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Funcultura

Funcultura incentiva projetos de preservação do patrimônio cultural pernambucano

Um debate durante a IX Semana do Patrimônio apresentou a evolução do investimento público na área e avaliou impactos das ações

A contribuição do Funcultura para a preservação do patrimônio cultural de Pernambuco foi o tema discutido na última sexta-feira (19), no Teatro Arraial Ariano Suassuna, dentro da programação da IX Semana do Patrimônio Cultural. Na ocasião, o Superintendente de Gestão do Funcultura, Gustavo Araújo, fez um grande panorama reflexivo do sistema de incentivo, abrangendo desde o contexto de seu surgimento, passando pelos aperfeiçoamentos e atualizações incorporados ao longo dos anos, os empregos diretos gerados, até o perfil dos projetos culturais aprovados entre 2011 e 2015 na linguagem de Patrimônio.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

Gustavo Araújo conversou com pesquisadores e produtores culturais sobre a evolução do Funcultura

Desde 1993, ano do surgimento do Funcultura, o sistema de incentivo estadual passou por três reformulações. A última, em 2002, foi responsável pelo modelo empregado atualmente, que, segundo Gustavo, tem como grande diferencial o controle social mais efetivo, com participação da sociedade civil via entidades representativas, artistas, produtores culturais e instituições ligadas à produção cultural. “Esse controle social surgiu, inclusive, como uma crítica ao modelo anterior, que privilegiava grandes intervenções, com grande impacto financeiro. O formato atual tem deixado o Funcultura muito mais próximo da dinâmica social e das origens da produção cultural e suas demandas de atenção, valorizando as práticas e saberes tradicionais”, pontuou o gestor.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

O superintendente destacou o controle social como uma grande conquista do sistema estadual de incentivo à cultura

Gustavo também pontuou a consolidação do atual modelo como motor para a referência que o Funcultura se tornou não só no que diz respeito ao atendimento das políticas públicas do estado referentes às demandas da cultura, mas também modelo aos outros mecanismo no resto do país. “A cada ano, a capacidade de propor projetos por parte dos produtores e dos artistas só melhora, tornando mais difícil, de um lado, a escolha dos projetos a serem aprovados. Por outro lado, isso significa que o entendimento e o aprendizado dos produtores vem consolidando a sua capacidade em melhor redigir as suas proposições”, avaliou.

Um total de 82 municípios em Pernambuco foram contemplados no último edital do Funcultura, de 2014/2015, com 688 ações distribuídas entre o Agreste, Sertão, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife. Além de Pernambuco, 16 outros estados brasileiros e 13 países foram atendidos com a realização de 36 ações, cada um, aprovadas via circulação. Uma das demandas mais representativas do modelo atual é a linguagem de Patrimônio que, atualmente, conta com 32 linhas de ações elegíveis, entre elas cursos, oficinas, publicações, ações de educação patrimonial, entre outros.

Um dos projetos de maior repercussão já aprovados pela linguagem de Patrimônio na linha de publicação foi o livro Cinemas do Recife, da arquiteta e urbanista Kate Saraiva. Na ocasião, Kate falou a respeito de sua pesquisa, que consistiu numa grande varredura e catalogação acerca dos cinemas de rua do Recife, incluindo todos que já foram extintos. A autora ressaltou o impacto dos cinemas de rua no desenvolvimento das cidades, especialmente no Recife a partir dos anos 1920, e também na ocupação e requalificação dos espaços públicos. “Por que devemos preservar e reativar os cinemas de rua? Pra garantir essa vida ao Centro, valorizar a rua, gerar pontos de encontro, oferecer educação e cultura”, pontuou a arquiteta que, também graças ao livro aprovado no Funcultura, conseguiu articular o movimento CineRua – PE e projetá-lo Brasil afora.

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jan Ribeiro/Fundarpe

Jogos educativos também contam com incentivo do Funcultura

Também foram apresentados, no Teatro Arraial, projetos de Patrimônio contemplados nas linhas de games e aplicativos como A Saga do Caboclo de Lança, da Cabra Quente Filmes; e PE Mobile, de Sandro Lins; além de um projeto aprovado na linha de sites, intitulado Vernacular Renda Nascença, de Lenice Queiroga.

Jan Rinbeiro/Fundarpe

Jan Rinbeiro/Fundarpe

Lenice Queiroga apresentou seu projeto na área de preservação da Renascença


Dia do Historiador
Também na sexta-feira (19), o Teatro Arraial Ariano Suassuna recebeu uma mesa em homenagem a Joaquim Nabuco e ao Dia do Historiador, comemorado em 19 de agosto. Fizeram parte o historiador e membro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural Leonardo Dantas e o médico, ator e e também membro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Reinaldo Oliveira, que discutiram sobre a atualidade social de Joaquim Nabuco e sua relação com o teatro, respectivamente.

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