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Gardi Hutter apresenta o espetáculo Joana D’Arppo no Teatro Luiz Mendonça

Peça integra a programação do Festival de Circo do Brasil, que tem incentivo do Funcultura

O sonho de uma mulher se tornar heroína é mote da peça protagonizada pela atriz suíça Gardi Hutter (Foto: Divulgação)

O sonho de uma mulher se tornar heroína é mote da peça protagonizada pela atriz suíça Gardi Hutter (Foto: Divulgação)

Em Joana D’Arppo, Gardi Hutter é uma lavadeira às voltas com bacias, sabão, varais, montanhas de roupas sujas. Entre delírios e risos, a protagonista Jeanne sonha com grandes ações heroicas contra inimigos à sua altura. Desta forma, faz de sua lavanderia um campo de batalha surrealista. Considerada a maior palhaça do mundo, ela se apresenta pela primeira vez no Recife nesta quarta (5) e quinta-feira (6), no Teatro Luiz Mendonça, dentro da programação do Festival de Circo do Brasil, que conta com incentivo do Funcultura.

Gardi Huttrer é uma das mais importantes comediantes da Suíça, além de ser uma referência mundial na arte da palhaçaria. Com mais de 20 anos de carreira, Gardi é uma palhaça por excelência e talvez uma das mais importantes da atualidade. No carnaval, por exemplo, os suíços se fantasiam com a personagem criada por Gardi Hutter que também já virou marionete, boneca, e resposta de palavras cruzadas.

Formada pela Academia de Artes Dramáticas em Zurique, a artista trabalhou durante três anos em colaboração com o Centro di Ricerca per il Teatro of Milan (Itália), participou de uma temporada como palhaça do Circo Nacional da Suíça, o Circo Knie 2000, além de ter encenado peças com grandes mestres do teatro, como Nani Colombaioni e Ferruccio Cainero. Em seu currículo, também constam prêmios culturais da Suíça, Alemanha e França, e mais de 2.400 apresentações, diga-se de passagem, em vários continentes do mundo.

O solo Joana D’Arppo foi criado em 1981 e já viajou por mais de 20 países. Apesar de ser um espetáculo que já atingiu a maioridade, a montagem continua atual e com muito vigor, graças aos temas tratados no palco. Para a Gardi o humor é uma forma de não sucumbir diante do sofrimento do mundo, como declarou recente à Revista Anjos do Picadeiro. “A tragédia do palhaço é enorme, ele é mais estúpido, mais triste, então a platéia respira aliviada, tem alguém alguém ali pior do que ela. Eu passo a ideia de ser Jesus carregando a cruz com sofrimento do mundo inteiro, mas não é sagrado, é pra rir. Mas é muito importante ser trágico para tocar as pessoas, você é tão drástico que você toca o cômico, você se transforma no cômico. Eu acho que as pessoas tem que amar você, e eu acho que quando você é um perdedor, quando você batalha muito, quando você está infeliz, você faz o contato com a platéia. Eu acho também que o humor é uma estratégia de sobrevivência, de saber da tragédia, de saber realmente, fisicamente, e aí você vai, através dela, e no final você ganha, porque um grande perdedor, sempre é um vencedor”, disse.

Veja um trecho do espetáculo:

Serviço
Gardi Hutter – Joana D’Arppo
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, Boa Viagem)
Quando: Dias 5 e 6 de novembro (quarta e quinta-feira), às 20h30
Valor: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Classificação livre

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