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Funcultura

Grupo Totem apresenta nova fase da pesquisa em danças e rituais indígenas

Atual etapa do trabalho artístico em construção, que conta com incentivo do Funcultura, será apresentada neste sábado (5/3), em Olinda

Após mais uma série de vivências com povos indígenas do estado, desta vez com os Xucuru (Pesqueira) e os Kapinawá (Buíque), chegou a hora do grupo de dança Totem realizar a segunda demostração pública da pesquisa Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura.

Fernando Figueirôa/divulgação

Fernando Figueirôa/divulgação

Nesta nova fase, grupo Totem se dedicará aos povos Xucuru, de Pesqueira, e Kapinawá, de Buíque

A apresentação acontece neste sábado (5/03), em Olinda, com os desdobramentos do mergulho que os integrantes do grupo estão fazendo no cotidiano e nos rituais das comunidades indígenas.

“Vamos fazer um verdadeiro laboratório aberto e prático, para que as pessoas entendam como nós trabalhamos. Queremos um formato mais dialogal do que a outra, que foi mais apresentação”, explica a dançarina Taína Veríssimo.

A primeira demonstração pública desta pesquisa foi realizada no dia 30 de novembro do ano passado, durante a XVI Mostra de Artes Cênicas A Porta Aberta da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, no bairro da Várzea. Na ocasião, o grupo levou ao público o resultado dos intercâmbios culturais com os Pankararu, povo localizado no município de Tacaratu, no sertão do estado.

Rito Ancestral Corpo Contemporâneo tem como proposta um aprofundamento nas experiências ritualísticas dos três povos indígenas pernambucanos citados, que resultará posteriormente numa apresentação final com todo o material coletado. Através dessa imersão, o grupo voltou às raízes do teatro, que se conecta com o ritual, segundo o pensamento do dramaturgo Antonin Artaud.

“Queremos apresentar melhor o nosso processo de criação interna a partir das vivências externas. Haverá momentos advindos de nossa experiência com a força da jurema sagrada e outras bebidas mágicas que estamos usando nos laboratórios”, completa Taína.

Experiências com os povos indígenas

Em agosto de 2015, o Totem fez a primeira visita ao Povo Pankararu, no município de Tacaratu. O primeiro ritual vivenciado com os indígenas foi o ‘Menino do Rancho’, num ato no qual se encontram a dança, a performance, o teatro, o ritual, em gestos, postura, olhar e canto.

Fernando Figueirôa/divulgação
Em janeiro deste ano, foi a vez do grupo ir à Pesqueira para vivenciar o ritual de Dia de Reis do povo Xucuru, que representa a abertura do ano para eles. Além de buscar a essência corpóreo-cênica presente nas manifestações desses índios, o grupo conheceu de perto a história de luta e resistência dos Xucurus, junto ao episódio que marcou a morte do cacique Xicão.

A visita aos Kapinawás, localizado perto do município de Buíque, logo em seguida, revelou aos dançarinos um toré e uma sambada de coco bastante peculiares a esse povo. Lá, o grupo visitou a furna sagrada e percebeu a forte ligação que esses indígenas possuem junto aos encantados.

Fernando Figueirôa/divulgação

Além das visitas aos povos indígenas pernambucanos, o Totem realizou também estudos de performance e antropologia, a partir de autores como Richard Schechner e Cassiano Sydow Quilici, e laboratórios vivenciais.

Serviço
2ª Demonstração da pesquisa “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo”, do grupo Totem
Sábado (05/03)| 19h
Centro de Cultura Luiz Freire [Rua 27 de Janeiro, 181, Carmo, Olinda]
Gratuito

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