) provenientes do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura e o restante disponibilizado pelo Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

Victor Jucá

O 10º edital do Funcultura Audiovisual recebeu 443 inscrições, de 41 municípios pernambucanos, das 12 Regiões de Desenvolvimento. O processo de seleção foi dividido em três fases: habilitação documental, análise de mérito e defesa oral dos projetos. Ao final, 112 iniciativas foram contempladas nas categorias de Longa-metragem, Curta-metragem, Produtos para TV, Difusão, Formação, Pesquisa, Preservação, Desenvolvimento de Cineclubes e ainda na categoria Revelando os Pernambucos, destinada a projetos de curtas e difusão pelas regiões do estado.

Para o Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, “a cada ano o Governo do Estado estimula uma série de discussões com os agentes da cadeia produtiva, por meio do Conselho Consultivo do Audiovisual de Pernambuco, no intuito de aprimorar o instrumento de seleção dos projetos. Essas discussões constantes são fundamentais para absorver novos cenários e contemplar a natureza da linguagem, que é bastante plural. Além do conselho específico, a Comissão Deliberativa do Funcultura também possui papel fundamental na consolidação dessas discussões e incorporação ao edital”.

Resultado desse processo contínuo de interlocução é a consolidação de importantes critérios que visam garantir a expressão da diversidade cultural e a democratização do acesso à linguagem. “Desta forma, o Edital do Funcultura Audiovisual atuou na limitação do número de projetos aprovados por um mesmo produtor; na regionalização da produção, com o estabelecimento de pontuação específica e priorização de projetos advindos das regiões da Mata, do Agreste e do Sertão; e estimulou maior acesso étnico-racial e de gênero, com pontuações diferenciadas e sistema de cotas”, comenta Márcia Souto, presidente da Fundarpe.

Na análise do Superintendente de Gestão do Funcultura, Gustavo Araújo, “o Funcultura Audiovisual se consolida como um instrumento fundamental para o desenvolvimento do setor, prezando pela liberdade de expressão e criação artística, atuando fortemente para a diminuição dos desequilíbrios que ainda existem”. Um contexto que, segundo Milena Evangelista, coordenadora do Audiovisual da Secult-PE, “responde a um conjunto de demandas da sociedade e atende a princípios da política cultural que vem sendo desenvolvida no Estado”.

GÊNERO E INCLUSÃO

Avançando na democratização, o Funcultura Audiovisual 2016/2017 aprofundou a experiência iniciada na edição anterior, no que diz respeito às questões de gênero e de inclusão étnico-racial. Desta vez, o edital aumentou o peso da pontuação de projetos dirigidos ou roteirizados por mulheres. O resultado é que mais de 46% dos aprovados contam com realizadoras desempenhando estas funções.

Na edição anterior, esse percentual foi de apenas 22%. Um salto que eleva Pernambuco a um patamar bem distinto da realidade brasileira, onde a representatividade de mulheres diretoras/roteiristas alcança pouco mais de 20%, segundo dados da Ancine.

Ainda no aspecto da democratização do acesso e da promoção da diversidade, o Funcultura Audiovisual inovou enquanto política pública ao destinar um percentual de aprovação para projetos de obras audiovisuais dirigidos e/ou roteirizados por profissionais negros/as e indígenas, mantendo ainda a pontuação diferenciada para as demais categorias. Neste sentido, dos 73 projetos aprovados de obras audiovisuais 32,9% contam com diretores e/ou roteiristas negros/as e indígenas, acima do percentual de 20%, estabelecido inicialmente pelo edital. Nas demais categorias, dos 39 projetos aprovados, 71,8% também contam com esses perfis de profissionais em suas equipes de produção. No total, dos 112 projetos aprovados 65 contam com profissionais negros/as e indígenas nas equipes principais.

ACESSIBILIDADE

No tocante à acessibilidade, o 10º Edital do Funcultura Audiovisual consolida avanços dos últimos anos, estabelecendo critérios de pontuação específicos e alinhados às regras da Ancine. Dos 443 projetos inscritos, 73% previam recursos de acessibilidade comunicacional; e dos 112 aprovados, 72% contarão com estas estratégias de inclusão. Para além do estímulo das políticas públicas, os dados revelam a crescente preocupação dos produtores em ampliar o acesso das pessoas com mobilidade reduzida ou com algum tipo de deficiência às atividades culturais.

REGIONALIZAÇÃO

Novidade desta edição, os critérios de Regionalização do Funcultura Audiovisual se alinham a uma antiga demanda da cadeia produtiva que atua no interior. Pela primeira vez o edital incorporou itens como pontuação diferenciada e reserva de aprovação para proponentes que não moram na Região Metropolitana do Recife (RMR). Dos 443 projetos inscritos, 79% são da RMR. Mesmo com essa concentração, dos 112 projetos aprovados, 38% são do interior, sendo o Sertão a RD que mais demandou e aprovou projetos.

Para efeito de comparação, o edital 2015/2016 selecionou 101 projetos, dos quais 23 eram do interior. Agora, esse número salta para 43. Um resultado bastante significativo, considerando a natureza da produção audiovisual, que tende a reproduzir um modelo de concentração nos centros urbanos e nas capitais.

FORMAÇÃO

Para estimular a formação nos grupos profissionais destacados pelo edital, o Funcultura Audiovisual estabeleceu nesta edição que todos os projetos de formação financiados terão que destinar pelo menos 50% das vagas a estudantes de escolas públicas, mulheres, negros(as), indígenas e pessoa com deficiência (isoladamente ou cumulativamente). Uma medida que estimulará o acesso de novos realizadores ao edital e à cadeia produtiva.

SUMÚLAS DE ANÁLISE

Os proponentes de projetos não aprovados poderão solicitar as súmulas de análise através do e-mail audiovisualpe@gmail.com, informando o nome do projeto e o proponente, pelo período de 90 dias. A solicitação também pode ser feita presencialmente, por meio de ofício impresso entregue no setor de Atendimento ao Produtor do Funcultura, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 12h, na sede da Fundarpe (Rua da Aurora 463/469, Boa Vista, Recife). Este acesso à súmula ocorre desde 2011, contribuindo para a transparência do processo e proporcionando o aprimoramento das propostas nas próximas edições do edital.

COMISSÕES TÉCNICAS E TEMÁTICAS

Conheça os pareceristas que realizaram as análises de mérito dos projetos inscritos:

Longa-Metragem: Carla Maria Osório de Aguiar (ES), Diana Almeida (SP), Marcelo Miranda da Silva (BH)
Produtos para Televisão: Israel do Vale Neto (BH), Keila Sena (RN), Paula Aidar Pripas (SP)
Curta-metragem: Amir Admoni (SP), Cristhine Lucena(PB), Juliana Vicente (SP)
Difusão, Formação, Pesquisa e Preservação: Gabriela Lopes Saldanha (PE), Luiza da Luz Lins (SC), Marcus Santos de Mello (RS)
Revelando os Pernambucos e Desenvolvimento do Cineclubismo: Clementino Luiz de Jesus Junior (RJ), Kênia Cardoso Vilaça de Freitas (DF), Márcia Lohss (RN)

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MAIS DETALHES SOBRE O RESULTADO PODEM SER CONFERIDOS NA APRESENTAÇÃO 

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